Os serviços de Streaming costumam nos surpreender com algumas boas produções originais, que, mesmo com baixo orçamento, compensam em história e trazem uma nova perspectiva sobre diferentes temas. Ao mesmo tempo, abrem espaço para produções de novatos – algo difícil de ser feito por grandes estúdios.

Contudo, também não é raro que algumas dessas produções sejam contentáveis. E esse é o caso de “Code 8: Renegados”. O longa que apresenta a temática de super-humanos. Ele chega perto de aparentar algo como o que a Amazon Prime Video fez emThe Boys e pode lembrar filmes como “X-men“. Entretanto, não tem nem o apego com personagens e muito menos uma história interessante como a dos dois exemplares citados.

A história situa-se em um mundo distópico e futurista, onde pessoas com superpoderes vivem entre a sociedade. Entretanto, os super-humanos são proibido de usar seus poderes, por serem considerados perigosos. Com a substituição da mão de obra desses super-humanos por robôs, muitos deles acabam marginalizados. Entre eles está Connor Reed (Robbie Amell), que com sua mãe doente, acaba se envolvendo com criminosos afim de arcar com as despesas médicas para o tratamento.

“Code 8: Renegados” é recheado de problemas, mas, sem dúvidas o mais gritantes é o roteiro do iniciante Chris Pare. Apesar de ser um filme de curta duração (138 min), o roteiro arrasta a história por caminhos tortuosos e que não se emplacam. As relação entre os personagens passeiam entre discussões e diálogos curtos que não levam a lugar algum. E, dessa forma, nenhum personagem é aprofundado ou consegue cativar o público.

Outro ponto é que a história não consegue trabalhar nada em relação ao futuro distópico que apresenta. Além de drônes e policiais robôs, tudo na história é apenas jogado, sem relevância. Em grande parte a história é confusa e isso reflete no final pouco instigante. Pode dizer com o final do filme, resume bem o quão desinteressante o mesmo é.

Em suma, as atuações são razoáveis, tendo em vista que o roteiro não consegue emplacar emoção nos diálogos. E muito menos trazer informações com o mesmo.  Dessa forma temos todos os personagens com pontas soltas em suas histórias. E, nenhum deles possui destaque efetivo, exceto o protagonista, Robbie Amell. De certo, isso contribui para torna o filme ainda mais esquecível, já que não cria empatia com as histórias.

O direção do novato Jeff Chan – que também produz o filme – consegue trazer alguns aspectos positivos como as cenas de ação. Mas nada além disso. E, considerando o baixo orçamento para esse tipo de filme, pode-se afirmar que temos efeitos especiais de razoáveis a bons. Mas, ao mesmo tempo, a escolha dos poderes dos personagens, claramente é feita para que não sejam necessários efeitos muito mirabolantes.

O filme tem um designe que lembra muito de grames, e isso não é por acaso já que Jeff Chan dirigiu Call of Duty”. Outra influencia clara está na obra de Neill Blomkamp, e isso fica nítido até mesmo no estilo da fotografia, fria e cinzenta.

No fim, “Code 8: Renegados” é um passatempo esquecível, não leva a lugar algum e parece uma mistura de muito filmes que já vimos. Mistura essa, que irrita o expectador por jogar inúmeros personagens em tela e não se dá o trabalho se quer desenvolve-los, tão pouco a história em geral. O que resta é sentimento de perda de tempo com esse filme.

Obs.: Está previsto que esse filme se torne uma série.


Imagens e vídeo: Divulgação/Filmmelier


Vakinha

Crítica: Code 8 - Renegados

2.0
Ruim!
Code 8 – Renegados apresenta um mundo onde pessoas com habilidades “especiais” vivem na pobreza. Conner Reed (Robbie Amell) é um jovem poderoso que está lutando para pagar pelo tratamento médico de sua mãe doente. Para ganhar dinheiro, ele se junta a um mundo criminoso e lucrativo, liderado por Garrett (Stephen Amell), que trabalha para um traficante de drogas.
Direção
Roteiro
Elenco
Efeitos Especiais
Pros
  • Os efeitos especiais agradam.
Cons
  • O roteiro não desenvolve os personagens.
  • A história é confusa.
  • O final não encerra nenhum arco das histórias contadas.
  • O antagonista é fraco.
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Dan Andrade

Cursando Produção Cultural atualmente, sempre foi apaixonado por cinema e decidiu que de alguma forma trabalharia com isso. Tendo como inspiração Steven Spielberg e suas histórias que marcaram gerações, escreve, assiste, lê e aprende, para um dia produzir coisas tão grandes e que inspirem pessoas como um dia ele o inspirou.

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