Crítica: Conexão Escobar

Um outro ângulo

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O nome de Pablo Escobar tem sido bastante explorado ultimamente em produções de filmes e séries, e não é dessa vez que ele será esquecido, pois mais um produto surge nas telonas para nos lembrar do mundialmente famoso narcotraficante.

“Conexão Escobar” é um longa baseado no livro de Robert Mazur, um agente federal americano que se infiltrou no Cartel de Medellín, passando-se por um mafioso rico especializado em lavagem de dinheiro. Assumindo a identidade de Bob Musella, ele ganhou a confiança de homens poderosos no mundo do crime (incluindo empresário e banqueiros desonestos) trabalhando para desmantelar o Cartel.

No papel de Mazur, temos outro nome inesquecível, Bryan Cranston, que mesmo sendo conhecido pelo papel marcante em Breaking Bad, consegue se desvencilhar da famosa série e ser totalmente convincente em cada personagem que assume, não sendo diferente nesse filme. Cranston transmite toda a tensão (para dizer o mínimo) vivida pelo agente da alfândega.

Além de Cranston, o filme teve um elenco perfeito, que contribuiu para que essa história fosse bem contada. Todos, dos maiores aos menores papéis, estão convincentes. Inclusive John Leguizamo, que estamos acostumados a vê-lo em comédias, não deixa a desejar nesse suspense, no papel de Emir, parceiro de Mazur nessa operação. Diane Kruger também está excelente na pele de Kathy Ertz, agente novata que se junta a Robert Mazur nesse perigoso trabalho.

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Outro destaque é Benjamin Bratt, que interpreta Roberto Alcaino, braço direito de Escobar, de quem Mazur ganha total confiança e cria com ele um laço de amizade que se torna uma das peças fundamentais no decorrer da trama. Essa ligação foi muito bem interpretada pelos dois atores, cuja troca de olhares em determinada cena nos faz imaginar tudo o que deve ter se passado na cabeça deles naquele momento.

Além do excelente trabalho do elenco, a direção de Brad Furman retrata de modo sensacional os perigos dessa vida dupla, fazendo com que o público sinta a aflição do constante risco de descoberta dos agentes, podendo resultar em morte (algo que não falta nesse filme).

A trilha sonora também contribui bastante para toda a tensão transmitida pelo filme e a fotografia, os cenários e o figurino se complementam de uma forma nos faz viajar no tempo e nos leva para esse universo dos bastidores do crime.

Apesar do nome de Escobar estar no título em português (“The infiltrado” é o título original), o traficante aparece durante poucos segundos e sem falas, mas isso não se torna um ponto negativo, muito pelo contrário. A ausência de Escobar acaba contribuindo para mostrar o fato do acesso praticamente impossível a ele ser uma realidade para aqueles que buscavam sua prisão, ou mesmo para quem tentava fazer negócios com ele.

Crítica: Conexão Escobar
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