Crítica: Demolidor (3ª Temporada)

“Demolidor” foi a primeira série da Neflix com parceria com a Marvel, com uma primeira temporada excelente e recheada de ótimos atores que tinham química entre si. A série violenta, foi um acerto da Netflix. Entretanto, a segunda temporada teve altos e baixos, apesar de começar bem apresentando o personagem  Justiceiro, ela se perde na segunda metade com a grande quantidade de personagens e tramas sub-desenvolvidas e sem final. Além disso, as cenas de ação são mal dirigidas e confusas. Outra aparição do Demolidor foi em “Os Defensores”, que reuniu Luke Cage, Jessica Jones, Punho de Ferro, série essa que fracassou em relação a crítica.

Nessa terceira temporada, Matt Murdock (Charlie Cox) depois de sumir por meses, reaparece e questiona seu futuro como o vigilante Demolidor. Mas sua volta se faz necessária quando seu arqui-inimigo Wilson Fisk ( Vincent D’Onofrio) é libertado da prisão. Matt então precisa decidir se abraça seu destino como herói ou se esconde do mundo.

A principio trazer de volta o vilão da primeira temporada como sendo o centro da história poderia ser algo repetitivo, mas foi o mais acertado. Fisk nessa temporada está mais assustador e violento, a atuação de Vincent é algo a se destacar por sua presença em cena, tornando o vilão repulsivo ao público e causando momentos de tensão.

Outro aspecto positivo é que a série dá destaque aos seus coadjuvantes. O aprofundamento dado ao personagem da Karen Page (Deborah Ann Woll) é importante. E dedicar um episódio para o passado de seu personagem foi uma boa opção nessa temporada. Franklin “Foggy” Nelson (Elden Henson) também está muito bem, sua amizade com Matt é um dos pontos altos da série, tornando bonita a afeição dos dois. E um dos personagens mais desenvolvidos é de Benjamin Poindexter (Wilson Bethel), é nítida sua transformação ao longo da temporada, sua trama é uma das melhores coisas da série, e Bethel entrega uma atuação convincente e assustadora. Acompanhar também Matt Mudorck e suas dúvidas de suas crenças é um avança na série, os diálogos entre ele, a freira e o padre são formidáveis, e contribuem muito para o desenvolvimento da história.

A série foi bem criticada na segunda temporada pelas cenas de ação confusas e muitas vezes com lutas bem fracas, nessa terceira temporada a direção da série é melhor e soluciona esses problemas nas próprias cenas de ação. A fotografia está menos escuras e conseguimos distinguir o que está acontecendo em cena. Destaque para uma luta na prisão, onde acompanhamos cada soco e brigas são bem coreografadas. Aliás, o que não falta nessa temporada são cenas de ação, a cada episódio é preciso se segurar na cadeira, pois dessa vez ela veio frenética e tensa.

“Demolidor” em sua terceira temporada se solidifica como a melhor série de heróis da Netflix, ao final da temporada dá vontade de acompanhar mais dessa história. Agora é aguardar ansiosamente a quarta temporada e ficar impactado outra vez com a história e com esses personagens incríveis.


Por Eduardo Chaves

Crítica: Demolidor (3ª Temporada)
10Pontuação geral
Votação do leitor 0 Votos
0.0