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Crítica

Crítica: Fallen

O que aconteceria se em uma hipotética guerra angelical no céu, houvesse além dos leais a Deus, e dos infiéis, e consequentemente, caídos como Lúcifer, os que escolheram um terceiro lado? É assim que Fallen começa.

Luce acaba indo parar em uma espécie de reformatório depois que se vê envolvida na morte de um namoradinho que ela não consegue explicar. Por causa disso, vai para uma estranha instituição que cuida não apenas de jovens com problemas com a lei como também de jovens com algum tipo de distúrbio mental.

Enquanto tenta lidar com a confusão em que se vê envolvida, ela acaba se apaixonando por Daniel, que parece apenas querer distância dela, e chamando a atenção de Cam, que parece a pessoa mais sem juízo de todos.

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O bacana da história de Lauren Kate é que ela realmente pesquisou sobre anjos antes de escrever, por mais que não haja teorias comprovadas. Ela desenvolveu seu livro de uma forma em que eles se baseiam em seus próprios princípios, conceitos e raciocínios. Outro ponto positivo é a força que a mocinha têm: por mais que ela estivesse confusa, Luce confia em si, em sua própria intuição e não deixa ninguém passar por cima dela. Há um sentido de força feminina nela que não há em obras parecidas com essa.

O filme não é original. Ele é um móvel antigo, com uma mão de tinta nova. Há umas pontas mais amarradas no longa, mas isso não quer dizer que parta para algo inovador. E esse é justamente o ponto: você já viu tudo antes. É bonitinho, mas bastante repetitivo. Pode dar certo, primeiro porque é um livro bastante famoso e os fãs gostam e, segundo, porque fala diretamente com quem gosta desse tipo de obra, mas é um público bem limitado.

Addison Timlin faz a Luce com a mesma profundidade que Kristen Stewart faz a Bela, de Crepúsculo. Como tem gente que defende que Kristen entende muito de Bela, que captou bastante a personagem, provavelmente aqui deve ser o mesmo caso. Particularmente, eu achei ela mediana. Jeremy Irvine (que eu já vi atuando no filme Stonewall) também lembra bastante o personagem de Robert Pattinson, só não somos obrigados a acha-lo tão bonito quanto o vampiro que brilha no sol. A química entre Luce e Dan funciona bastante, quase não sobrando espaço para ter um triângulo com Cam, vivido pelo ator Harrison Gillbertson. É um elenco jovem e bonito, que atua o tanto que precisa atuar (não que sejam super exigidos a isso).

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A fotografia do filme não tem nada em especial, apenas muito gelo seco para fazer vapor já que quase todas as cenas tem um pouco de neblina envolvida. As roupas foram feitas de maneira muito especial: há algumas mais casuais e outras bem trend, características de moda mesmo, não tão cotidianas.

Lauren Kate disse durante a coletiva do filme aqui no Brasil (evento que aconteceu no dia 05 de dezembro) que gostou de trabalhar com Robert Scott Hicks porque ele soube captar a essência que ela queria para o filme, que ele deu um interessante ponto artístico a adaptação. O mesmo disse de seus atores principais, que eles deviam transmitir a química e toda a personalidade dos personagens que estavam representando.

Fallen estreia dia 8 de dezembro em todo Brasil.

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7

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade. Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

2 Comments

2 Comments

  1. Maike Alves

    6 de dezembro de 2016 at 22:03

    Não achei o livro uma coisa tão nova assim, pra mim é apenas mais do mesmo, estamos saturados já de obras do gênero. Fallen apenas é um crepúsculo com anjos caídos em vez de vampiros. Notei pela sua forma de escrita que você também está saturada desse tipo de adaptação, mas você precisa pegar leve na escrita. Entendo isso. Aguardando uma adaptação de alfo realmente novo.

    • Marya Cecília Ribeiro

      7 de dezembro de 2016 at 10:53

      Oi, Maike, muito obrigada pelo seu comentário.

      Realmente ele não é original e isso é perceptível. O único ponto mais salvável é que a personagem não sofre dos mesmos “distúrbios” da Bella, então ela consegue formular frases, dar dois passos sem cair e ser fiel ao seu pensamento, ao que acredita. Sim, ainda segue o clichê de filmes juvenis que estamos acostumados. Acho que os próprios produtores e diretores já não sabem o que adaptar porque tudo lembra muito outras coisas.

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