Crítica: Game of Thrones: A Última Vigília

Imagem: Divulgação/HBOImagem: Divulgação/HBOImagem: Divulgação/HBOImagem: Divulgação/HBO

Independentemente do resultado qualitativo da última temporada de Game of Thrones”, e das discussões sobre as polêmicas decisões tomadas pela dupla de showrunners David Benioff e D.B. Weiss para terminar a história, não dá para negar que essa série entrou para história da cultura pop. O nível de GOT se tornou tão alto que não é correto tratar tudo o que foi feito como mais uma produção para TV. O que o mundo viu durante oito anos é puro cinema. Cinema superlativo, com bom roteiro, muita ação e efeitos visuais de alto padrão. Claro que, para entregar toda essa grandiosidade em tela, era preciso contar com uma vasta e experiente equipe nos mais variados níveis de produção. Para homenagear todas essas pessoas que deram a vida por GOT, a HBO levou suas câmeras para os bastidores com “Game of Thrones: A Última Vigília”.

Com esse documentário, a diretora Jeanie Finlay capta os últimos takes de um grande sucesso que será difícil de esquecer. O espectador que pode ter sentido ódio depois dos créditos finais de “The Iron Throne”, vai se emocionar com a paixão que cada membro da equipe empregou em seus trabalhos. Não são apenas empregados trabalhando por dinheiro, são, antes de mais nada, fãs que estariam ali mesmo de graça. Pessoas anônimas que formaram uma família junto com os astros e estrelas, diretores e produtores, para levar a tristeza, o horror, a surpresa e a alegria para milhões de pessoas.Apesar de ter a participação de Emilia Clarke, Kit Harington, Lena Headey, Peter Dinklage, Sophie Turner, Maisie Williams, entre outros, o que interessa a Finlay são aqueles que ninguém conhece. Ela segue um figurante que já trabalha na séria desde a terceira temporada, uma artista responsável pelas próteses que dão vida às várias criaturas imaginadas por George R. R. Martin e um coordenador da equipe que faz a neve de Winterfell e Porto Real. Dá ainda um pouco de atenção para a cabeleireira de Clarke e Harington, para a dona de um trailer de comida instalada nos sets de filmagem e para a equipe de dublês, que tem como chefe ninguém menos do que o Rei da Noite, interpretado por Vladimir Furdík . Dando voz para esses trabalhadores de bastidores, “A Última Vigília” faz com que público veja o fator humano por trás de tudo, independente do milionário marketing e dos holofotes.

Evidentemente que os queridos atores principais também são responsáveis por momentos especiais, principalmente quando, no início dos trabalhos da derradeira temporada, leem o roteiro final de seus personagens em uma mesa redonda. A comoção e decepção que cada um demonstra são verdadeiros e provam o amor que eles sentem pela obra. É de partir o coração ver Kit Harington aos prantos quando sabe o destino de Daenerys, enquanto Emilia Clarke o observa com feição de tristeza. No final de uma leitura nessa mesma mesa redonda, todo os presentes comemoram o destino do rei da noite, assim como os fãs o fizeram quando assistiram em suas casas há algumas semanas. Há apenas um problema ao término do documentário: o seu próprio término, porque isso significa que GOT chega definitivamente ao fim, deixando para os muitos aficionados um longo inverno a enfrentar.


Imagens e Vídeo: Divulgação/HBO

Crítica: Game of Thrones: A Última Vigília
9Pontuação geral
Votação do leitor 0 Votos
0.0