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CríticaFilmes

Crítica: Holocausto Brasileiro

Lorena Freitas
16 de outubro de 2016 3 Mins Read

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O longa inspirado pelo best seller homônimo narra de forma muito íntima e profunda a história do hospital Colônia, em Barbacena, MG. Inaugurado em 1903, inicialmente com o intuito de receber enfermos de tuberculose e doenças psiquiátricas com requinte, com o passar das décadas se torna palco de um dos maiores extermínios que o país já vivenciou… Extermínio não somente de vidas, mas de dignidade, de humanidade… Por mais de 80 anos.

O hospital passou a receber mais internos do que a capacidade permitia. E mesmo sendo um local para tratar de transtornos psiquiátricos, aproximadamente 70% de seus pacientes não possuíam nenhum diagnóstico relacionado. O lugar recebia todos os indivíduos considerados indesejados pela sociedade: Gays, pobres, prostitutas, bêbados, pessoas sem documento e até mesmo aqueles expulsos de suas casas. Como é de esperar, a superlotação não é comportada pela estrutura cada vez mais precária (na qual faltava comida, medicamentos, roupas e até mesmo profissionais qualificados). Os detentos iam para o hospital para lá serem esquecidos até o final de suas vidas. E o quadro era tão sério que o hospital (que em teoria deveria reabilitar os pacientes) tinha convênio com um cemitério próximo, no qual os corpos eram enterrados em grupos em covas coletivas. O extermínio foi tão grande (especialmente durante o período do Estado Novo) que o cemitério excedeu o seu limite, tendo que parar de servir de depósito para os corpos – os moradores da região passaram a reclamar do mau cheiro que ficava cada vez pior. E, também no período do governo militar outra prática passou a ser desenvolvida: A venda de peças anatômicas (partes e/ou corpos inteiros) para universidades. Ou seja: Os indivíduos viviam em condições sub-humanas e, por fim, eram uma fonte rentável para os envolvidos na barbárie. A estimativa é que 60 mil pessoas tenham morrido durante o funcionamento do hospital colônia.

E por falar em maus tratos e exploração, outras práticas cruéis são destacadas no longa: O uso de eletrochoques, a ministração leviana de medicamentos fortes, e até o uso gratuito da mão de obra… Ops, gratuito não: Eles recebiam um maço de cigarros… E prestavam serviço (escravo) para obras da prefeitura e também para obras de civis que tivessem algum acesso ao hospital.

Neste período as crianças que tinham algum tipo de deficiência eram consideradas uma vergonha para suas famílias. Estas, por sua vez, as internava em um hospital próprio. Com o fechamento deste hospital, todos foram transferidos para o Colônia, sem nenhum tipo de apoio. Os “ex-meninos Oliveira” também foram esquecidos, maltratados e submetidos a toda esta condição indigna e cruel.

Nos registros fotográficos indigestos que são apresentados no filme, se nota como o ambiente social pode (SIM!) tirar o indivíduo de sua condição humana. Pessoas nuas, jogadas nos pátios e celas, magras… E um aspecto relevante: Negros, em sua maioria! Um relato comovente conta a história de uma detenta que, faminta, come uma pomba viva… Tratada como um animal, passa a se comportar como um.

O mais interessante é que, mesmo se tratando de tudo que está aqui descrito, o hospital (PASMEM) funcionava de acordo com as normas sanitaristas e psiquiátricas da época.

~ Recomendo fortemente que nossos leitores assistam esse documentário. Ele é triste, denso e, por vezes, difícil de digerir. Mas mostra a forma como “homens de bem” lidam com poder em uma sociedade higienista (como é, em menor grau, até nossos dias) que se livra do que não lhe é interessante, sem muitos critérios para isso… O que, de alguma forma, não tira ninguém da zona de risco… Seja para compor a ala daqueles que perdem sua humanidade, seja para adentrar no time dos corações endurecidos capazes de cometer tanta crueldade. Nós somos aquilo que nos permitimos ser, e por isso o exercício da vigilância é fundamental. E difundir materiais que relatem esses extremos é sempre (e cada vez mais) necessário! ~

O longa está sendo exibido no Festival do Rio, e terá sua estreia no dia 20 de novembro no canal MAX. Para saber mais, clique aqui!  Abaixo o book trailer do livro que o filme usou como base para produção.

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Me siga Escrito por

Lorena Freitas

Geógrafa por formação, bailarina por amor e crespa por paixão, Lorena é uma estudante carioca que passa a vida em busca de soluções capazes de melhorar a qualidade de vida. Como boa taurina: é boa de garfo (e como come!) e amante das artes. Por isso se aventura em danças e circos para deixar a vida mais leve! Tem uma cabeça grande que nunca para de trabalhar e divide aqui na WOO suas loucuras e delícias.

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