Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Infiltrado na Klan

Avatar de Rodrigo Chinchio
Rodrigo Chinchio
26 de outubro de 2018 3 Mins Read

Infiltrado na Klan 4Quem melhor para falar sobre questões sociais e raciais do que Spike Lee? O Cineasta discute esses assuntos desde o início de sua carreira com obras como “Faça a Coisa Certa”, “Malcolm X”, entre outros. Além disso, ele vive em um dos países mais preconceituosos do mundo, que tem como presidente um sujeito antiprogressista e racista. Esses são os fatores que o habilitam a fazer filmes no qual um personagem ou toda uma comunidade negra sofre com agressões ou segregações.  Após os confrontos sangrentos acontecidos em 2017 na cidade de Charlottesville, o clima de tensão voltou aos EUA. Negros e brancos ficaram cada vez mais distantes e organizações como a Ku Klux Klan aproveitaram para abrir suas asas, sem nenhum sinal de repúdio por parte do governo. Lee não poderia ficar calado frente a essa situação que afeta a comunidade e envergonha toda a nação. Decidiu então filmar “BlacKkKlansman”, uma sátira feroz contra os  supremacistas brancos. “Infiltrado na Klan” é o título capenga dado aqui no Brasil, não traduzindo as verdadeiras intenções do filme e fazendo com que os desavisados pensem que se trata de uma produção nos moldes das comédias pastelão dos irmãos Wayans.

“BlacKkKlansman” conta a história de Ron Stallworth (John David Washington) o primeiro negro a tornar-se policial em Colorado Springs no ano de 1978. Ele começa a trabalhar nos arquivos da delegacia até ser designado a se infiltrar no discurso de um dos líderes do grupo Panteras Negras em visita à cidade (sequência lindamente montada com os rostos das pessoas da plateia encantadas com o discurso sendo lançadas na tela preta). Com uma escuta, consegue gravar todo o discurso que possui momentos de pregação violenta contra as autoridades e ainda conhece uma das presidentes do movimento, a bela Patrice (Laura Harrier). Após bom desempenho na sua primeira missão, é promovido para a ociosa inteligência da divisão. Em um dia típico, ao ler o jornal, encontra um anúncio com o telefone para novas ingressões na KKK da região e, seguindo o impulso do momento, liga para o número. Fazendo “voz de branco”, ele ganha a confiança do homem com quem tem a primeira conversa e rapidamente é marcado um encontro para que Ron receba os formulários de inscrição e faça uma entrevista. Evidentemente, o agente branco e judeu Flip (Adam Driver) é enviado em seu lugar para iniciar a investigação sobre possíveis atos violentos.

Infiltrado na Klan 6

Com humor, o roteiro do longa retrata enfaticamente os membros da KKK como caipiras ignorantes, manipulados por notícias falsas relacionados a ataques de negros contra brancos (muito similar a um certo país da América do sul). Há muitos momentos de risadas durante a projeção, principalmente nas conversas por telefone que são hilárias ao trazerem seres surreais em suas falas ridículas.

Lee amplia a discussão sobre outros tipos de discriminações baseadas em visões deturpadas: Patrice é convicta em dizer que todo policial é racista e abusador, sem saber que Ron é um deles, a KKK também odeia judeus, e as mulheres do grupo são relegadas ao segundo escalão.

No entanto, contra toda essa onda preconceituosa, apresenta um personagem principal que se demonstra superior em suas atitudes diplomáticas. Ron não possui características violentas e, exceto em uma cena que serve de homenagem ao Blaxploitation, não é mostrado portando armas de fogo. Mesmo quando recebe a estapafúrdia ordem de fazer a segurança do líder da Klan, ele consegue uma atitude louvável (e provocadora) de, mesmo sendo constantemente humilhado, tirar uma foto abraçando um dos ofensores e o tal líder.

O ódio é combatido sem que nenhum tiro seja disparado, bem diferente do discurso belicista de Donald Trump. Esse que, inclusive, é lembrado com menções indiretas a seus slogans de campanha e diretamente em imagens da entrevista dada por ele depois dos ocorridos em Charlottesville. Há uma última aparição simbólica de Trump quando a bandeira norte-americana é mostrada de ponta cabeça e enchendo a tela. Suas cores fortes estão presentes, até que começam lentamente a dar lugar ao preto e branco.

Essa crítica faz parte da cobertura da 42ª Mostra de Cinema de São Paulo

 

Reader Rating0 Votes
0
9

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

ComédiaDramaEstreiaFestivalMostra SPSão Paulo

Compartilhar artigo

Avatar de Rodrigo Chinchio
Me siga Escrito por

Rodrigo Chinchio

Rodrigo Chinchio é colaborador da Woo! Magazine, onde escreve sobre cinema com a autoridade de quem se formou cinéfilo garimpando pérolas nas videolocadoras. Especialista em encontrar filmes que o algoritmo jamais recomendaria, mantém em seu quarto uma coleção de Blu-rays e DVDs que rivaliza com qualquer acervo físico do país, e que ainda o impede de ver a própria cama.

Outros Artigos

O Anjo 7
Anterior

Crítica: O Anjo

doutri4poster
Próximo

CRÍTICA: O DOUTRINADOR

Próximo
doutri4poster
26 de outubro de 2018

CRÍTICA: O DOUTRINADOR

Anterior
26 de outubro de 2018

Crítica: O Anjo

O Anjo 7

One Comment

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Copa do Mundo Yamal
    Copa do Mundo 2026 | Espanha x Bélgica: Onde Assistir, Horário e Prováveis Escalações
    Gabriel Fernandes
    O Convite The Invite Filme 1
    O Convite | Um Jantar Caótico Sobre Intimidade e Relacionamentos
    Junior Fernandez
    Stones 2026
    Como os Rolling Stones Redefiniram o Trabalho em Estúdio para o Novo Álbum “Foreign Tongues”
    Cesar Monteiro
    Copa do Mundo Mbappé França
    Copa do Mundo 2026 | Mbappé Brilha, França Vence o Marrocos e Garante Vaga na Semifinal
    Anne Chaves
    Camisa do Fluminense
    Fluminense Aprova Nova Terceira Camisa Para a Temporada 2026
    Gabriel Fernandes

    Posts Relacionados

    O Convite The Invite Filme 1

    O Convite | Um Jantar Caótico Sobre Intimidade e Relacionamentos

    Junior Fernandez
    10 de julho de 2026
    Aprendendo a lição

    Você sabia? | Aprendendo a Lição veio de um webtoon

    Mariana Centurion
    8 de julho de 2026
    Live-Action de Moana

    Live-Action de “Moana” Consolida a Era do Rebranding Corporativo da Disney

    Cesar Monteiro
    8 de julho de 2026
    Sintonia Nando Entre Dois Mundos Netflix 1

    Nando Entre Dois Mundos | Sintonia Ganha Filme na Netflix e Nando Retorna em Nova Jornada Marcada pelas Consequências do Passado

    Jéssica Meireles
    7 de julho de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx