Crítica: MIB Homens de Preto – Internacional

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A franquia “MIB: Homens de Preto”, nasceu ainda no final da década de 90 com Will Smith (Agent J) e Tommy Lee Jones (Agent K). Um grande sucesso na época, o filme ( baseado nos quadrinhos de Lowell Cunningham) conseguiu reunir três gêneros em um só: comédia, aliens e espionagem. Funcional e divertido, além de original pela formato proposto, o longa logo teve um sequência, “MIB 2: Homens de Preto” , que apesar de manter o elenco e toda a estrutura do original, não foi tão eficaz em questão de história. Depois disso a franquia passou dez anos no esquecimento até a estreia de “MIB 3: Homens de Preto”, este que obteve sucesso na criação de um passado para a história do Agent K, trazendo um plot muito interessante de ligação entre os protagonistas, fechando a franquia ali (pelo menos para aqueles personagens).

Agora, sete anos depois, a franquia volta aos cinemas com novos protagonistas e com um título que indica expansão da franquia, mas será que “MIB – Homens de Preto: Internacional” consegue fazer isso? A resposta é: absolutamente não! O novo filme não entrega nada do que se esperava, é bobo, genérico e com uma história e construção de personagens fracas demais. E o mais incrível nesse caso, é que o universo da franquia estava pronto, não era algo tão difícil inserir novos personagens e aprofunda-los minimamente com uma história pelo menos coerente a franquia.

No novo longa Molly (Tessa Thompson), é a recém recrutada agente da MIB. Ela é enviada para um período de experiência no exterior (Londres). Lá, Molly conhece o agente H (Chris Hemsworth), um dos mais condecorados agentes, mas que peca pela arrogância e vive de feitos do passado. Contudo, os dois precisam se entender quando ambos vêem-se juntos em meio a um caso que ameaça a segurança na terra e, como complicador, não podem confiar em ninguém da MIB.

Se os três longas anteriores prezavam pela discrição dos agentes MIBs em suas atuações (mesmo quando as saídas eram mirabolantes com suas armas de tecnologia intergalática) em “MIB – Homens de Preto: Internacional”, tudo é exagerado para causar mais impacto nas cenas de ação, o muito faz com que o glamour do agente MIB se perca, o neuralizador perde a função num quadro onde as dimensões dos fatos e os espectadores das situações são amplos demais.

Se algumas referências a trilogia original são bacanas, assim como a abordagem e os questionamentos com viés feministas no longa (afinal por que Homens de Preto se existem agentes mulheres?), a comédia é quase que completamente clichê, nem um pouco inteligente, a nível de boba. Sem falar que Tessa Thompson e Chris Hemsworth não conseguem traduzir a mesma química que tiveram no Universo Marvel.

O diretor F. Gary Gray, não demostra qualidade nas cenas e na construção do filme de um modo geral, dessa forma, pouca coisa é agradável. Há um problema também com o roteiro de Matt Holloway e Art Marcum, no qual todas as saídas são previsíveis e convenientes, além disso o quesito espionagem é mal feito e chato.

Por fim, “MIB Homens de Preto: Internacional” ainda consegue trazer um vilão totalmente desinteressante, que entrega um final sem nenhuma emoção e um plot twist manjado. Outros personagens secundários são esquecíveis por serem mal utilizados. E pra variar, o excesso em relação as armas, aos aliens e tudo mais dentro da MIB, torna tudo forçado e desinteressante dentro do universo. Se em 2012 o fim da franquia foi adorável, hoje, o renascimento é digno de pena.


Imagens e Vídeo: Divulgação/ Sony Pictures

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