Crítica: Na Natureza Selvagem

“A felicidade só é verdadeira quando compartilhada”

Quem nunca sentiu aquela vontade de jogar tudo para o alto e sair viajando em busca de liberdade e aventura? Não ter que se preocupar com despertador, contas para pagar, com a correria do dia a dia, é sem dúvida, um sonho de muitas pessoas.

Para Christopher McCandless, estava na hora de se libertar dos bens materiais e de tudo que considerava supérfluo. Na Natureza Selvagem (Into The Wild, 2008), foi inspirado no livro homônimo, escrito por Jon Krakauer, sobre a história verídica do jovem Chris, que aos 22 anos, recém formado, decidiu deixar para trás uma vida confortável ao lado de sua família e amigos e seguir rumo ao Alaska, em busca de liberdade, aventura e de uma resposta existencial.

Após abandonar seu carro, doar todo seu dinheiro e queimar sua carteira de identidade, o jovem adota o nome “Alexander Supertramp” e, com uma mochila nas costas, segue rumo a um lugar que acredita que terá paz interior e não precisará conviver com o capitalismo e a ganância do ser humano, somente será contemplado com a presença da natureza. Para chegar lá, precisa cruzar o continente e, para isso, terá a ajuda de muitas pessoas.

Em dois anos de muito aprendizado e lembranças inesquecíveis, contando com a ajuda de diversas pessoas que se tornaram essenciais para sua jornada, a chegada ao Alaska mexe com seus instintos e sentimentos e a aventura já não é mais tão emocionante assim.

O longa aborda de forma muito bela e natural a necessidade do ser humano em estar sempre em busca de aventura e liberdade, viajando, buscando um tempo sozinho para refletir, mas que na verdade, ninguém aguenta ficar sozinho por muito tempo. A necessidade de interação, por mínima que seja, é real e necessária para uma mente e corpo são.

Com uma trilha sonora maravilhosa composta especialmente para o filme por Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam), fica clara a dedicação em fazer com que cada música se encaixe perfeitamente nas cenas. A fotografia também é primorosa, com muita cena da exuberante natureza nos locais em que foram filmados o longa.

Emile Hirsch deu um show de atuação interpretando o protagonista. O ator conseguiu transmitir toda a paz e angústia de Chris ou Supertramp, se “entregando” ao personagem do início até seu destino final, onde o protagonista já estava debilitado, o que o fez perder 18kg para as filmagens se tornarem fiéis à história.

A direção dessa fantástica obra, ficou por conta de Sean Penn. Além de um ser um premiado ator, ainda produz, dirige e escreve roteiros para as telonas. Sean acertou em tudo nesse longa, que foi elogiadíssimo pela crítica na época de seu lançamento e chegou a ganhar o Oscar de melhor montagem e ator coadjuvante (para o veterano Hal Holbrook).

Na natureza Selvagem é um daqueles filmes que você assiste mais de uma vez e não se cansa. O filme teve estreia em 2008 e vale a pena conferir.

Por Bruna Tinoco

Crítica: Na Natureza Selvagem
10Pontuação geral
Votação do leitor 1 Voto
10.0