“O mistério do 5 estrelas”, é mais um desses textos no qual se mergulha de forma profunda, dada a destreza com que é conduzido pelo autor.  É uma narrativa simples, com linguagem cotidiana, bem ao alcance de qualquer leitor, da criança ao adulto.

Trata-se de uma utopia, se comparada com os nossos dias. Dias que, aliás, o autor não chegou a presenciar, não como hoje. Ninguém deve se iludir achando que a corrupção no mundo vai acabar um dia. A corrupção é um mal incurável, no entanto, pode ser controlada através de mecanismos capazes de inibir a ação dos corruptos, além da nossa disposição em não alimentá-la.

Nesta aventura, Leo, um adolescente de dezessete anos, está feliz no seu emprego de bellboy, no Emperor Park Hotel, e com as generosas gorjetas que recebe todos os dias. Suas auguras começam quando, ao ser chamado pelo hóspede do 222, vê um corpo embaixo da cama, e uma mancha de sangue no Barão, um hóspede acima de qualquer suspeita.

Desacreditado pela polícia, que o vê como quem está problemas mentais, logo se vê na condição de suspeito, tendo que se esconder da justiça, e contar com a ajuda de amigos para provar a sua  inocência e colocar os verdadeiros bandidos na cadeia.

Diante do grau elevado de corrupção a que estamos expostos, chega a ser utopia quando a polícia finalmente enxerga a verdade. O velho clichê de um empresário bem sucedido que se oculta atrás de uma falsa benevolência para dirigir seus negócios escusos.

Como senão da história, Leo, ainda tem que correr atrás de um final feliz para ele e a sua quase namorada Ângela, por quem é acolhido, depois de escapar mais uma vez das mãos dos bandidos, porque as casas de seus pais e de seus tios estavam sendo vigiadas.

O mistério dos 5 estrelas é recomendável até para quem não gosta de ler. Com um belo enredo de crimes, aventuras e ação, o autor parece levar o leitor pela mão, através da coragem e impetuosidade de Leo, o mocinho da estória e seus aliados. Guima, o porteiro do hotel e seu primo Gino são pecas fundamentais para a solução do mistério.

“A porta se abriu pouco e lentamente, o suficiente apenas para mostrar o rosto do hóspede. O Barão muito pálido, como um doente, teimava em sorrir, mas, devia estar bem porque suas mãos estavam trêmulas, deixando cair os jornais. Leo abaixou-se para apanha-los quando viu, sob a cama, dois pés calçados, apontando para a porta. Pegou os jornais e, ao levantar-se, notou que havia uma mancha  vermelha, provavelmente de sangue, no robe do gordo do 222.”

Depois desta cena, outras ainda intrigantes irão leva-lo até a última página. Você não  vai querer ficar de fora da solução deste mistério, não é?!

Por Ivo Crifar


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