9 de dezembro de 2019

Baseado no livro homônimo de Marcílio Moraes, o longa-metragem “O crime da Gávea” conta a história de Paulo (Ricardo Duque) que, ao chegar em casa de madrugada, encontra o corpo de sua mulher no chão, enquanto sua filha pequena dorme tranquilamente no quarto. O desenrolar do filme ocorre com a busca do personagem por respostas de quem seria o assassino em paralelo à procura da polícia. Contudo, apesar da premissa ser interessante não foi possível concretizá-la de fato.

Em sua estreia em longa-metragem, o diretor André Warwar demonstrou dificuldade em adequar o suspense a nova dimensão de tempo, visto que possui uma experiência maior em curtas. As cenas encontram-se desconexas, sem uma cronologia adequada e com uma irritante e sem sentido repetição das memórias do personagem principal. Quanto à fotografia, sempre acinzentada, parece fazer um bom clima ao suspense que todos estavam esperando assistir. Porém, em relação a som, o mesmo do início ao fim do septuagésimo oitavo minuto enfraquece mais uma vez a trama, por parecer mais que ocorrerá a chegada de “Chuck, o brinquedo assassino”, do que o crime ser solucionado.

Outra questão empobrecedora seria o desenvolvimento das falas e atuações realizadas, mais próximo de uma novela mexicana do que um filme promissor brasileiro. A escolha das palavras foi infeliz, visto que eram contraditórias, em muitas das vezes, com o que o personagem estava fisicamente nos indicando. A participação da atriz Aline Fanju, como a falecida Fabiana, seria outra crise no roteiro, com repetições desnecessárias dos flashbacks, sem nos apontar o motivo para isso e com uma exposição clichê e oportunista de seu corpo.

Portanto, como se já não bastasse a completa confusão feita pelos envolvidos, não há uma resolução adequada para a obra, fazendo com que seu gênero mudasse, em muitas situações, graças ao detetive Afrânio (Celso Taddei), de suspense para uma comédia pastelão. Infelizmente, não foi possível entender a mensagem proposta e, quem sabe, esperançosamente, alguém possa me provar do contrário.

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Morg Melo

É da Cidade Sorriso e, sim, sorri de uma ponta a outra olhando para o Rio de Janeiro que, claro, continua lindo. Ama filmes de comédia romântica e suspense, chora em alguns - até porque chora, inclusive, em comercial de TV -, não curte nem um pouco terror e defende com unhas e dentes seus personagens preferidos das suas séries. Geminiana e... isso já diz tudo.

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6 thoughts on “Crítica: O crime da Gávea

  1. Acho um absurdo :
    1- voce nem estudar cinema e mandar uma critica dessas
    2- voce nao tem credito nenhum pra criticar um filme que nem estreou
    3- quem que te chamou pra ver esse filme sem estrear, piveta do catete
    4- vai aprender sobre fotografia , coloração e roteiro. Sua critica não tem nem pe e cabeça.
    5- qual a credibilidade de uma pessoa que chora vendo comercial ????????????????????
    6- tinha mesmo que ser estudante d PUC

    So para

    1. Olá, Clara. Tentarei sempre aprimorar minha pesquisa para os futuros textos. Quanto ao assistir um filme sem estrear, posso explicar: Vários sites, blogs e afins, assim como a Woo!, são chamados em um evento chamado “Cabine de imprensa”. Isto é, são sessões em que vão jornalistas indicados por cada uma das empresas para assistir ao filme e depois fazer uma crítica sobre o mesmo. Logo, antes do dia 09 de março, é possível pesquisar e ver diversas resenhas com opiniões distintas. Meu conselho é: Vá ao cinema quando tiver disponibilidade e depois veja qual crítica combina mais com o que você achou (:

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