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Crítica

Crítica: O Limite da Traição

Imagem: Divulgação/Netflix

A ideia de fazer um filme do subgênero de suspense policial, parte da premissa de que o longa trará surpresas e criará tensão escondendo os fatos da história, enquanto instiga o público a pensar. No entanto, são tantos os longas desse tipo, que muitas saídas para criar o clima ou esconder os vilões tornaram-se corriqueiras, e por isso, se o roteiro ou a direção não sabe fugir do lugar comum, o mistério perde totalmente o sentido, pois as pistas ficam descaradas no decorrer na película. E no fim, já sabemos o que vai acontecer.

“O Limite da Traição”, novo filme com direção de Tyler Perry para a Netflix, tem uma premissa de história boa, mas a execução e tão batida e cansativa que somente o trecho final traz algum alívio – quando temos alguma ação incisiva. Na história, a advogada Jasmine (Bresha Webb) é selecionada para fazer a defesa de Grace (Crystal Fox) em um caso de assassinato com grande repercussão na cidade. Reconhecida como uma advogada que faz acordos de confissões, Jasmine e posta a prova quando começa a duvidar que sua cliente é realmente culpada.

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Em uma história que é contada em dois eixos, o longa cansa o público em mais de um terço do filme. O ritmo lento não nos aproxima de nenhuma das protagonistas e, se quer serve para trazer mais detalhismo a história. Na verdade, perde-se muito tempo com os fatos que levaram Grace a prisão, desde o primórdio do seu relacionamento até o desfecho que a leva a se declarar culpada pelo crime. Enquanto isso, as cenas que apresentam os dilemas e dramas da vida de Jasmine são totalmente expositivas, como se desprezassem o fato do público conseguir entender o que está acontecendo, sem precisar transpor em palavras tão exacerbadas – como na cena de discussão entre amigos.

O roteiro, por sua vez, não faz nada além de entregar o trivial. É insosso, mesmo quando tenta ser tenso, e não consegue esconder quem é o verdadeiro “vilão” da história. Na verdade, tem a audácia de entrega-lo muito rápido, com uma cena bem torpe –  será que eles não acharam que ninguém iria desconfiar sendo que o circulo de suspeitos era bem diminuto, para não dizer único. A direção é Tyler também não apresenta nada de excepcional, no entanto, não é o pior aspecto do longa.

As atuações de Phylicia Rashad e Crystal Fox trazem algum alívio diante dos aspectos negativos. A forma como a personagem Grace vai sendo destruída por um relacionamento abusivo e a diferença apresentada no semblante da personagem nos diferentes momentos da história é uma das provas de que a atriz era maior do que o filme e/ou personagem que lhe foi dada.

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No fim, “O Limite da Traição” não é nada mais que um amarrado de clichês cansativo. Apesar disso, apresenta um desenrolar final interessante, que destoa do restante do filme, principalmente pelo ritmo dos acontecimentos. Mas nem isso ameniza o fato de ser um filme que subestima o público com um segredo mal escondido e também não entrega o que promete quanto ao subgênero ao qual pretende pertencer.


Imagens e vídeo: Divulgação/Netflix

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Written By

Cursando Produção Cultural atualmente, sempre foi apaixonado por cinema e decidiu que de alguma forma trabalharia com isso. Tendo como inspiração Steven Spielberg e suas histórias que marcaram gerações, escreve, assiste, lê e aprende, para um dia produzir coisas tão grandes e que inspirem pessoas como um dia ele o inspirou.

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