Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Os Cowboys

Avatar de Convidado Especial
Convidado Especial
4 de abril de 2017 4 Mins Read
Cowboys franceses, mas nada de Velho oeste

“199349.jpg r 1920 1080 f jpg q xOs Cowboys” (Les Cowboys) lida com um drama familiar bastante aproveitado no cinema durante as últimas décadas, o desaparecimento de algum parente e a incessante busca por seu reencontro. O Cowboys, aqui, são de uma região interiorana da França, onde o lifestyle americano é comemorado anualmente, através de um evento temático e cultural muito festejado pelos moradores locais. Neste dia, em que deveria apenas servir para festejos, que Kelly (Iliana Zabeth) desaparece.

Todo o clima europeu é extremamente bem aproveitado pela fotografia de Arnaud Potier, através de planos gerais captando o horizonte e o céu característico daquela região da França, somado pela língua francesa misturado ao estilo dos cowboys americanos, é tudo cuidadosamente representado. Passando pela ótima caracterização dos personagens e também pela música Tennesse Waltz, que é tocada algumas vezes durante o filme, trazendo um belo e dramático significado do momento singular pelo qual o personagem de François Damienz vive. Uma mistura cultural dos costumes e da língua, que em nenhum momento se torna forçada, um belo trabalho artístico que só melhora durante o restante da obra.

Interpretado por François, Alain é o pai de Kelly, e acompanhado do filho, Kid (Finnegan Oldfield), partem à sua procura. Porém, é a partir desse momento que o roteiro de Thomas Bidegain, Noé Debré e Laurel Abitbol surpreende pela primeira vez. Alterando inesperadamente a perspectiva dos personagens e o desejo pelo encontro de Kelly, e principalmente por parte do espectador, que ao aguardar por um determinado ritmo da narrativa se depara com uma alteração no rumo da história, mas esta é só a primeira.

059710.jpg r 1920 1080 f jpg q x

A direção de Thomas Bidegain transforma de forma positiva o estilo dramático de todo o filme, provavelmente o seu maior mérito, em cada cena temos alguma informação relevante para a continuidade, mas sem perder a dramaticidade. Um ótimo trabalho para um filme no qual o mesmo diretor também assina o roteiro. Um olhar crítico, porém realista do mundo, a crueldade também está presente, em sua forma psicológica e física. Temos aqui uma direção que deve ser observada, pois este estilo de filme parece ter perdido um pouco da relevância. Uma evolução de conteúdo e forma com certeza virá a ser melhor explorada em outros trabalhos, cabe a Bidegain continuar com estes conceitos.

Outra característica marcante do roteiro encontra-se no contexto histórico vivido pelo mundo naquela época. O filme parte na metade da década de 90, mostrando uma França onde as comunidades árabes e muçulmanas estão presentes, na verdade em boa parte da Europa. Um pouco do preconceito e da instabilidade pelos quais eles passam é revelada sutilmente, mas sem deixar de ter sua importância para o entendimento daquela história. As guerras travadas pelos Estados Unidos também são apresentadas em certo momento e servirão de plano de fundo para o que virá a ser mostrado.

Além de Alain e Kid, a mãe de Kelly, Nicole (Agatha Dronne) parece alheia frente ao desespero do pai. Ela demonstra entender ou aceitar o fato de sua filha sumir sem nenhum motivo aparente. Este conflito gera consequências importantes para o casal, e principalmente para o filho, que sacrifica sua adolescência para junto ao pai, percorrer parte da Europa e Oriente Média ao encontro de Kelly. A atuação do trio familiar é equilibrado, todos se preocupam, mas o dilema de “até onde sou capaz de chegar por isso” é confrontado muitas vezes. Cada personagem absorve a situação de acordo com sua personalidade, e a maneira como Alain e Kid vivenciam estes momentos deixa claro suas diferenças.

162372.jpg r 1920 1080 f jpg q x

A última parte da trama se passa no Oriente Médio, mais especificamente nas regiões próximas a da Síria, e é quando a história se torna mais envolvente, com acontecimentos mais significativos, porém, com o foco totalmente em Kid. Este é mais um acerto do roteiro, uma drástica mudança de localidade necessita também uma drástica mudança no comportamento dos personagens para com seus objetivos. Nessa parte do filme alguns pontos se sobressaem, como a fotografia predominantemente desértica, com o excesso do marrom em tudo que enxergamos.  A participação de John C. Reilly também é marcante, como “O Americano”, ele está em algum tipo de missão naquela mesma região e auxilia Kid diversas vezes. A interação entre os dois é muito importante para a imersão da narrativa no contexto do Oriente Médio.

Devido a tudo que acontece durante os 105 minutos de filme, por tantos acontecimentos, reviravoltas e a inserção de novos personagens que poderiam ser melhor aproveitados, concluímos de que facilmente mais 30 minutos poderiam ter sido acrescentados. Um desenvolvimento maior dos personagens, ou mesmo do primeiro ato dariam maior valor para o enredo. Este é o primeiro longa de Thomas Bidegain na direção, um filme que apresenta uma identidade bem definida e única, bom começo para um trabalho sério e que tenta usar estilos conhecidos e transformar sua estrutura para um público mais exigente.

Embora seja um filme de 2015, “Os Cowboys” chegou ao circuito brasileiro apenas em março de 2017 e de forma discreta. Assista ao trailer:


Por Guilherme Santos

Reader Rating0 Votes
0
7

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Compartilhar artigo

Avatar de Convidado Especial
Me siga Escrito por

Convidado Especial

Outros Artigos

marília mendonça
Anterior

Marília Mendonça se apresenta no Rio de Janeiro no dia 7 de abril

30 seconds to mars
Próximo

Thirty Seconds To Mars no Rock in Rio 2017

Próximo
30 seconds to mars
4 de abril de 2017

Thirty Seconds To Mars no Rock in Rio 2017

Anterior
4 de abril de 2017

Marília Mendonça se apresenta no Rio de Janeiro no dia 7 de abril

marília mendonça

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    49049821673 53082b3500 k1
    SEGA confirma presença na Brasil Game Show 2026 com estande duas vezes maior
    Gabriel Fernandes
    O Mandaloriano e Grogu
    Star Wars | O Mandaloriano e Grogu Abraça a Nostalgia e Apresenta uma Inovação Impecável
    Junior Fernandez
    Maricá 212 anos
    Maricá 212 Anos | Cidade Celebra com Shows, Desfile Cívico e Programação Especial
    Vivian Siqueira Campos
    Esta é uma vista exterior do AT&T Stadium em Arlington, Texas, com a escultura "Sky Mirror" de Anish Kapoor em destaque.
    Copa do Mundo 2026 | Os Estádios Que Vão Fazer História
    Anne Chaves
    Novo carregador ultrafino da Xiaomi. Imagem gerada por IA.
    Xiaomi Lança Power Bank Magnética Ultrafina de 10.000 mAh Com Carregamento de Até 45W
    Gabriel Fernandes

    Posts Relacionados

    O Mandaloriano e Grogu

    Star Wars | O Mandaloriano e Grogu Abraça a Nostalgia e Apresenta uma Inovação Impecável

    Junior Fernandez
    25 de maio de 2026
    Esta imagem é do filme Supergirl: Mulher do Amanhã, que tem estreia prevista para junho de 2026. A atriz Milly Alcock interpreta Kara Zor-El, a Supergirl. Ao lado dela está o cãozinho Krypto.

    Supergirl Revela Novas Imagens Inéditas e Destaca Visual da Heroína em Meio ao Caos de Uma Guerra Galáctica

    Gabriel Fernandes
    23 de maio de 2026
    Palma de Ouro

    Festival de Cannes 2026 | Conheça o Vencedor da Palma de Ouro

    Rodrigo Chinchio
    23 de maio de 2026
    O Mandaloriano e Grogu

    O Mandaloriano e Grogu | Filme Estreia Abaixo de Solo e Acende Alerta Para Star Wars nos Cinemas

    Gabriel Fernandes
    23 de maio de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx