Crítica: Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood

Quem não conheceu o quarteto humorístico mais famoso do Brasil? Didi, Dedé, Mussum e Zacarias arrancaram muitas risadas nas décadas de 70, 80 e 90, o time era sucesso de bilheteria com comédias que encantavam todo a família. Em 1981, lançaram o filme que veio a se tornar um clássico, “Os Saltimbancos Trapalhões”. Hoje, 36 anos depois, o filme ganhou uma nova versão “Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood” com Didi (Renato Aragão) e Dedé (Manfried Sant’Anna), continuando a tragetória dos eternos trapalhões.

No filme, o Grande Circo Sumatra está em meio a uma crise financeira, o Barão (Roberto Guilherme), dono do circo,  acaba aceitando emprestar o espaço circense para leilões de gado e eventos políticos, realizados pelo prefeito da cidade Aurélio Gavião (Nelson Freitas) como uma solução para seus problemas financeiros. No entanto, Didi e Karina (Letícia Colin) têm a ideia de realizar um musical o qual os atores se fantasiam de animais  para voltar a atrair o público. Mas não será tarefa tão fácil assim, pois terão que enfrentar o arrogante gerente do circo, Assis Satã (Marcos Frota) e Tigrana (Alinne Moraes).

O filme traz um roteiro bem musical com grandes clássicos de Chico Buarque interpretados pelo elenco. O roteirista  Mauro Lima (de Tim Maia) faz uma releitura da obra clássica, nos remetendo aos tempos atuais. Didi dá o tom lúdico ao filme ao ter as ideias para o musical que salvará o circo da falência, através de seus sonhos com animais falantes.

O figurino é impecável, composto por muitas cores, sempre bem vibrantes caracterizando fielmente o mundo circense. A caracterização do elenco, interpretando o musical vestidos de animais, também é outro ponto positivo, junto com a fotografia que nos remete verdadeiramente ao picadeiro.O diretor João Daniel Tikhomiroff (de Besouro) conseguiu, na medida certa, unir ao clássico o musical, a comédia de Didi e Dedé, e ainda dar o toque essencial de emoção e saudosismo, que pode ser conferido em destaque na cena final do longa, que foi dedicado logicamente aos incríveis Mussum e Zacarias.

O filme peca na escolha do título que diz, rumo a Hollywood, tema que não é explorado o suficiente na trama. Acompanhamos apenas alguns flashs durante os sonhos de Didi, que remetem a tal, sendo desnecessário o complemento do mesmo. Todavia as cenas iniciais, as quais revelam esse detalhe, são responsáveis por boas risadas.

Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood tem estreia prevista para dia 19 de janeiro.

Por Bruna Tinoco

Crítica: Os Saltimbancos Trapalhões - Rumo a Hollywood
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