Em cartaz no Teatro Sesc Tijuca, no Rio de Janeiro, o espetáculo Princípios Transgredíveis para Amores Precários, nos remete à situações do cotidiano. O texto, do diretor Thales Paradela, vencedor em Belo Horizonte da 7ª edição do projeto Seleção Brasil em Cena, realizado pelo CCBB, se passa em 1989 durante um jantar.

A peça começa meio “morna”, com a visita de uma filha a seu pai ausente, mas cresce  e ganha grande destaque durante seu desenrolar, trazendo para reflexão, a questão das relações amorosas. Em meio a uma ausência e a tantas perguntas do porquê dela, de tantas descobertas de afinidades e divergências de opiniões, pai e filha vão se conectanto e revivendo emoções.

Entre amores e memórias, passadas e atuais, os personagens vão se entrelaçando e  listam os 10 princípios do amor perfeito, julgada impossível por muitos. Com uma ótima trilha sonora, muita poesia e um singelo cenário de um jantar (e um cheiro maravilhoso, pois é tudo bem real feito na hora), Princípios Transgredíveis para Amores Precários é uma boa pedida.

A abordagem poética sob as diversas relações amorosas retratadas na peça remete ao espectador que os princípios do amor, a princípio, são transgredíveis e que todo amor é precário.

A peça fica em cartaz do dia 09 até 25 de setembro, sempre às sextas, sábados e domingos, às 19h, no Teatro Sesc Tijuca (Teatro II) – Rua Barão de Mesquita, 539, o ingresso custa R$ 2,00 (associados), R$ 4,00 (meia entrada) e R$ 8,00 (inteira).

Por Bruna Tinoco

Crítica: Princípios Transgredíveis para Amores Precários
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