14 de dezembro de 2019

Vamos de cinema francês outra vez?! – De novo a língua, de novo a França, de novo todo o charme que os franceses têm de forma distinta agora em uma comédia romântica à francesa!

O filme conta a história do professor infantil Clément. Ele é um homem meio atrapalhado, que esta sempre metendo os pés pelas mãos, gosta muito de livros, gosto que transmite ao filho, e de Teatro.

É por conta do Teatro, aliás, que Clément acaba por conhecer sua paixão platônica Alicia, uma grande atriz e referência francesa, e Caprice, uma jovem e desconhecida atriz, que cai de amores por ele. Nessa confusão, Clément tem que lidar com o grande monstro que é escolher e com os resultados de suas ações.

Romance à Francesa não é um daqueles filmes franceses que muitas vezes chegam em terras brasileiras. É um filme sensível e mais leve, com algumas tramas envolvendo Clément e as pessoas próximas a ele e até mesmo com um desenvolvimento meio de conto de fadas, mas funciona. Há empatia com os personagens, a história é meio bobinha, mas têm romance, conflitos leves e momentos divertidos.

Emmanuel Mouret, como Clemént, faz o personagem todo atrapalhado e ao mesmo tempo inseguro e doce do filme. O ator têm umas nuances muito bem trabalhadas e sua interpretação funciona bem com o personagem. Virginie Efira como a glamourosa Alicia também está muito bem e funciona como a bela atriz francesa que como todo mundo enfrentou seus percalços na vida. Anaïs Demoustier faz uma ótima personagem com Caprice, a jovem impetuosa que não têm muito respeito pelas convenções sociais. Caprice arranca do público momentos de empatia e antipatia por ela, mas é uma personagem que apenas quer viver.

O roteiro funciona bem, mas em alguns momentos derrapa. Nada que o bom trabalho da equipe de atores não dê conta do recado, mas isso não significa que não se perceba alguns deslizes. A fotografia é muito boa e foge do que seria clássico de filmes franceses (esse é, aliás, um grande mérito das últimas produções francesas: fugir dos locais óbvios, dos enquadramentos óbvios e coisas assim), mas mantêm a qualidade para fazer belas imagens. A trilha sonora tem seus momentos, mas não traz uma grande música marcante, e o figurino, além de muito atual, é muito próprio de cada personagem e suas personalidades: Caprice é jovem e suas roupas refletem isso, já Alicia é uma grande dama e se veste como tal.

Emmanuel Mouret nos entrega um filme doce, ás vezes meio triste, também um pouco cômico, com alguns deslizes, mas que merece a oportunidade de ser visto pelo menos uma vez.

Romance à Francesa entra em cartaz no dia 20 de outubro em todo Brasil.

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Marya Cecília Ribeiro

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade.
Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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2 thoughts on “Crítica: Romance à Francesa

  1. Adoro filmes franceses. Temas que normalmente não teria paciência de ver em filmes americanos —comédia romântica por exemplo— eu veria em francês.

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