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Crítica

Crítica: Sal

Muito mais do que aparenta

Quando lemos a sinopse tentamos entender o que o “Sal” tem haver com um encontro de dois homens. Por mais absurdo que sua mente possa pensar, o curta metragem dirigido por Diego Freitas é uma grata surpresa. O roteiro escrito por Claudia Barral e Marcos Barbos é baseado em uma história real. Nele, Márcio (Guilherme Rodio) é um técnico de informática solitário, que encontra Sérgio (Eucir de Souza), um arquiteto de meia-idade, em um site onde as pessoas compartilham uma fantasia estranha. Márcio toma coragem e marca o encontro com Sérgio. No apartamento de Sérgio, Márcio terá que concordar com os termos estabelecidos pelo arquiteto para que possa realizar seu sonho.

A fotografia de André Martins apresenta pequenas falhas. Representar uma filmagem de câmera antiga não foi uma boa escolha e influencia de maneira inadequada o ritmo da produção. Outro ponto é que ambos os atores estão muito bem em seus papeis ainda que não tenham química em cena. Essa falta de proximidades entre eles serve para a conceituação da narrativa, mas na tela não funciona. Contudo, isso se dá ao fato de que cada um usar de métodos e tons interpretativos diferentes. Pelo lado positivo esse são detalhes que não são percebidos pelo grande público.

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De maneira simples e bem resolvida a produção consegue instigar o expectador a tentar descobrir o que de fato está acontecendo. Há um jogo de palavras estabelecido pelo roteiro que dá informações selecionadas ao publico. Assim, junto com a direção de atores acabamos “pré-julgando” a situação. É exatamente por esse nossa atitude que o curta se torna uma surpresa agradável e nos revela um final que, muito provavelmente, ninguém espera. A trilha sonora de Flávio Pereira também ajuda a construir o clima de suspense e constrangimento, afinal estamos falando de um encontro entre dois desconhecidos para realizar uma vontade pessoal.Ao final da produção, podemos afirmar que “Sal” consegue ser tudo aquilo que não esperávamos, de maneira muito positiva.

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Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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