Crítica: Segredos Oficiais

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Em “Segredos Oficiais”, o ano é 2003, e a tensão gerada entre EUA e o governo de Saddam Hussein está em seu auge. O presidente americano, George W Bush planeja uma guerra, mas precisa do apoio dos países europeus, principalmente da Inglaterra de Tony Blair. É dito que o regime de Hussein é desumano e que possui armas de destruição em massa. A invasão para procurar as tais armas só terá poio incondicional do mundo se o conselho de segurança da ONU entender que ela é necessária para evitar a morte de inocentes.

No meio dessa batalha de gigantes, entra a tradutora de mandarim que trabalha para o governo inglês, Katharine Gun (Keira Knightley), que recebe um documento secreto endereçado ao serviço de inteligência. Nele há instruções para que haja pressão em alguns países a fim de fazer com que votem a favor da invasão. Gun então decide entregar esse documento a um jornal, causando um dos maiores escândalos envolvendo o governo britânico que se tem notícia.

Mesmo com toda a repercussão à época, EUA, Inglaterra e aliados começaram a guerra de qualquer forma, entretanto nunca encontraram uma única arma em solo iraquiano. Ou seja, derrubaram um ditador criminoso através de atos igualmente criminosos. Em outras palavras: um regime totalitário sendo subjugado e substituído por outros que se dizem democráticos, mas que são apoiados pelo poder destruidor do dinheiro.

O Filme de Gavin Hood usa esses chocantes e esquecidos acontecimentos reais para discutir a moral da sociedade ocidental, expondo as formas usadas por um governo para enganar seu povo. Tudo em prol de objetivos escusos. Em contra ponto, há o cidadão detentor de sua bússola moral representado por Gun, que possui um senso de justiça inabalável, e a imprensa livre e que sempre busca a verdade. Ninguém pode corrompê-los, para a sorte das repúblicas e das democracias.

Se a história de “Segredos Oficiais” é poderosa nessas mensagens virtuosas, no quesito cinematográfico geral, trata-se de um de um filme de tapeçaria comum. Não há muito o que falar da direção ou de outros fatores técnicos. É tudo bem executado, mas também dentro do padrão existente no cinema comercial. Claro que Knightley, junto com Matt Smith, Matthew Goode e Rhys Ifans, que fazem jornalistas, além de Ralph Fiennes, o principal advogado de Gun, dão vida aos personagens com suas boas atuações, aumentando o interesse de uma obra que já tem a maior parte de seus atrativos inseridos em sua premissa.

* Este filme foi visto durante a 43ª Mostra de Cinema de São Paulo.

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