Chegou às telonas essa semana o novo longa de comédia estrelado por James Franco, “Tinha que ser ele?”. Seguindo uma linha mais light, mas ainda com aquele senso de humor nada politicamente correto de “É o fim!”, o filme promete arrancar gargalhadas sonoras do público.

O trailer já deixa claro que se trata de mais uma produção dentro do clichê “sogro que não gosta do genro”, com humor pouco inteligente. Bem, pode-se dizer que tudo isso é verdade, mas, nem por isso o filme deixa de ser divertido e bastante engraçado. O humor, praticamente baseado em palavrões e piadas sexuais, tem tiradas bem encaixadas.

O timing do roteiro de John Hamburg e Nicholas Stoller faz toda a diferença, permitindo ao expectador se deixar levar pelas piadas prontas, que chegam em um ritmo que funciona perfeitamente. Ou seja: É besteirol que vai te fazer rir!

Stephanie (Zoey Deutch) sempre foi uma filha muito próxima a seu pai Ned (Bryan Cranston). A jovem sai de casa para estudar em outra cidade e convida a família para passar o natal na Califórnia na casa de seu novo namorado Laird (James Franco). O rapaz, quase dez anos mais velho que a moça, é um magnata que enriqueceu no ramo dos videogames. Tão jovem, tão rico e sem estrutura familiar, Laird é um homem gente boa mas extremamente excêntrico e “sem noção”, que ao conhecer a família de sua namorada comete todo tipo de gafes e exageros. Os atritos surgem não só pelos diferentes estilos de vida e gerações, mas pelo incômodo que o jeito descarado de Laird causa nos sogros, especialmente por influenciar o filho caçula Scotty (Griffin Gluck). Porém, como é de se esperar, no decorrer da trama novas e boas relações se estabelecem.A produção de Shawn Levy e Ben Stiller não deixa a desejar, e a direção de John Hamburg consegue criar um produto de muita qualidade dentro do gênero. A locação selecionada para a maior parte do filme dá ao longa um ar moderno e solar. A fotografia reforça a noção de diferentes estilos de vida quando contrapõe a rotina da tradicional família Fleming – que utiliza uma paleta de cores frias – e a vida na Califórnia (com todos os tons quentes e vibrantes do estado mais dourado da América do Norte).

O filme não traz, no entanto, grandes destaques em termos de atuação. Mas vale mencionar a química divertida entre a dupla Laird e Gustav (Keegan-Michael Key): Gustav trabalha como uma espécie “personal faz tudo” de Laird – administra a casa, a vida sentimental e a defesa pessoal do patrão, entre outras coisas. Além de ser, talvez, a figura mais divertida de todas.

A comédia conta com uma participação muito especial: Paul Stanley e Gene Simmons do Kiss. A banda é citada ao longo de todo o filme por ser a favorita do casal Fleming. A aparição dos caras é curtinha, mas certamente agrega valor ao elenco.

“Tinha que ser ele?” é uma opção realmente divertida para maiores de 14 anos.

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Lorena Freitas

Geógrafa por formação, bailarina por amor e crespa por paixão, Lorena é uma estudante carioca que passa a vida em busca de soluções capazes de melhorar a qualidade de vida. Como boa taurina: é boa de garfo (e como come!) e amante das artes. Por isso se aventura em danças e circos para deixar a vida mais leve! Tem uma cabeça grande que nunca para de trabalhar e divide aqui na WOO suas loucuras e delícias.

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