Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica: Todas As Razões Para Esquecer

Rita Constantino
5 de maio de 2018 3 Mins Read

Todas As Razões Para Esquecer 3Antônio (Johnny Massaro) tem vinte e poucos anos, usa óculos de aro grosso e jaqueta jeans, trabalha em uma empresa de comunicação, fuma maconha socialmente, faz terapia cognitiva, toma remédios tarja preta para tratar a ansiedade crônica e procura no Google as instruções para cozinhar frango grelhado. O protagonista de “Todas as Razões para Esquecer” tem o nervosismo característico dos personagens vividos por Woody Allen durante a década de 70, mas sua existência fora dos anos 2000 é impossível.

Pensar as neuroses dos indivíduos pós-bug do milênio, sem rumo no feed infinito, é o que faz, com surpreendente sucesso, o primeiro longa-metragem dirigido e escrito por Pedro Coutinho. Êxito modesto, importante adiantar, já que ainda que construa uma discussão de valor, ao flertar com a comédia romântica, acaba pouco memorável perto de títulos célebres que usam o mesmo recurso para tocar em questões similares como “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” (2004), “Medianeras: Buenos Aires na Era Virtual” (2011) e “Ela” (2013).

Assim, conforme o bê-à-bá do gênero, seu ponto de partida é o amor: depois de dois anos de namoro, Antônio é pego de surpresa ao ser dispensado por Sofia (Bianca Comparato). Sem entender os motivos do rompimento, o rapaz, um típico millennial familiarizado com as relações efêmeras e a vida de falsas aparências do mundo virtual, começa a buscar formas de exterminar sua angústia. Do atendimento psicoterapêutico ao uso de álcool, drogas – lícitas e ilícitas – e dos famigerados “aplicativos de pegação”, ele passa a caminhar entre os vários meios de esquecer aquilo que lhe traz dor.

Quem é contemporâneo do jovem protagonista pode confirmar que as opções são muitas. Há entre os ditados populares que nasceram na web um que diz “tanta internet, tão pouco tempo”, frase que estampa camisetas e canecas em lojas online, mas que explica bem como vivemos. O smartphone é quase como uma extensão do nosso corpo, as redes sociais, uma realidade complementar. Para variar, o fluxo de informações é tão acelerado e serve tanto para dar suporte a padrões irreais de vida, que estamos cada vez mais ansiosos. Todas As Razões Para Esquecer 2

Na sua direção, Coutinho consegue capturar a estranheza desses novos tempos. O passado, apresentado ao espectador através de flashbacks, tem o tom cor-de-rosa de filtro de Instagram – “Por que quando a gente termina uma relação só consegue lembrar das partes boas?”, em um momento Antônio questiona – e em determinado ponto da narrativa, de forma espirituosa, a passagem de tempo é marcada através da diminuição dos comprimidos de ansiolítico das cartelas.

Perspicácia presente também, em boa parte do tempo, no roteiro do cineasta. Desenvolvendo a crise existencial do personagem principal a partir das pequenas provações do cotidiano, é curioso acompanhá-lo na busca pelo esquecimento. No Tinder, aplicativo para arranjar encontros românticos, vemos diálogos esdrúxulos, no entanto mais que verossímeis, entre ele e suas pretendentes. Já em outro episódio, assistimos ele preparar o jantar em seu apartamento vazio e depois comê-lo enquanto ri, sozinho, ao assistir a algo na tela do computador. Ambas as situações tem algo de cômico e melancólico, entretanto reproduzem com fidelidade nossas próprias práticas.

Um dos pontos altos do projeto, porém, é uma cena entre o jovem interpretado por Johnny Massaro e sua psicanalista (Regina Braga). Inesperado, o resultado desse encontro subverte expectativas sobre a vida adulta e serve para comprovar outra máxima que surgiu nos confins da internet: “está todo mundo mal”.

A mensagem parece pessimista, mas ganha outros contornos com o desfecho agridoce – e também possível – dado aos dramas de Antônio. Assim, “Todas as Razões para Esquecer” é um filme que nasce com prazo de validade ao tratar de questões tão específicas, contudo, ainda assim, consegue tratar de dores que são atemporais.

“Todas as Razões para Esquecer” está disponível no catálogo da Netflix

Reader Rating0 Votes
0
7

Quer estar por dentro do que acontece no mundo do entretenimento? Então, faça parte do nosso  CANAL OFICIAL DO WHATSAPP e receba novidades todos os dias.

Tags:

ComédiaNetflix

Compartilhar artigo

Me siga Escrito por

Rita Constantino

1995. Cobra criada em Volta Redonda. Um dia acordou e queria ser jornalista, não sabia onde estava se metendo. Hoje em dia quer falar sobre os filmes que vê e, se ficar sabendo, ajudar o Truffaut a descobrir com que sonham os críticos.

Outros Artigos

captain marvel carol danvers neon symbol wp by morganrlewis da49o2w
Anterior

Capitã Marvel, a maior força da Marvel

Pulp fiction ilustração série
Próximo

5 filmes que deveriam virar séries

Próximo
Pulp fiction ilustração série
6 de maio de 2018

5 filmes que deveriam virar séries

Anterior
5 de maio de 2018

Capitã Marvel, a maior força da Marvel

captain marvel carol danvers neon symbol wp by morganrlewis da49o2w

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Anjunadeep Open Air festival. Visão do público em um dia de céu limpo.
    Anjunadeep Open Air São Paulo 2026 | O Céu de São Paulo Finalmente Recebe o Som que Merecia
    Gabriel Bizarro
    Fotografia em preto e branco com ponto de vista de trás do palco com grupo Braza em apresentação no Circo Voador.
    Circo Voador 2026 | BRAZA Transforma a Lapa em Baile Solar e Prova que Utopia Tem Ritmo
    Gabriel Bizarro
    Rafael Portugal em show no Qualistage em 2026.
    Rafael Portugal Conduz Noite de Risos no Festival Humor Contra-ataca 2026
    Thiago Sardenberg
    Rock In Rio 2024 letreiro
    Rock in Rio 2026 | Festival Anuncia Line-up do Palco New Dance Order e Traz Novidades Para Palco Mundo e Sunset
    Nick de Angelo
    Foto promocional da terceira temporada de "American Horror Story", "Coven". Bruxas, todas de preto, seguem a líder/suprema interpretada por Jessica Lange, à esquerda, pelas calçadas de Nova Orleans.
    American Horror Story | 13ª Temporada Terá Retorno de “Coven”
    Nick de Angelo

    Posts Relacionados

    Mel Lisboa como a protagonista de "A Conspiração Condor" em escritório, atendendo telefone, com expressão de susto; câmera aponta à personagem da atriz por detrás de uma pilha de objetos, dando profundidade de estar sendo espionada.

    A Conspiração Condor | Até Quando Precisaremos de Filmes Sobre a Ditadura?

    Roberto Rezende
    6 de abril de 2026
    Filmes e series de terror - A Maldição da Múmia estreia em abril de 2026

    Filmes e Séries de Terror | Principais Estreias de Abril no Cinema e Streaming

    Amanda Moura
    4 de abril de 2026
    Velhos Bandidos

    Fernanda Montenegro Reflete Sobre a Vida: “Eu só tenho o presente”

    Cesar Monteiro
    3 de abril de 2026
    Alpha

    Alpha | O Cinema da Carne e do Sangue

    Rodrigo Chinchio
    3 de abril de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx
    Banner novidades amazon