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Filmes

Crítica: Vingadores: Guerra Infinita

Avatar de Rodrigo Chinchio
Rodrigo Chinchio
25 de abril de 2018 3 Mins Read

30167635 1835088693452203 6650987835010524269 oQuando a Marvel começou sua jornada no cinema lá em 2008 com o primeiro “Homem de Ferro”, planos grandiosos já estavam sendo traçados, e a intenção era clara quando Tony Stark encontra Nick Fury na famosa e pioneira cena pós-créditos. Todo fã de quadrinhos ficou com aquele frio na barriga de expectativa. Finamente os grandes heróis estariam juntos na tela grande. Depois dos famosos filmes de origem, a história culminou no primeiro “Vingadores”, seguindo com “Vingadores: A Era de Ultron”. Divido em fases, o estúdio, junto com suas mentes criativas, confeccionou uma teia de eventos complexa e inédita no cinema e tornou-se tendência copiada pela concorrência. O que está em movimento agora é a fase três, que terá “Homem Formiga e a Vespa” e “Vingadores 4” para o fechamento.  Precedidos, logicamente, por esse arrasa quarteirões chamado  “Vingadores: Guerra Infinita”.

Esperado com ansiedade, o embate contra o poderoso Thanos finalmente é executado. O grupo separado em “Capitão América: Guerra Civil” se junta novamente para enfrentar um inimigo em comum; agora com a ajuda do Pantera Negra e toda a nação de Wakanda e dos Guardiões da Galáxia.  Thanos é um destruidor de mundos que quer juntar todas as joias do infinito em sua manopla e aumentar seu poder, para assim, num estralar de dedos, matar metade dos seres vivos do universo.

Bem trabalhado em computação gráfica, o vilão é tridimensional e segue conflitos pessoais como os que passam os heróis. A competente atuação de Josh Brolin confere um ar de superioridade ao mesmo tempo em que demonstra cansaço entre as marcas de seu rosto. Seus atos genocidas são, para ele, demonstrações de misericórdia, já que é aceitável matar trilhões de seres vivos para salvar outros trilhões da falta de recursos causada pela superpopulação.

A invasão das tropas alienígenas é rápida, não dando tempo para que Tony Stark consiga reunir a equipe. Por isso, o longa é dividido em núcleos de combate em Nova York, Wakanda e espaço, junto a isso ainda há os minutos reservados para Thanos. No quesito direção, os irmãos Russo trabalham com vigor as cenas de ação descomunais. Suas câmeras viajam entre as lutas de inúmeros personagens sem fazer com que a noção espacial seja perdida. Sempre é claro o que está acontecendo na tela. Para ajudá-los há a montagem que dá conta de fazer com que tantas situações não confundam o espectador, tornando a trama fluida e divertida. Como de costume, as piadas estão presentes para balancear o tom sombrio que cenas de tortura e mortes podem causar. Talvez esse seja a produção mais sombria do universo Marvel, chegando a causar medo em alguns momentos. Parece uma iniciativa mais adulta, que não tem medo de mostrar os grandes ícones sangrando em momentos de guerra. Depois da invasão do exercito de Thanos em Wakanda, o filme se torna ainda mais visceral, mesmo que algumas cenas sejam suavizadas pela edição rápida.30822101 1835089173452155 6067582530412245156 oSem sombra de duvidas o futuro de personagens que o público aprendeu a se importar durante os anos é incerto desde a introdução até o final. Será que eles terão forças para superar um inimigo mais forte e implacável? Essa é uma pergunta que o roteiro de “Vingadores: Guerra Infinita” responde em parte, já que ele trás mais perguntas do que respostas, deixando as revelações para o próximo filme. É interessante notar que cada um dos heróis principais possuem praticamente participações iguais em tela durante a projeção. Dessa vez o manto de protagonista não caiu nas costas do Homem de Ferro, distribuindo a importância e ampliando as possibilidades dramáticas. Isso é muito bom, pois abre o leque para possíveis despedidas, e prepara o terreno para uma eventual nova equipe na próxima fase.

“Vingadores: Guerra Infinita” guarda algumas surpresas (o que é raro em filmes de super-heróis) conseguindo fazer com que alguns nerds pulem da cadeira, principalmente no final do terceiro ato. Enfim, tira aquele sabor ruim de mesmice que os seus antecessores deixaram e ilumina um futuro promissor para um segmento que já parecia demostrar sinais de saturação.

Obs: Como todos já sabem, há uma cena extra no final dos créditos. Essa em especial precisa ser vista, devido a sua grande importância para o que vem a seguir, não só em relação aos Vingadores, mas também a outros membros do universo.

 

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CinemaDisneyEstreiaMarvelRio de JaneiroSão PauloVingadores

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Rodrigo Chinchio

Rodrigo Chinchio é colaborador da Woo! Magazine, onde escreve sobre cinema com a autoridade de quem se formou cinéfilo garimpando pérolas nas videolocadoras. Especialista em encontrar filmes que o algoritmo jamais recomendaria, mantém em seu quarto uma coleção de Blu-rays e DVDs que rivaliza com qualquer acervo físico do país, e que ainda o impede de ver a própria cama.

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