Woo! Magazine

Menu

  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar

Siga nas Redes

Woo! Magazine

A imaginação ao seu alcance

Digite e pressione Enter para pesquisar

Lojinha
Woo! Magazine
  • Home
  • Editorias
    • Filmes
    • Séries/TV
    • Música
    • Geek
    • Literatura
    • Espetáculos
  • Especiais
    • SpotLight
      • Lollapalooza
      • D23
      • CCXP
      • Mostra SP
      • Festival do Rio
      • Rock in Rio
      • The Town
      • Bienal do Livro
      • Game XP
    • Entrevistas
    • Premiações
  • Streamings
    • Netflix
    • Amazon Prime Video
    • HBO Max
    • Disney+
    • Apple TV+
  • Listas
  • Colunas
    • Curiosidades
    • Terror
    • Internet
    • Business
    • Tecnologia
    • Esportes
    • Gravellizar
Instagram Tiktok X-twitter Facebook Pinterest
CríticaFilmes

Crítica (2): As Boas Maneiras

Avatar de Mauro Machado
Mauro Machado
28 de maio de 2018 3 Mins Read

As boas maneiras cartaz“As Boas Maneiras” não poderia ser uma obra mais complexa para se falar sobre. Exibida no Festival do Rio em 2017, chega apenas este ano aos cinemas e surpreende mesmo os que já gostavam e se atualizavam sobre o audiovisual brasileiro. Estamos tratando de um longa que é uma verdadeira fusão de diversos gêneros específicos. Hora estamos beirando o terror, em outra um suspense, em alguns momentos até comédia ou estudos de personagem. Fazer isso, no entanto, não é fácil e tudo soa altamente propício ao erro, como essas nuances são equilibradas na projeção? Não seria um projeto ambicioso?

O fato é de que tratamos, sim, de um filme bastante peculiar e, até certo ponto, pretensioso. Isso, por outro lado, não se torna um problema dada a abordagem próxima a da fábula que “As Boas Maneiras” adere, que permite o insólito roteiro se desenrolar sem ser tosco. Outro ponto que corrobora para isso é que a transição entre cenas mais leves e mais pesadas ocorre de forma natural, equilibrada. Ainda tratando da densa discussão que se pode retirar da trama, há elementos regionalistas e da cultura brasileira que são muito bem colocados aqui. Não são necessariamente o foco da narrativa, mas dão ótimos ares ao que vemos, como podemos citar a festa junina do fim como exemplo, mas também uma curta sequência de animação que entra pelo meio do filme. É esse tipo de questão que enriquece a obra e que funciona, de certo modo, como elemento alegórico também. Apesar de tudo e toda originalidade, “As Boas Maneiras” fala implicitamente de temas sociais, que são colocados através de sua aura surreal.

As boas maneiras 4

Ele, inclusive, começa até bastante sóbrio e concreto. É dado a entender que o filme vai ser sobre as duas mulheres que aparentemente seriam protagonistas em sua relação, mas também abarcando assuntos como família, solidão e classes sociais. Não que isso não se faça, mas é como um background para o que vai se desenrolando aos poucos. Nesse sentido, a direção é muito feliz ao optar por diversos planos-detalhe que vão mostrando elementos chave para que possamos entender o que se passa. As surpresas todas não são entregues de cara, porém pedaços delas já aparecem antes, ajudando na criação de um clima desconfortável, estranho.

Esse tipo de atmosfera, por outro lado, não poderia existir sem a trilha sonora que aqui denuncia e fomenta o estranhamento sentido pelo espectador. Sonoridades dissonantes e espelhadas em clássicos filmes de terror são ouvidas, ainda que não haja nada gráfico e explícito em tela com relação a isso. Ademais, a fotografia trabalha bem com jogo de iluminação e sombras que usa cores predominantes em cenas específicas para manipular a audiência. Assim, pode-se citar cenas com fortes tonalidades de azul e de amarelo que existem para que climas mais específicos sejam gerados. Assim, vamos da ternura a tensão em diferentes sequências.

Em suma, “As Boas Maneiras” é uma interessante e bem sucedida experimentação para o cinema brasileiro. Para citar algumas referências, é como se a primeira metade fosse uma espécie de “O Bebê de Rosemary” e a segunda se desenvolvesse como algum filme de Guilhermo Del Toro. É o tipo de obra que usa de excelentes inspirações para construir algo muito próprio e autoral, que esperamos que se veja mais nas produções nacionais. Até a computação gráfica que se faz presente, embora sem muito realismo, cumpre sua função e se beneficia disso. Prova, mais uma vez, que mais valem ideias e criatividade que o orçamento que se tenha em mãos.

Reader Rating1 Vote
8.5
8.5

Entre na comunidade da Woo! Magazine no WhatsApp

Tags:

Cinema BrasileiroFestival do RioFestival do Rio 2017Festival do Rio 2018Marjorie Estiano

Compartilhar artigo

Avatar de Mauro Machado
Me siga Escrito por

Mauro Machado

Ser envolto em camadas de sarcasmo e crises existenciais. Desde 1997 tentando entender o mundo que o cerca,e falhando nisso cada vez mais.

Outros Artigos

33676263 1823434264383287 258549304573034496 n
Anterior

Crítica: Fahrenheit 451

1610624.jpg r 1920 1080 f jpg q x xxyxx
Próximo

Crítica: No Olho do Furacão

Próximo
1610624.jpg r 1920 1080 f jpg q x xxyxx
29 de maio de 2018

Crítica: No Olho do Furacão

Anterior
27 de maio de 2018

Crítica: Fahrenheit 451

33676263 1823434264383287 258549304573034496 n

Sem comentários! Seja o primeiro.

    Deixe um comentário Cancelar resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Publicidade

    Posts Recentes

    Apl, Will.i.am, e Taboo do Black Eyed Peas em apresentação com fundo eletrônico. Imagem gerada por IA.
    Rock in Rio 2026 | Festival Anuncia Calvin Harris e Black Eyed Peas; Veja Atrações Confirmadas
    Vivian Siqueira Campos
    Colagem com fotos de João Fonseca, comemorando com sua raquete na mão esquerda, a vitória contra o tenista Casper Ruud, quem ele cumprimenta na foto à direita, em Roland Garros 2026.
    Roland Garros 2026 | João Fonseca Vence Hoje Mais Facilmente e Está nas 4ªs de Final do Torneio
    Roberto Rezende
    Vini Jr. levanta o braço direito e puxa camisa da seleção, comemorando em partida, sorrindo. Imagem gerada por IA.
    Brasil Goleia o Panamá em Amistoso de Despedida no Maracanã
    Anne Chaves
    Joelma no Rock in Rio 2026
    Joelma no Rock in Rio 2026 | Cantora estreia no festival ao lado de Viviane Batidão
    DSD
    Jogador do Ceará com domínio de bola em partida. Imagem gerada por IA.
    Operário Vira sobre o Ceará no Castelão e Aprofunda Crise do Vozão
    Anne Chaves

    Posts Relacionados

    Supergirl - A Mulher do Amanhã

    Mulher do Amanhã | Conheça a História Que Inspirou o Filme Supergirl

    Cesar Monteiro
    30 de maio de 2026
    Minecraft

    Sequência de “Um Filme Minecraft” Ganha Novo Título e Nome de Peso no Elenco

    Rodrigo Chinchio
    30 de maio de 2026
    Esta imagem é uma cena oficial do filme Toy Story 5. A trama envolve Woody e Buzz observando Bonnie focada em um novo tablet. Woody e Buzz espiam a garota com a mãe, a menor segurando um tablet.

    Toy Story 5 Terá Uma das Cenas mais Emocionantes de Toda a Franquia, Revela Tom Hanks

    Gabriel Fernandes
    30 de maio de 2026
    Fernando Caruso em Cansei de Ser Nerd

    Cansei de Ser Nerd | Nostalgia, Loucura e Geekice em Uma Fórmula Improvável Que Funciona

    Amanda Moura
    29 de maio de 2026
    • Sobre
    • Contato
    • Collabs
    • Políticas
    Woo! Magazine
    Instagram Tiktok X-twitter Facebook
    Woo! Magazine ©2024 - 2026 All Rights Reserved | Developed by WooMaxx