Nos cinemas, o lado insano de Wade Wilson foi pouco explorado, sendo substituído por um senso de humor que o fez ser visto, não como o anti-herói atormentado e desprezado dos quadrinhos, mas como apenas um personagem “zoeiro”.

Nos quadrinhos, Deadpool é visto como um párea pelos “X-Men”, que o evitam devido à sua inconstância e principalmente pelo fato de que Wade vive quase em um mundo paralelo de delírios com suas outras personalidades.

Wade, em muitos arcos, se mostra um personagem digno de pena e parece ficar satisfeito ao usar a violência e suas referências ácidas à cultura pop para esquecer da vida imunda, vazia e solitária que possui.

Com o recente sucesso da adaptação de “Deadpool” para o cinema, responsável por abrir caminho para filmes com classificações indicativas menos “ortodoxas”; e com o sucesso de “Logan” que foi capaz de tornar a narrativa de super-heróis muito mais dramática, separamos algumas histórias do mercenário tagarela capazes de fazer frente ao último filme do carcajú no que se refere à humanização do personagem, caso fossem adaptadas às telonas.

 

CABLE E DEADPOOL

A aventura começa quando Deadpool e Cable são obrigados à fundir seus DNAs para que ambos não sucumbissem a um vírus. Isso acaba sendo um problema para Cable, cujo dispositivo de teleporte acaba funcionando a hora que qualquer um dos dois decide usá-lo. Isso acaba deixando Wade próximo e com certo poder sobre um dos mutantes mais poderosos que já existiu que agora possui as habilidades regenerativas do Deadpool e consegue usar todo seu potencial que antes era impossibilitado de alcançar devido ao vírus tecnorgânico.

 

 

 

REIS SUICIDAS

Quando Deadpool é acusado de matar inocentes, alguns dos super-heróis urbanos mais famosos decidem ir atrás dele. O Demolidor tenta matá-lo e consegue decapitar e desmembrar o mercenário, o que acaba não sendo suficiente. O Demolidor vai em defesa de Wade para garantir um julgamento justo, bem como o Homem-Aranha.

Uma vez descobertos os verdadeiros responsáveis pelas mortes dos inocentes, os quatro se juntam para derrotá-los.

O que é mais interessante sobre “Reis Suicidas” é como encoraja o leitor à tomar lados quando o conflito entre os heróis ocorre.

 

 

A FABULOSA X-FORCE: A SAGA DA EXECUÇÃO FINAL

“A Fabulosa X-Force” é uma história sobre um esquadrão secreto de X-Mens enviados para realizar missões potencialmente problemática do ponto de vista ético. Nesse grupo, o mercenário tagarela tem a chance de se sentir parte de algo como nunca antes.

Por isso, é tão triste vê-lo tendo que se voltar contra seus companheiros quando descobre que a missão final do time é matar uma criança.

Deadpool se separa do grupo para salvar o alvo da equipe, e no final das contas, ele é aceito no “Instituto Jean Grey Para jovens Super Dotados”.

Quando a história se conclui, Deadpool realiza um papel central ao guiar o jovem para longe de um destino maléfico, levando-o à abraçar a ideia de aprender a usar seus poderes para o bem. É um momento poderoso que mostra como Deadpool pode ser um personagem interessante mesmo em seus momentos de sanidade.

 

O BOM, O MAU E O FEIO

Sem dúvidas, uma das maiores formações de equipe em que Wade já esteve. A história começa de forma engraçada com um Deadpool acordando dia após dia drogado e tendo seus órgãos sido misteriosamente removidos. Com ele é capaz de se regenerar com rapidez, não liga muito para isso no início, mas quando descobre que seus órgãos estão sendo usados para criar uma nova arma ele pede ajuda do Wolverine e do Capitão América para ajudá-lo.

Não é apenas uma jogada para juntar três dos personagens da Marvel em uma mesma revista. Nela é travado um paralelo interessante entre o três protagonistas, que foram alvo de experimentos e modificação físicas através do “Programa Arma X” e que responderam de formas únicas. Capitão América abraçou a honra e o patriotismo; Wolverine, a escuridão e o assassinato enquanto Deadpool foi dominado pela loucura.

É uma história mais dramática que a maioria dos arcos de Deadpool, mas não deixa de ser divertida  graças ao roteiro do veterano em stand-up Brian Posehn.

As HQs aqui listadas, infelizmente, não podem ser encontradas com facilidade em bancas de revistas, mas são leituras extremamente interessantes para qualquer fã do Deadpool.

Por Raoni Vidal


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