“A Garota no Trem”, dirigido por Tate Taylor, filme que estreou 27 de outubro em todos os cinemas do Brasil, é baseado no livro com o mesmo nome escrito por Paula Hawkins. O filme traz no elenco os atores Rachel (Emily Blunt), Megan (Haley Bennet), Anna (Rebbeca Ferguson), Justin Theroux (Tom), Édgar Ramírez (Dr. Kamal) e Luke Evans (Scott).

A produção relata a história de mulheres com questões diversas e bastante conflituosas com a necessidade de afirmar a feminilidade diante a presença masculina, encarando os seus medos e as suas frustrações. Ocorrem fatos bastante confusos que levam a desestabilidade das personagens, provocando um comportamento patológico.

Ao longo da vida, encaramos fatos que nos marcam de maneira positiva ou negativa, desde a nossa infância e copiamos muito o comportamento dos nossos pais quando somos crianças. Para compreendermos o modo de um adulto agir, precisamos observá-lo um pouco e conhecermos mais da sua história.

As compulsões, a adicção, os quadros de ansiedade, tristezas, frustrações e outros modos de se comportar, sentir ou agir, reforçam ao longo dos anos conforme sentimos e aprendemos de acordo com tudo que vamos vivendo, sem existir regras e/ou certo e errado.

A personagem Rachel se apresenta como uma mulher frustrada, infeliz e com o modo de abuso do álcool, para compreendermos e sentirmos o que levou a mesma ter o tal comportamento. Seria necessário conhecermos um pouco mais sobre sua vida, o seu dia a dia, bem como o seu passado, para adentrarmos em sua estrutura psicológica. Entretanto, o filme nos leva a entender o “start” de suas ações. O enredo, propõe algumas revelações sobre a agressividade do marido, o dano que lhe causou em determinado momento de sua vida e, por isso, podemos compreender sua “queda” com facilidade. Mas, está ali um personagem com muito mais história para contar.

Em suma, o filme “A Garota no Trem” nos convida a refletir sobre as relações humanas, os nossos comportamentos, a questão e a definição do feminino. Como citado, pode até parecer confuso para alguns, em relação aos comportamentos apresentados, entretanto é sem dúvida alguma um trabalho excepcional, instigante e verossímil.

Por Marina Andrade