Nono álbum de estúdio, “EQUILIBRIVM II” sucede parte um após pouco mais de três meses
Anitta agraciou a música brasileira com o lançamento da segunda parte de seu mais novo projeto, “EQUILIBRIVM II”, reforçando a maestria e o talento excepcional da artista na construção de um dos maiores álbuns da cena nacional.
A canção “Você já sabe” abre o projeto de maneira impactante e traduz toda a atmosfera que a obra transmite. Animada e com referências à religião da artista, a música surge para elevar e induzir o ouvinte ao universo e à mensagem que a cantora desenvolve ao longo do disco.
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O respeito de Anitta ao referenciar grandes nomes da música brasileira é um dos grandes trunfos do trabalho; ter participações como as de Alceu Valença e Maria Bethânia demonstra uma reverência tamanha.
O álbum ainda conta com uma versão repaginada para a língua espanhola de “Azul”, do cantor Djavan, que abrilhanta o repertório com uma das execuções mais bonitas do projeto.
O sentimentalismo transmitido pelas faixas mais calmas entrega a dualidade necessária a um material tão profundo e poético, que representa o lado mais real de um artista. “EQUILIBRIVM II” é um trabalho humano que reforça a intensidade de tudo aquilo a que nos agarramos e que nos faz ser quem somos: seja a fé, o amor, o tesão, a alegria, a tristeza ou a raiva — todas as nuances que compõem a humanidade.

As canções lentas constituem o ponto alto do projeto. Anitta já demonstra há anos que possui uma voz excelente para dar vida à MPB ou ao R&B; contudo, neste trabalho, o alcance da artista extrapola todas as expectativas e comprova que não é de hoje que ela possui uma das melhores vozes da música brasileira.
“Pra você gostar de mim”, a regravação de um dos maiores clássicos de Carmen Miranda, ganha uma roupagem mais voltada à MPB e se consagra como uma das melhores faixas do projeto. O instrumental que veste a nova versão é impecável, e a voz de Anitta comanda a atenção de quem escuta, fortalecendo ainda mais o laço emocional com o público, que se vê atingido tanto pela letra original quanto pela entrega excepcional da cantora.

O álbum conta com feats de Maria Bethânia, Letícia Fialho, Mc Tha, King SAINTS, Grupo Ota, Brô MC’s, Katu Mirim, Mart’nália, Mestrinho, Alceu Valença, KBrum e Los Brasileiros e esse é um dos maiores acertos desta segunda parte: cada colaboração incorporou perfeitamente a proposta apresentada, criando pontes necessárias para dar sentido à coesão do disco e ao conceito da era.
O encerramento com a canção “OKE”, em parceria com o grupo Bró MC’s e a rapper Katu Mirim, mostra-se assertivo e intenso na mesma medida. Uma “rave indígena” toma conta da atmosfera e evidencia como todas as facetas de Anitta a tornam única na capacidade de conceber uma obra dessa dimensão e importância que só ela poderia proporcionar.
O audiovisual constitui um elemento fundamental e imersivo para o aprofundamento na história do projeto. As ambientações, a maquiagem, o figurino, as coreografias e a narrativa traçada por Anitta e sua equipe são excepcionais, marcando a supremacia do trabalho não apenas como uma experiência auditiva, mas também visual.
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A única crítica possível a segunda parte do álbum é a duração de algumas participações como Maria Bethânia e Alceu Valença que por motivos compreensíveis como a agenda dos mesmos não puderam se aprofundar em um verso maior nas faixas em que participaram.
“EQUILIBRIVM II” chega às plataformas não apenas para complementar a obra impecável que já é a primeira parte do projeto, mas também para expor a versatilidade, o talento e o instinto que Anitta expressa com maestria. É um trabalho idealizado para demonstrar o orgulho que a artista possui de suas raízes — sejam elas religiosas ou brasileiras —, consagrando-se como um dos melhores álbuns do ano e um marco na música nacional.

Imagem Destacada: Reprodução/Instagram (@QGdaAnitta)



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