Curtas e longas-metragens conquistaram o público na segunda edição do Festival Internacional de Cinema de Paraty, que termina neste sábado com homenagem ao ator Reginaldo Faria
O 2º Festival Internacional de Cinema de Paraty consolidou a cidade histórica da Costa Verde fluminense como um dos grandes polos do audiovisual nacional e internacional ao encerrar sua bem-sucedida programação neste sábado, 7 de novembro de 2026 com homenagem a um dos maiores atores brasileiros vivo, Reginaldo Faria, cuja filmografia contem obras clássicas e imortais do cinema brasileiro como “Assalto ao Trem Pagador” (1962), “Lúcio Flávio, Passageiro de Agonia” (1977) e “Pra Frente Brasil” (1982).
Realizado entre os dias 3 e 7 de novembro, o evento idealizado por Bruno Saglia e Jane Saglia, com o apoio fundamental da Prefeitura de Paraty por meio da Secretaria Municipal de Cultura, transformou as noites locais em verdadeiros pontos de encontro para entusiastas, realizadores e o público geral, provando mais uma vez a capacidade da sétima arte de atravessar fronteiras, reunir pessoas e emocionar diferentes gerações de espectadores em salas completamente lotadas.
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A curadoria da edição de 2026 apostou em uma grade diversificada que integrou mostras competitivas e não competitivas, exibindo produções de grande relevância cultural.
No tradicional Cinema da Praça, os curtas-metragens “O Salto”, “Amanhã Não Existe”, “Eu Lírico” e “Carina” cativaram a plateia presente.
No segmento de longas-metragens, dois títulos se destacaram e atraíram enorme atenção da crítica e dos cinéfilos: o longa angolano “Kahitu”, dirigido pelo cineasta Alberto Botelho, que fez questão de comparecer pessoalmente à sessão para prestigiar a exibição de sua obra e o aclamado documentário nacional “A Fabulosa Máquina do Tempo”, dirigido por Eliza Capai.
Com uma narrativa extremamente sensível, a produção de Eliza Capai transporta o espectador para o sertão do Piauí, colocando crianças locais como protagonistas de uma jornada lúdica que mistura imaginação, infância, desigualdade social e profundas reflexões sobre as perspectivas de futuro.
A forte presença internacional com “Kahitu” evidenciou o intercâmbio cultural promovido pelo evento, ampliando a visibilidade para cinematografias africanas e abrindo caminhos para novos diálogos narrativos.
Paralelamente, o compromisso com a formação de público e a democratização do acesso à cultura se refletiu nas sessões lotadas do Cine +, que recebeu centenas de crianças de escolas da região para exibições especiais das animações “O Sonho do Menino Benjamim” e “Seu Avô e a Baleia”.

O circuito alternativo também ganhou força com a Mostra de Cinema Francês, realizada diariamente no Margarida Café, e com a Mostra de Cinema Italiano, sediada no La Cantina, reforçando o apetite do público por obras que escapam dos grandes circuitos comerciais tradicionais e apostam em estéticas autênticas.
A força do cinema nacional ganhou ainda mais destaque por meio de importantes parcerias institucionais.
A colaboração com o MIS-RJ e com a distribuidora Vitrine Filmes demonstrou como festivais independentes funcionam como espaços vitais de valorização, circulação e descoberta de novos talentos audiovisuais.
Ao longo de cinco dias intensos, que contaram com painéis de discussão sobre o futuro da indústria e a relação intrínseca entre cinema e território, o evento proporcionou reflexões profundas sobre o papel econômico e cultural do audiovisual na região.
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O encerramento oficial neste sábado reserva momentos de grande emoção e reconhecimento público.
A programação final conta com o lançamento de uma obra comemorativa sobre os 60 anos da Fundação Museu da Imagem e do Som escrita por Cesar Miranda Ribeiro, além de uma prestigiada homenagem ao consagrado ator Reginaldo Faria, celebrando sua imensurável contribuição para a história da televisão, do teatro e do cinema brasileiro.
Com salas cheias, debates enriquecedores e uma curadoria impecável, Paraty encerra sua segunda edição reafirmando sua vocação cultural e consolidando-se de vez no calendário oficial dos grandes festivais de cinema do Brasil.
Imagem Destacada: Divulgação/FICP


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