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Música

Laura Pausini emociona o público em show no Metropolitan

Fotos: Daniel Gravelli e Aimée Borges

Com muito charme e humor, Laura Pausini, a cantora internacional mais brasileira de todos os tempos, fez o público do Metropolitan levantar e cantar com ela alguns de seus maiores sucessos.

Depois de dois shows inesquecíveis na cidade de São Paulo, o qual um deles ficou marcado pelo divertido dueto de improviso da estrela italiana e uma fã cantando alguns sucessos no piano, chegou a vez da cidade maravilhosa receber a cantora, relembrar e se sensibilizar com músicas que hoje fazem parte do hall das grandes canções do gênero.

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Sem muito atraso, começando por volta das 22h, a passagem do Similares US & Latin America Tour 2016 no Rio de Janeiro, foi marcada por muito carinho e diversão, levando o show para um patamar além das músicas, transformando-se em um verdadeiro espetáculo que uniu bom humor e uma simpatia contagiante da cantora para com seu público. Pausini, que é fã declarada do Brasil, em especial da cidade do Rio de Janeiro, adentrou a cena em um gracioso vestido verde e um convidativo sorriso que logo fez a platéia se levantar e disputar um pequeno espaço na beirada do palco entoando a primeira música de um repertório selecionado que duraria um pouco mais de duas horas.

Cheia de ginga, com muito carisma e munida de algumas piadas prontas e outras improvisadas, ela brincou com a platéia dizendo que foi convidada para desfilar nas olimpíadas no lugar de Gisele Bündchen, mas que não deu certo no final, declarando em seguida sua paixão pela música “Garota de Ipanema” de Tom Jobim (interpretada pelo neto do compositor durante o desfile da modelo brasileira na abertura dos jogos no Rio). A brincadeira fez com que Laura demonstrasse ainda mais sua afeição pelo povo brasileiro, em mais um momento de improviso, dando uma nova voz para “Tristeza”, esplêndida canção escrita por Haroldo Lobo e Niltinho e gravada pelo grande amigo de Jobim, Vinicius de Moraes.

Fotos: Daniel Gravelli e Aimée Borges

Fotos: Daniel Gravelli e Aimée Borges

Outro momento marcante, responsável por comover grande parte da platéia, foi quando a artista aproximou o seu público de sua vida pessoal, ao dividir um momento íntimo com todos. Durante o relato Pausini contou que sempre sonhou em ser mãe, mas o desejo era algo que só passava pela cabeça dela. Foi quando decidiu escrever “Celeste”, uma profunda canção que foi essencial para detalhar aquele momento. Em uma maravilhosa apresentação no piano, vestida toda de branco, Laura fez com que o público não segurasse às lágrimas e se emocionasse com ela. Em seguida disse que, repentinamente, sua felicidade maior transformou-se em realidade quando, enfim, deu a luz a Paola Carta, sua filha com o guitarrista e produtor musical Paolo Carta. O clipe abaixo foi exibido no telão enquanto ela e o marido celebrou juntos no palco a alegria que a menina, hoje com três anos, trouxe para eles.

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Depois de tanta emoção, o público voltou a gargalhar com as brincadeiras da cantora que se saia melhor do que muito humorista em cima do palco. Prova disso foi uma das cenas mais interessantes da noite, na qual exalou humildade e simpatia, quando um fã pediu para ela tirar um “selfie” para ele pudesse levar para mulher dele. Prontamente Laura, com um sorriso largo no rosto, pegou o celular e tirou a foto. O homem, saltitante, voltou para o seu lugar agradecido.

Os instrumentistas da banda também tiveram o seus momentos, mas em um desses fizessem o delírio do público. Enquanto a atração principal fazia uma de suas trocas de roupa mais demorada, eles demonstraram que entendem tudo de música e fizeram, cada um, um pequeno solo apresentando suas capacidades. A exposição aconteceu até que, de forma arrepiante, os guitarristas e o baixista se juntaram para finalizar a cena e abrir o retorno de Pausini ao show.

Nessa turnê, que possui um enfoque latino, Laura modificou o arranjo de algumas de suas musicas mais conhecidas, deixando-as com um ritmo mais caliente. Todavia, a perfomance continha também versões em italiano e inglês de vários outros sucessos da cantora, como: “La Solitudine”, “Strani Amore”, “Tra te e il mare”, “Non C’e (Se Fue)” e “Víveme”. Sem contar as recentes “Lato Destro del Cuore”, “Innamorata”, “Nella Porta Accanto” e “Simili” que dá nome ao seu último álbum.

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Tudo foi perfeito, nem o público que surgia da parte de trás para ficar mais perto da cantora atrapalhava a energia do show. As pessoas que estavam na frente, levaram tudo na esportiva e todos brincavam nos intervalos das músicas que tinha chegado a hora dos outros sentarem. Em alguns momentos até um coral de “Senta.. Senta”, misturado com muita gargalhada ecoou pelo Metropolitan.

Aos 42 anos, sendo 23 de carreira, a italiana que surgiu de um concurso de novos talentos no Festival de Sanremo, o qual ganhou com a famosa “La solitune”, mais uma vez, demonstrou que é uma artista completa e nunca vai perder o seu ritmo. Quem não teve a oportunidade de presenciar um show da artista não sabe o que é ter a energia renovada. Vale a pena prestigiar.

Laura encerra em breve sua turnê latina, no dia 17 de setembro no Coliseo em Porto Rico. Entretanto, continua com os shows em sua passagem por mais sete países da Europa. O último acontecerá em Munique na Alemanha. Confira abaixo a agenda completa e nossa galeria de fotos que conta com imagens de Daniel Gravelli, Aimée Borges da Woo! Magazine e Graça Paes da agência Zapp News.

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[button color=”white” size=”normal” alignment=”none” rel=”follow” openin=”newwindow” url=”http://www.laurapausini.com/por/tour/european”]Simili – Agenda[/button]

 

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Daniel Gravelli é um brazuca que parle français e roda uns filmes por aí. Apaixonado pelos universos da escrita e da atuação, tem um caso com o teatro e morre de amores pelo cinema. Fotógrafo e crítico nas horas vagas, gosta de cozinhar, apreciar um bom vinho e trocar ideias interessantes.

4 Comments

4 Comments

  1. ROBERTO SIQUEIRA

    18 de setembro de 2016 at 04:18

    A música “Tristeza” foi composta por Haroldo Lobo e Niltinho, gravada por Vinícius e vários outros artistas. É mundialmente conhecida, em 1985 minhas tias em uma viagem ao Peru escutaram-na em um restaurante que tinha música ao vivo e o conjunto cantou em homenagem a elas.

    • Daniel Gravelli

      18 de setembro de 2016 at 11:44

      Obrigado pelo toque, Roberto! Vou mencionar os compositores no texto. =)

  2. ROBERTO SIQUEIRA

    18 de setembro de 2016 at 04:19

    Sobre a Laura, não há palavras…Melhor show da minha vida!!

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