Critica (2): Lembranças de um Amor Eterno

“Lembranças de um Amor Eterno” , realizado e escrito por Giuseppe Tornatore, chega para emocionar com um romance epistolar dos tempos modernos, com um casal que se encontra fisicamente no início, depois segue a comunicação através de e-mails, mensagens pelo celular e algumas cartas de vez em quando. Amy (Olga Kurylenko), uma estudante universitária que se arrisca fazendo acrobacias e cenas perigosas em seu trabalho como dublê, é completamente apaixonada por seu namorado Edward (Jeremy Irons), um professor de astrofísica, com quem mantém um relacionamento há seis anos. A ligação entre os dois mostra-se intensa, indo além do contato físico. Edward parece ler a mente de Amy, que por sua vez, adora tentar desvendar a mente misteriosa do professor. Até mesmo os jogos de sedução partem mais para o lado intelectual. A primeira cena já mostra essa ligação entre as mentes em uma despedida do casal em um quarto de hotel antes de ele voltar para casa. Suas conversas são cheias de metáforas com referências à astrofísica e física quântica. Após esse último encontro, Amy não consegue ver Edward pessoalmente e fica abalada ao descobrir em determinado momento uma tragédia coloca ponto final na história dos dois. O professor no entanto parecia estar preparado para esse fim, usando várias formas de continuar em contato com ela através de intermediários, sabedores ou não dos planos de Ed.

O filme apresenta Edward e Amy como dois amantes, já que seus encontros parecem depender de oportunidades e os dois procuram manter discrição quando não estão a sós, tanto no seu encontro inicial quanto nas conversas em vídeo. Ed tem dois filhos que a princípio não parecem saber da relação, porém em nenhum momento fica claro se ele ainda era casado, se era divorciado ou viúvo e essa falta de clareza sobre o relacionamento deles pode incomodar um pouco.

A troca de mensagens usando tanto as cartas quanto a tecnologia é muito bem elaborada, principalmente o sistema que Ed criou para continuar a comunicação pelo tempo que foi necessário.foto-la-corrispondenza-2-lowJeremy Irons está encantador em seu personagem, mas a entrega da atriz Olga Kurylenko rouba a cena, sendo ela quem carrega a maior parte do filme, ainda que Ed seja como um guia para ela, principalmente por ter um cuidado meio paternalista, como o próprio personagem diz.

As locações e a fotografia são de tirar o fôlego, criando uma bela atmosfera para o romance de Amy e Ed, que mesmo que possa parecer piegas, é bonito e repleto de diálogos inteligentes que prendem a atenção do público. Sem falar na linda trilha sonora de Ennio Morricone.

Algo que faz falta é ver um pouco mais do crescimento da personagem, que só acontece no final e não ficamos sabendo que rumo ela toma depois de superar tudo.

É um filme que pode carregar alguns clichês, mas com certeza vai emocionar principalmente os mais sensíveis e vai ficar na cabeça por horas depois da sessão.

Critica (2): Lembranças de um Amor Eterno
8.9Pontuação geral
Votação do leitor 0 Votos
0.0