Literando - Faixa

O outro Lado

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Às vezes sonhar não custa nada. Às vezes, custa um belo pedaço de emoção! Durante tempos e tempos, encontramos pessoas que nos fazem sofrer, pessoas que sofrem pela gente e pessoas que nos fazem sonhar. Sonhar é bom, ainda mais quando o sonho é verdadeiro e a sinceridade extrapola nosso próprio sentimento carregando-nos para um infinito absolutamente incomparável. Fantasias e mais fantasias transbordam diante dos nossos olhos, arrancando um sorriso puro e inocente de nossa face todas as manhãs e, por mais que muitos tentam nos afundar durante o dia, o sorriso ainda permanece e o dia continua dizendo que tudo está bem. Do fundo do coração eu indago, sem pressa ou desalento, o sentimento é forte e não é apenas um sentimento, é o sentimento… Podem dizer o que quiserem, mas ainda continuará sendo “O sentimento”. E assim vou sempre continuar, sim, correndo e observando todos os lados e mesmo que você não queira mais, o seu sorriso ainda será alguma coisa, como posso dizer, sincera. Isso eu posso afirmar, pois duas coisas nunca mudam: a sinceridade de um sorriso e a louca verdade exposta pelo olhar. Uma vez me disseram que os sonhos são únicos e eu acreditei, mas ao longo do tempo alguma coisa, não me lembro o quê, talvez a asa da liberdade propriamente dita, provou o contrário e eu acreditei que o pouco que sabemos, muitas vezes, torna-se o real por trás da ficção. Eu posso continuar acreditando ou não no que me dizem, mas o certo de estar certo não cabe a nós mesmos e, sim, ao momento certo. E diante disso, desse tempo, dessas verdades, apenas uma vez, que seja uma única vez, eu posso dizer que eu sei o que se encontra por trás do espelho e isso nunca foi segredo, pensem o que quiserem, sempre fez parte do nosso próprio reflexo. Por isso, acordo com um sorriso, o dia me dá bom dia e muitas vezes eu retribuo. Canto todas as manhãs o grito de guerra da vida. A água que bate contra meu rosto é fria, mas não tanto quanto o gelo que cobre a peça vermelha escondida por trás do peito de alguns. E esses, às vezes, são cegos de nunca perceberem que não precisam ir longe para encontrar o que procuram, outrora terão que se aprofundar em lugares mais do que desconhecidos em busca da escuridão que envolve a luz que os permite enxergar o que existe do outro lado.

(D. S. Gravelli)


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Daniel Gravelli

Daniel Gravelli é um brazuca que parle français e roda uns filmes por aí. Apaixonado pelos universos da escrita e da atuação, tem um caso com o teatro e morre de amores pelo cinema. Fotógrafo e crítico nas horas vagas, gosta de cozinhar, apreciar um bom vinho e trocar ideias interessantes.

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