Um País que caminha para trás 

Não é de hoje que esse assunto vem sendo discutido nas redes sociais, causando polêmicas e revoltas dos internautas. E não é por menos, o mundo atualmente gira de forma mais funcional graças a internet.

Podemos dizer que os mais prejudicados seriam as empresas, mas na verdade não! O cidadão brasileiro e o país inteiro acaba perdendo com essa mudança radical de limitar a internet para todos.

Enquanto, algumas operadoras irão ganhar mais dinheiro com isso, outras empresas ficarão atrasadas, tecnologicamente falando. Você já imaginou a proporção do problema que isso pode nos causar?

Então vamos pensar juntos nas consequências desse ato ganancioso, pois infelizmente só posso chamar assim, por que não vejo outro motivo para simplesmente limitar o serviço que traz mais benefícios sendo “ilimitado”(pois venhamos e convenhamos que também não é tão ilimitado assim!).

Você já pensou, começando pelas empresas, em estar fazendo uma certa transação, realizando pagamentos de funcionários ou fechando negócios e a sua internet for reduzida, ou até mesmo, cortada? Quantos funcionários iriam deixar de receber seus pagamentos? Quanto dinheiro você poderia perder no meio de uma negociação, caso não conseguisse realizá-la naquele momento?

Essa é somente uma das infinidades de coisas que poderiam acontecer! Passamos para outras circunstâncias: Você, médico cirurgião, ou o paciente dele, está no meio de uma videoconferência, antes ou durante a cirurgia, trocando informações importantíssimas e talvez até vitais para o processo naquele instante, a internet reduz a velocidade, a comunicação fica lenta ou não existe nenhuma, o que acha que pode ocorrer?

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Em apenas dois exemplos, podemos avaliar graves consequências caso essa limitação seja inserida dentro do nosso país. Junto a isso, o progresso tecnológico do Brasil já começa a ser questionado e a educação, economia, saúde e cultura, acabarão sendo extremamente prejudicados.

O impacto financeiro dessa mudança seria absurdo para todos! Pequenas e grandes empresas, autônomos, todos sofreriam e poderiam acabar sendo desencorajados pelo processo que, de certa forma, impede o progresso dos mesmos.

Para um Brasil que vive um momento delicado, aprovar a limitação, seria mais do que “enfiar o pé na jaca”. As operadoras que se sentem prejudicadas e tem a necessidade de repor suas perdas, precisam entender que os usuários não devem pagar o “pato” por seus “problemas”. Soluções podem ser achadas sem que sejam radicais ou boas apenas para um lado.

Antes de mais nada, tem que existir um consenso, no qual a sociedade, as operadoras e a Anatel possam negociar e chegar a um equilíbrio na decisão a ser tomada. Com um pensamento unilateral não chegaremos a lugar algum. Hoje, o país necessita mais do que nunca de progresso. E, isso, só conseguiremos se pensarmos no que o futuro de nossas decisões atuais podem nos reservar.


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Aimée Borges

Aimée Borges gosta de dançar ao vento, beber água gelada e sorrir para Lua. Apaixonada por contos e fadas, deixa-se levar por sua curiosidade que a transporta para um mundo ainda mais louco que o da Alice.

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