Com produção de Stuart Price e elenco de estrelas, o ambicioso projeto visual entrega grandes momentos, mas peca na coesão
O que não tivemos de lançamentos marcantes no mundo do pop em junho de 2026 estamos vendo agora em julho! A celebração da vez chega com uma diva pop à altura: Madonna e o aguardado lançamento de “Confessions II” (ou “Confessions on a Dance Floor: Part II”), o novo disco da Rainha do Pop.
Sucessor de um dos álbuns de maior sucesso de sua carreira, o projeto traz a artista de volta às pistas de dança aos 67 anos de idade.
Esta quem vos escreve que nunca foi a maior fã da Madonna ou do “Confessions” original de 2005. No entanto, desde o anúncio oficial desta segunda parte, vem acompanhando de perto todos os singles, a promoção internacional e os bastidores.

É indiscutível o quanto esse projeto anima os fãs veteranos ao mesmo tempo em que atrai a nova geração para uma sonoridade que mistura a exploração contínua de Madonna pela música eletrônica, house e dance music, com um toque muito forte de disco.
LEIA MAIS
Cedo Demais para 2017, Atual para Sempre | Pop 2 e Seu Impacto Inabalável
is it cool? | Steve Lacy e SZA se Unem em Novo Single do Álbum “Oh yeah?”
Nuances de uma Paixão | Olivia Rodrigo Lança o Álbum mais Intenso de sua Carreira
A produção de peso e o retorno de Stuart Price

Para garantir a essência eletrônica do projeto original, a ficha técnica do álbum traz de volta o produtor Stuart Price, que co-escreveu e co-produziu o aclamado disco de 2005.
Mas Madonna não se apoia apenas no passado; a produção ganha fôlego contemporâneo com colaborações de peso na cena pop atual:
- Martin Garrix
- Cirkut
- Andrew Watt
O projeto visual e um elenco de estrelas no curta-metragem

“Confessions II” também se destaca no mercado atual por ser parcialmente um álbum visual. O disco é acompanhado por um curta-metragem homônimo construído em torno das seis primeiras faixas.
Dirigido pelo renomado duo TORSO, o filme estreou em 5 de junho de 2026 e se tornou um grande evento da cultura pop por reunir um elenco eclético e interestelar, incluindo nomes como:
Artistas musicais: Arca, Sabrina Carpenter, Shygirl, Honey Dijon e Feid.
Atores e personalidades de Hollywood: Benedict Cumberbatch, Archie Madekwe, Gwendoline Christie, Richard E. Grant, Julia Garner e Kate Moss.
Figuras do esporte e círculo íntimo: Cole Palmer, João Pedro, Mazar, Odessa A’zion, e sua filha Lourdes Leon.
Crítica imparcial: entre o brilho da pista e as faixas incompletas

Analisando o projeto de forma distanciada e fria, “Confessions on a Dancefloor II” é um álbum extremamente gostoso de se ouvir.
A emoção e a energia que envolvem esse lançamento global são inegáveis.
Entretanto, sendo realista na avaliação, não o considero um forte candidato a Álbum do Ano e nem o maior lançamento da carreira da artista.
Os pontos altos do disco
A abordagem de várias músicas é genuinamente interessante. A faixa “Danceteria“, por exemplo, se consolidou como uma favorita desde que apareceu no curta-metragem visual. A música captura perfeitamente a atmosfera clubber e nostálgica que o álbum propõe.
Além disso, o disco funciona como um manifesto político e cultural essencial para os dias de hoje: ele pode ser visto como um verdadeiro “afronte” de Madonna à indústria musical atual.
Mesmo carregando o título de Rainha do Pop, ela — assim como tantas outras artistas principalmente femininas a partir dos 30 anos — frequentemente enfrenta o preconceito de um mercado que tenta ditar que certas mulheres estão “velhas” para fazer música pop.
Ver uma artista de 67 anos comandando o front da dance music com essa energia é extremamente louvável, necessário e um ponto alto da obra.
Os pontos baixos e o peso do legado de 2005
Por outro lado, o álbum peca na consistência técnica. Algumas faixas passam a nítida impressão de serem demos antigas e descartadas, onde a equipe de produção apenas jogou uma batida eletrônica por cima para tentar modernizá-las de última hora.
O maior problema do disco, na verdade, é o peso do seu próprio antecessor.
Por se tratar de uma continuação direta de um clássico absoluto, a cobrança do público foi gigantesca: a crítica e a fanbase cultivavam o forte sentimento de que o novo álbum tinha que ser tão bom ou melhor do que este.
É justamente nessa comparação inevitável que o projeto tropeça. Outro deslize técnico considerável é a ausência de transições fluidas entre as faixas.
O primeiro “Confessions” (2005) ficou eternizado na história da música justamente por funcionar como um set contínuo de DJ, onde uma música se interliga perfeitamente à outra sem interrupções. No volume II, essa falta de coesão quebra o ritmo da experiência e deixa evidente que a meta de superar — ou ao menos se igualar — ao clássico original não foi batida.
APROVEITE JÁ
JBL, Caixa de Som, Boombox 4, Bluetooth
Luz de vídeo ULANZI VL120 RGB, Luzes de vídeo de bolso LED On-Camera
Hollyland Lark M2 Microfone de Lapela sem Fio(2TX+3RX)
Veredito final: vale a pena ouvir o Confessions II?
”Confessions on a Dance Floor II” é um projeto atemporal em seu conceito e louvável em sua atitude de peitar o mercado fonográfico.
É um bom álbum de pop/dance e entrega momentos divertidos para as pistas, mas falha em alcançar uma sintonia completa com o que prometia entregar ou com a alta expectativa criada em torno de um sucessor espiritual de um clássico dos anos 2000.
Vale o play pela grandiosidade do evento cultural e entrega sim uma capa do ano, e isso é indiscutível, mas deixa um gosto de que poderia ter ido muito além.
Imagem Destacada: Divulgação/Madonna



Sem comentários! Seja o primeiro.