Mel Gibson mantém esperança de que mudanças na Warner Bros. destravem a produção
Mel Gibson voltou a falar publicamente sobre o futuro de “Máquina Mortífera 5”, revelando que o roteiro do quinto filme da franquia já está pronto e, segundo ele, é o melhor de toda a série. As declarações foram feitas durante sua participação na Fan Expo Boston e reforçadas em entrevista posterior ao site Collider, reacendendo as esperanças dos fãs sobre uma possível continuação da saga policial que marcou os anos 80 e 90.
O astro contou que o roteirista original, Shane Black, não esteve envolvido nesta nova etapa. Quem assumiu a tarefa foi Richard Wenk, trabalhando ao lado do próprio Gibson para finalizar o material que Richard Donner, diretor de todos os filmes anteriores, já vinha desenvolvendo antes de sua morte, em 2021. Segundo o ator, a dupla se apoiou em uma pergunta simples para guiar o processo criativo: “o que Donner faria?”.

Apesar do entusiasmo com o resultado, Gibson foi direto ao afirmar que o projeto está travado havia anos por questões que fogem ao controle criativo da equipe. Ele atribuiu o impasse a turbulências internas na Warner Bros., mas vislumbra uma possível saída no horizonte: a fusão entre a Paramount, comandada por David Ellison, e a própria Warner. Para o ator, esse movimento corporativo pode ser justamente o que faltava para destravar a produção, possibilidade que, segundo ele, poderia colocar o filme nas telas em cerca de um ano.
A situação ganhou um contorno ainda mais delicado após a revelação de que Danny Glover, parceiro de Gibson em todos os quatro filmes anteriores, enfrenta o Mal de Alzheimer há alguns anos. A notícia levantou dúvidas sobre a viabilidade de uma quinta aventura da dupla Riggs e Murtaugh, mas não abalou o otimismo de Gibson quanto à existência do projeto, ainda que ele reconheça as incertezas em torno das gravações.
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Sobre o conteúdo da trama, Gibson adiantou que a proposta é resgatar a essência humana que, para ele, sempre foi o verdadeiro motor da franquia. Os personagens apareceriam mais velhos e em novas fases da vida, um deles aposentado, o outro preso à rotina de escritório, em uma história mais intimista e menos dependente de grandes efeitos e tecnologia. Como referência de tom, ele citou “Apocalypto”, comparando uma perseguição a pé filmada com o dinamismo de uma clássica perseguição de carro.
O ator também aproveitou o momento para relembrar o que tornou o primeiro “Máquina Mortífera”, de 1987, um marco do gênero buddy cop. Segundo ele, o roteiro de Shane Black surpreendeu por dar profundidade emocional a protagonistas que, até então, eram retratados de forma unidimensional no cinema de ação. Foi essa vulnerabilidade humana e não apenas a violência ou a ação que, na visão de Gibson, garantiu a longevidade da franquia ao longo de mais de três décadas.
Por ora, “Máquina Mortífera 5” segue sem data de estreia confirmada, dependendo de decisões corporativas que estão fora das mãos de seu elenco e equipe criativa.
Via Joblo.
Imagem destacada do filme “Maquina Mortífera”: Divulgação/Warner Bros.


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