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Crítica

Crítica: Asterix e o Domínio dos Deuses.

 

Humor sobre o imperialismo.

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A animação francesa “Asterix e o Domínio dos Deuses”, lançada em 2014, chega aos cinemas nacionais no início de fevereiro trazendo um humor de qualidade sobre uma perspectiva da realidade capitalista.

 

O filme baseado na obra, de mesmo título, de Goscinny e Urdezo é o primeiro realizado em animação 3D e traz mais uma história de “confronto” entres os romanos e os gauleses. O imperador romano Júlio César sempre quis derrotar os irredutíveis gauleses, mas jamais teve sucesso em seus planos de conquista, mas um dia ele resolve mudar sua estratégia. Ao invés de atacá-los, passa a oferecer os prazeres da civilização romana aos gauleses. Desta forma, Júlio César ordena a construção do (Con)Domínio dos Deuses ao redor da vila gaulesa, para que possa impressioná-los e, assim, convencê-los a se unir ao império romano. Só que a dupla Asterix e Obelix não está nem um pouco disposta a cooperar com os planos de César e buscam alternativas para que a construção não ocorra.

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Se para um bom entendedor, um pingo é letra. As obras de Goscinny e Urdezo servem de reflexão para a polêmica relação da França com a influência de qualquer outro país, principalmente os Estados Unidos. Se analisarem bem, o império romano seria os Estados Unidos que a todo momento tenta impor ao mundo seu estilo de vida e cultura através do capitalismo, enquanto os gauleses, que seriam os francês, se negam a aceitar tal atitude e tentam se manter fieis a própria cultura e história.

Podemos dizer que filmes de animação não são infantis, mesmo que o grande público sejam crianças com seus parentes, e nesse longa a apresentação sobre a rixa subentendida é realizada com maestria, cautela e muito bom humor. O roteiro de Alexandre Astier, que também assina a direção ao lado de Louis Clichy, é um deleite bem fiel à obra publicada pela primeira vez em 1971.

Outras discussões podem ser geradas, no bom sentido, com o decorrer da história. O tratamento aos escravos que mesmo depois de libertos se mantém presos aquela estrutura para poder se manter, a necessidade de se criar um ambiente levemente hostil através da competição de vendas no mercado gaulês com a influência do poder de compra romana ou então burocrática política para se ter algo que é, por direito concedido, seu, são alguns exemplos. Talvez sejam, até, as mais claras das situações expostas no filme.

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Com traços, nas três dimensões, fui bem feitos e próximos as dos quadrinhos franceses, a animação apresenta também a fidelização de seus históricos personagens e vem com uma linguagem trivial e questionadora. O longa, com cerca de 90 minutos é uma épica e humorada visão de nossa realidade que merece reconhecimento por um trabalho bem realizado.

Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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