Crítica – Pais e filhas

Quando o passado teima em ficar, deixe o amor falar mais alto 

O drama “Pais e filhas” traz Russell Crowe no papel do escritor Jake Davis, que após um acidente no qual perdeu a esposa, passa a ter surtos psicóticos e a sofrer convulsões e ainda luta para criar a filha Katie. Vinte anos depois, Katie (Amanda Seyfried), ajuda crianças com problemas psicológicos, mas também sofre na tentativa de superar o próprio passado.

Um filme que tem um escritor como protagonista costuma ser muito bom quando parece que estamos folheando as páginas de um livro, e é justamente o que “Pais e filhas” nos proporciona. A maneira de contar a história, alternando o tempo todo entre a infância e a vida adulta de Katie, o que faz com que o público fique cada vez mais envolvido, aguardando cada detalhe a ser revelado.

Amanda Seyfried tem a responsabilidade de dar continuidade à trama, carregando o peso do passado da personagem, o que ela faz com muita competência. Conforme o filme avança, é possível entender como a Katie de ontem se tornou a Katie de hoje. E, por falar em competência, a atriz Kylie Rogers, que interpreta Katie na infância, atua em pé de igualdade com Russell Crowe, que está brilhante em seu papel. Os dois criam uma linda e apaixonante relação de pai e filha.

O elenco todo é de atores brilhantes, com nomes como Octavia Spencer, Diane Kruger e Aaron Paul, além da outra atriz mirim do elenco, Quvenzhané Wallis, que com apenas cinco anos brilhou em “Indomável sonhadora” e continua a mostrar seu talento nas telonas.

“Pais e filhas” é emocionante e vale a pena assistir.