Prêmio e repercussão internacional
 
O Festival de Cannes pode ter acabado, mas o Brasil deixou marcas significativas em uma das maiores premiações internacionais da sétima arte. Depois de 8 anos fora da disputa pela Palma de Ouro, um filme brasileiro voltou a competição, mas além dele outras produções nacionais deram o que falar durante o festival.
O longa “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, não foi só selecionado como marcou de diversas maneiras o festival. Além da quebra do “jejum brasileiro” de 8 anos longe da premiação francesa, Sonia Braga volta ao tapete vermelho depois de 31 anos. Falando em tapete vermelho, a equipe presente fez um protesto contra o atual governo brasileiro que repercutiu fortemente em toda a mídia internacional, menos na brasileira.
Mas quem brilhou mesmo foi o documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, que já falamos sobre ele em nossa coluna. O longa documentário exibido na Cannes Classic, homenageando um dos mais famosos momentos do cinema nacional, levou o prêmio L’Œil d’or (Olho de Ouro) destinado ao melhor Doc. internacional.
 
Falando dos curtas, o curta-metragem “A Moça Que Dançou Com o Diabo”, dirigido pelo paulista Luiz Paulo Miranda Maria, recebeu uma menção honrosa especial do júri. Além dele, outros dois curtas brasileiros entraram na mostra e as produções merecem reconhecimento pela qualidade do trabalho.
festival-de-cannes-cosmo-cine
Com direção de Julio Secchin, “Um Dia Sem Gravidade” aborda uma situação imaginária de uma menina e seu cachorro vivendo um dia sem gravidade. O filme conta com os atores Julia Martins e Pedro Noronha, com a participação especial do jornalista Ricardo Boechat. “Considerações Sobre Fumaça e Musgo”, também é finalista do Prêmio ABC 2016, tem direção e roteiro de Artur Miranda e fala dos dilemas da geração Millenial (ou geração Y). No elenco, Tonico Pereira, Clara Serejo e Mariah Rocha. Ambos, produzidos pela produtora carioca Cosmo Cine, participaram do 69º Festival de Cannes na mostra Short Film Corner e você pode conferir os trailers de ambos agora.
 

O evento, que aconteceu do dia 11 a 22 de maio, premiou com a Palma de Ouro o filme “I, Daniel Blake”, do diretor Ken Loach, que já aguardamos ansiosamente por sua estreia. Abaixo deixamos a lista completa dos vencedores da 69º edição.
 
Palma de Ouro:
“I, Daniel Blake” de Ken Loach.
 
Grande Prêmio:
“Juste la Fin du Monde” de Xavier Dolan.
 
Melhor Diretor:
Olivier Assayas por “Personal Shopper”
 
Melhor Roteiro:
Asghar Farhadi por “Forushande”
 
Prêmio do Júri:
Andrea Arnold por “American Honey”.
 
Melhor Ator:
Shahab Hosseini por “Forushande”.
 
Melhor Atriz:
Jaclyn Jose por “Ma’Rosa”.
 
Melhor Curta Metragem:
“Timecode” de Juanjo Gimenez.
 
Câmera de Ouro:
Hounda Benyamina por “Divines”.
 
Olho de Ouro:
“Cinema Novo” de Eryk Rocha.

Show Full Content

About Author View Posts

Avatar
Paulo Olivera

Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

Previous Crítica – Uma Noite Em Sampa
Next Coletivo criativo Heavybunker lança o longa “Mundo Deserto de Almas Negras”

Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close
Close