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“Boi Neon” estreia quebrando paradigmas.

Nessa quinta, 14 de Janeiro, estreia o novo filme brasileiro que tem tudo para quebrar tabus e levantas questões de gênero. Estamos falando de “Boi Neon” do roteirista e diretor pernambucano Gabriel Mascaro, que nos trás uma mistura entre o cinema arte e a exposição de uma realidade crua e bem brasileira.

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Na trama, Iremar, interpretado por Juliano Cazarré, é um peão que trabalha na Vaquejada (“esporte” em que dois vaqueiros têm de emparelhar o boi até uma faixa de cal riscada no chão e derrubar o animal) preparando os bois para entrar na arena. Porém, o grande sonho do personagem é ser estilista e trabalhar Polo de Confecções do Agreste, que de fato existe e produz moda praia mesmo a quilômetros do litoral nordestino.

Inserido em uma realidade machista, o filme não trás um questionamento sobre a sexualidade do protagonista que é hétero, mas a percepção sobre a realidade de gêneros não agregados à atividades que seriam designados “normalmente”, pela sociedade, para homens e mulheres. Ao lado dele, viajando pelo nordeste, temos Galega (Maeve Jinkings) que dirige o caminhão e sabe mecânica e a pequena Geise (Samya de Lavor) que não conhece seu pai. Por onde passa Iremar recolhe revistas, panos e restos de manequins para poder desenvolver seu sonho.

Foto: Divulgação/ "Apesar dessa minha pinta de garotão, queria que o personagem fosse genuíno. Então, fui pensando nisso, virilidade versus vulnerabilidade. Tinha que costurar, ficava com agulha e linha nas mãos. Descosturava, para pegar o jeito. Ao mesmo tempo, acordava cedo e ia tocar os bois no curral, tirava leite de vaca. Faço um homem com tarefas femininas." - Entrevista ao colunista Bruno Astuto.
Foto: Divulgação/ “Apesar dessa minha pinta de garotão, queria que o personagem fosse genuíno. Então, fui pensando nisso, virilidade versus vulnerabilidade. Tinha que costurar, ficava com agulha e linha nas mãos. Descosturava, para pegar o jeito. Ao mesmo tempo, acordava cedo e ia tocar os bois no curral, tirava leite de vaca. Faço um homem com tarefas femininas.” – Entrevista ao colunista Bruno Astuto.

Produzido em parceria com a Holanda e o Uruguai, vencedor dos prêmios de Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Roteiro e Melhor Atriz Coadjuvante no Festival do Rio 2015, além de vários prêmios internacionais, “Boi Neon” também trás tórridas e viscerais cenas de nudez e sexo, que o próprio Cazarré admitiu ter se sentido desconfortável, já que em uma das cenas o longa apresenta uma cena de ereção, filmada em nu frontal, que vem repercutindo na internet como uma das cenas mais fortes do filme. Confira o trailer abaixo e boa sessão.


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Paulo Olivera

Paulo Olivera é mineiro, Gypsy Lifestyle e nômade intelectual. Apaixonado pelas artes, Bombril na vida profissional e viciado em prazeres carnais e intelectuais inadequados para menores e/ou sem ensino médio completo.

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