A banda de rock nacional Engenheiros do Havaí tem uma música onde faz uma análise sobre ser pop. O mundo adora tornar as pessoas populares, mas de repente, não mais que de repente, gente que subitamente era popular e tinha o amor ou a empatia de milhões passam a ganhar cada vez mais “haters” (não há uma maneira certa de traduzir haters, eu diria odiadores, mas não sei se essa palavra existe no dicionário português).

Não há uma explicação cabível para isso. A pessoa tinha centenas de outras que enalteciam suas capacidades histriônicas, mas em um abrir e fechar dos olhos todos começam a dizer que tal ator ou atriz é limitado, ruim ou incapaz. Um exemplo muito forte dessa onda é Ryan Gosling. Ryan tem vários anos de carreira, fez filmes que foram elogiadíssimos pela crítica e pelo público em geral, mas apenas agora explodiu com um blockbuster enorme que está indicado e é favorito em várias categorias do Oscar (La La Land), além de ter ganhado vários outros prêmios importantes.

Mas, uma parte das pessoas tem constantemente criticado e colocado ele como um ator superestimado. Um argumento que hora ou outra é usado pra ele (e para vários outros atores inclusive os que estão aqui) é que ele é limitado e sempre faz o mesmo personagem. Eu, particularmente, que o acompanho desde o começo dos anos 2000 acho balela. Respeito quem acha ele ruim, mas  na minha humilde opinião, penso que a pessoa não viu vários filmes de Gosling como “Drive” e “Lars and the Real Girl”. É apenas impressionante o que ele faz nesses filmes e ele nunca poderia ser catalogado como limitado.

Uma atriz que foi um respiro para Hollywood, mas logo se tornou muito odiada é Jennifer Lawrence. A atriz ganhou destaque depois de fazer o excelente “Inverno da Alma” e viu seu nome estourar graças aos blockbusters “Jogos Vorazes” (e seus seguidores) e os filmes de “X-Men” mais atuais. Fora das telas, Jennifer também era vista como um alívio. Sem discursos ensaiados, carismática e dizendo tudo que vinha na cabeça,  o público acabou simpatizando com ela, principalmente quando ela fez piada ao cair antes de receber seu Oscar pelo insosso “O Lado Bom da Vida.

Mas de uns meses pra cá, todo o jeito dela tem sido constantemente criticado e ela tem recebido cada vez mais uma atenção ruim pelo público. Tudo que ela faz, todas suas atuações ou entrevistas tem sido duramente reprovadas e suas palavras colocadas em conotação ruim. Suas atuações não são más, apenas nos últimos anos ela têm feito escolhas duvidosas.

Anne Hathaway é um nome surpresa. Com uma personalidade leve e engraçada, Anne é educada e sutil, como atriz é entregada e costuma ter boas atuações e fazer boas escolhas. Sua carreira estourou quando fez a princesa de “O Diário de Princesa” e, desde aí, vem equilibrando papéis mais fofos com os mais dramáticos em filmes tanto com resultados positivos quanto negativos.

Hathaway não é limitada e já provou isso! Fez personagens maravilhosos como a Fantine de “Les Misérables“, por mais que o filme não fosse incrível, e esteve muito bem também como a esposa de de Jake Gyllenhaal em “Brockeback Mountain“. Também soube fazer filmes mais leves e engraçados como The Devil Wears Prada” (O Diabo Veste Prada) e Bride Wars” (Noivas em Guerra), que não são filmes que merecem prêmios, mas são bacanas de ver.

Outro nome que vem sendo constantemente odiado é o de Emma Watson. Ela é, provavelmente, a mais famosa do trio protagonista dos filmes de “Harry Potter”. Ainda fazendo os filmes Potter, Emma foi convidada para fazer o sensível Ballet Shoes” (Dançando Para a Vida). Como Sofia Coppola disse uma vez, sua atenção foi chamada para atriz ainda quando ela fazia Hermione Granger e tinha uma cena que ela se mostrava aflita em um dos filmes e a diretora sentiu muita verdade no que a atriz estava fazendo.

A atuação dela no filme de Coppola, Bling Ring”, como patricinha americana que se divertia roubando casas de ricos e famosos em Los Angeles foi realmente interessante. Apesar de ser bastante elogiada por seu trabalho muita gente disse que ela é robótica e não passa emoções (mesmo que tenha feito uma ladra tão naturalmente americana e fútil com perfeição). Uma onda de Haters cresceu sem precedentes agora que ela foi eleita a Bela da versão live action da Disney de A Bela e a Fera”, que estreia em março desse ano. Simplesmente nada do que ela fez no trailer foi aprovado e até suas entrevistas tem sido bem criticadas.

Ultimamente vários atores tem sido muito aprovados pelo público, mas até quando? Por que como diz o Engenheiros: “qualquer coisa que se mova é um alvo e ninguém esta a salvo, afinal, o pop não perdoa ninguém!”


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Marya Cecília Ribeiro

Marya Cecília é goiana de nascimento, mora em São Paulo há seis anos e ainda assim não consegue lidar com o clima 4 estações em um dia que rola nessa cidade.
Tem umas manias esquisitas, tipo ver um filme que gosta várias vezes, mas esta tentando lidar com isso (ou não). Falando nisso, ela não faz questão nenhuma de ser normal, então podemos apenas seguir em frente!

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