Você sabia que existe uma Confederação de profissionais liberais reconhecida desde 1953 representando diversas categorias dos profissionais autônomos que hoje crescem dia após dia?

De fato, segundo o IBGE o número de pessoas sem vínculo empregatício por pura opção aumenta cada vez mais, mesmo os que trabalham para diversas empresas não possuem ligação maior que a prestação de serviços a curto prazo. Se antigamente o chamado “Freelancer” era visto com maus olhos, hoje se supõe que são jovens enérgicos transbordando ambição. Não sentir-se sobrecarregado de trabalho, desumanizado pela necessidade da sua função ou apenas a fuga do senso comum talvez seja um indício para tal escolha. E a qualidade não fica por baixo, nesta classe autônoma que busca na autogestão mais vivência que somente a sobrevivência, podemos encontrar desde professores bem formados até os que se arriscam na gastronomia, assim como artesãos, artistas e vendedores de rua além de diversos empreendedores na área da tecnologia.

Antes que pareça irresponsabilidade afirmar o que aparentemente é uma possibilidade, devemos lembrar que o mercado de trabalho é variável, muda todo o tempo, além de nos atermos ao fato da descrença do sujeito no momento presente, não só em relação aos cargos públicos, mas também para com os setores privados. É bem verdade que a maior parte dos aposentados no Brasil continuam trabalhando e o motivo principal é a complementação da sua renda, porém, essa talvez seja uma das principais causas pelas quais os jovens ávidos por se sentirem úteis desvalorizem os ambientes formais de trabalho. Hoje são poucos os que possuem real interesse em fazer carreira dentro de um ambiente padrão de emprego e menos ainda, acreditam em alguma autoridade que possa guiá-los no caminho profissional.

Outra razão que deve ser ressaltada é a tendência da não valorização do ensino superior. Muitos enxergam a felicidade através de ofícios onde realmente se sentem preparados e que permitem a todas as pessoas desfrutar melhor do seu tempo do que simplesmente trabalhar como um advogado inexperiente, por exemplo.

Entretanto, tais novidades ainda são difíceis de serem realizadas por completo e as empresas desesperadas começam a aplicar métodos humanizados empresariais na tentativa de manter a sua produtividade. Não obstante a isso, a liberdade de sonhar em fazer o que se gosta segue adiante e o sistema mercadológico não poderá impedir as inovações no mundo do trabalho. Tanto é verdade que cada vez mais estudos mostram novas carreiras aparecendo neste século, carreiras estas que dependerão tão e somente dos próprios profissionais, seja em qual área for, além de catalogarem inúmeras profissões que outrora não existiam e hoje já estão reconhecidas seriamente, como a de Cerimonialista ou Mototaxista, por exemplo.

Abaixo, seguem alguns livros que não somente ajudam os profissionais autônomos, como os estimulam a crescer dentro da área que escolheram.

“Administração para profissionais liberais” de Fábio Zugman: Com um linguajar simples sem muito tecnicismo, o autor elucida a tarefa administrativa para que o leitor possa orientar a si mesmo. É um livro pioneiro no Brasil voltado para a carreira da auto-gestão.

“Como vender seu produto ou serviço como algo concreto” de Dominic de Souza apresenta metodologias de venda mostrando ao leitor que ele deve acreditar no seu produto, seja qual for, para posteriormente obter sucesso.

“Espaços autônomos de arte contemporânea” de Kamilla Nunes potencializa o papel de diversos artistas, no meio literário, musical, performático, cinematográfico ou das artes plásticas no Brasil da atualidade, que por intermédio da atividade autogestora conseguem se expressar e viver do que realmente sabem e podem fazer.

“Reinvente a sua Forma de Ganhar a Vida, Faça o que Você Gosta e Crie um Novo Futuro” de Chris Guillebeau documenta a história de 50 empreendedores bem-sucedidos que ousaram abandonar a previsibilidade em busca da satisfação profissional.

Boa sorte!


Por Susana Savedra