O Oscar é considerado o maior prêmio da indústria cinematográfica. Os vencedores são escolhidos anualmente pelos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, fundada em 1927 na cidade de Los Angeles. Contudo, as escolhas da Academia são, por muitas vezes, questionáveis. Em seguida, listamos dez vezes que não concordamos com essas escolhas:

Crash – No Limite

Cena de Crash - No Limite
Imagem: Divulgação/Bob Yari Productions

O filme “Crash – No Limite” venceu o Oscar de melhor filme em 2006. No longa, os defeitos da sociedade são escancarados em seis histórias. Um bom filme, certamente. Mas o grande favorito daquela noite era o “Segredo de Brockback Mountain” de Ang Lee, que conta uma bela história de amor entre dois cowboys. Além disso, estavam no páreo “Munique” e “Capote“. Inacreditável.

Shakespeare Apaixonado

Cena de Shakespeare Apaixonado
Imagem: Divulgação/Universal

A comédia romântica “Shakespeare Apaixonado” ganhou inacreditáveis sete prêmios em 1999. Entre eles o de melhor atriz para Gwyneth Paltrow e o de melhor filme. A história água com açúcar deixou para trás “O Resgate do Soldado Ryan“, “Além da Linha Vermelha” e “Elizabeth“. Não tem como defender.

O Paciente Inglês

O Paciente Inglês
Imagem: Divulgação/Miramax

O filme é mais um dos exageros da Academia. Ganhou nove prêmios em 1997, incluindo melhor filme. Entretanto, concorria com “Shine“, “Segredos e Mentiras” e o excelente “Fargo“, no melhor momento dos Irmãos Cohen.

Roberto Begnini

Roberto Benigni em A Vida é Bela
Imagem: Divulgação/Paris Filmes

Parece que a premiação de 1999 estava empenhada em ser injusta. Roberto Benigni ganhou a estatueta de melhor ator como o protagonista de “A Vida É Bela“. Entretanto, Edward Norton entregou uma atuação muito mais impressionante como o neonazista Derek Vinyard em “A Outra História Americana“.

Oliver!

Oliver!
Imagem: Divulgação/Columbia

2001: Uma Odisseia no Espaço” de Stanley Kubrick concorria em várias categorias, entre elas, melhor diretor e melhor filme. O filme é considerado uma das obras primas do cinema. Mas em 1969 perdeu os dois prêmios para o musical “Oliver!” baseado livremente no romance “Oliver Twist” de Charles Dickens. Aliás, Kubrick nunca ganhou uma estatueta como melhor diretor.

Kramer vs. Kramer

Kramer vs Kramer
Imagem: Divulgação/Columbia

A história de uma família em meio ao divórcio é “Kramer vs. Kramer“. Algo já contado muitas vezes, não é? Pois esta história tirou o Oscar de melhor diretor e de melhor filme de Francis Ford Coppola por “Apocalypse Now“, que retrata a guerra do Vietnã de forma comovente e inovadora. Assim, um dos filmes mais icônicos da história do cinema não foi reconhecido pela Academia.

Alfred Hitchcock

Cena de Psicose de Alfred Hitchcock
Imagem: Divulgação/Paramount

Mestre do suspense, Hitchcock foi o responsável por grande filmes do gênero como “Psicose“, “Os pássaros“, “Janela Indiscreta“, entre outros. Mas para a academia esses filmes não foram bons o suficiente para premiar o diretor, produtor e roteirista. Como compensação, ganhou da Academia o Prêmio Memorial Irving G. Thalberg em 1968 pelo conjunto da obra.

Conduzindo Miss Daisy

Cena de Conduzindo Miss Daisy
Imagem: Divulgação/Warner Bros.

O filme “Conduzindo Miss Daisy” conta a amizade entre uma senhora e seu motorista. O filme conta com boas atuações de Jessica Tandy e Morgan Freeman, mas a história é simples. Contudo, foi essa história que tirou, em 1990, a estatueta de concorrentes muito melhores como “Meu Pé Esquerdo“, “Nascido em 4 de Julho” e “Sociedade dos Poetas Mortos“.

O Discurso do Rei

Colin Firth em O Discurso do Rei
Imagem: Divulgação/Momentum Pictures

A história das dificuldades do rei Jorge VI para discursar em público conquistou a academia na premiação de 2011, levando várias estatuetas para casa, entre elas a de melhor filme, deixando para trás “Cisne Negro” e “A Origem“. Talvez seja um dos filmes mais esquecíveis que já ganhou, ao lado de “Crash – No Limite“.

Tommy Lee Jones

Tommy Lee Jones
Imagem: Divulgação/Warner Bros.

O ator estava ótimo no papel do delegado Samuel Gerard em “O Fugitivo“, levando o Oscar de melhor ator coadjuvante pelo papel em 1994. No entanto, pelo menos três concorrentes tiveram desempenho superior ao de Jones: Pete Postlethwaite por “Em Nome do Pai“, Ralph Fiennes por “A Lista de Schindler” e ainda Leonardo Di Caprio em “Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador“. Esperamos que a academia seja mais justa em 2020.


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Amanda Moura

Bibliotecária, doutoranda em História das Ciências, e das Técnicas e Epistemologia. Apaixonada por cinema, séries e cultura em geral. Sem Os Goonies talvez não estivesse por aqui.

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1 thought on “Oscar 2020: dez vezes que não concordamos com a Academia

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