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Música

Pearl Jam no Maracanã: um espetáculo de simpatia e grandes sucessos

Foto por: Marcos Serra Lima

Banda de Eddie Vedder começou sua turnê pelo Brasil pouco antes de tocar no Lollapalooza, em São Paulo

A noite de ontem (21), sem sombra de dúvidas, ficou marcada para os 50 mil fãs da banda Pearl Jam, que estiveram no Maracanã. Com um setlist recheado de sucessos, convidados especialíssimos e um discurso em favor da igualdade entre homens e mulheres – um dos pontos altos do show, Eddie Vedder soube levantar o público da melhor maneira possível.

Pontualmente, às 19:30, o Royal Blood abriu a maratona com canções do mais recente trabalho How Did We Get So Dark?. Apesar da plateia ainda não estar completa, graças ao horário de rush e a chuva que caía no Rio, além de problemas técnicos no microfone de Mike Kerr, vocalista, o grupo conquistou a simpatia das pessoas com seu rock sujo e cinquenta e cinco minutos de apresentação. Vale lembrar que os britânicos já estiveram no Brasil em 2015, para a sexta edição do Rock in Rio.

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Por outro lado, alguns problemas na organização do evento ficaram aparentes, causando certo desconforto entre os pagantes. Os altos preços de bebidas (com valores entre R$6 e R$12) e comida (que consistia em um cone de batatas-fritas, cachorro-quente frio ou um pequeno balde de pipocas, de R$12 a R$18), assim como a qualidade, não agradou nem um pouco. Teve quem reclamasse também da qualidade da cerveja, que alguns relataram estar quente. A sujeira dos banheiros químicos, do lado de fora, também era evidente pelo mau-cheiro, assim como o defeito em algumas portas das cabines. Todavia, esses problemas e o atraso da banda principal não foram motivos para desanimar o público presente.

Após 28 minutos de atraso, o Pearl Jam subiu ao palco com “Release”, hit do disco de estreia “Ten”, de 1991. Na sequência, hits como “Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town”, “Versus” e “Animal” foram cantadas em coro pelos fãs. Vedder, em tradição aos outros shows, bebeu vinho direto da garrafa e agradeceu a presença de todos, se esforçando ao máximo para dialogar em português:

Estamos felizes por voltarmos ao Maracanã. Sentimos saudades. Adoramos o Brasil e também adoramos tocar para vocês

Foto: Divulgação/ Marcos Serra Lima

Algum tempo após dedicar “Wishlist” à banda Red Hot Chilli Peppers, Chad Smith, baterista do grupo da Califórnia, subiu ao palco para tocar “Can’t Deny Me” – uma crítica ao governo de Donald Trump. “Go”, “Even Flow”, “Given to Fly” e “Daughter” também estiveram presentes no repertório. Já “Porch” fechou a primeira parte do concerto, que teve uma pausa de aproximadamente dez minutos.

“Sleeping By Myself”, do álbum Lightning Bolt (2013) abriu o bis, numa versão semiacústica e com “Inside Job”, “Daughter” – que arrancou um “ÔÔÔ” do público, em alusão ao coro feito por Vedder em 2005, na Apoteose, “Do The Evolution” e “Black” . Outro momento marcante foi o discurso de Eddie dedicado às mulheres e à luta pela igualdade, seguido de mais um gole de vinho e assim,  “Leavin’ Here”.

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Foto: Divulgação / Marcos Serra Lima

Já chegando ao fim, “Alive” fez a cabeça dos presentes e na penúltima canção, Josh Klinghoff – guitarrista do Red Hot Chilli Peppers – tocou “Rockin’ in The Free World”, de Neil Young numa dobradinha espetacular. Após duas horas e meia de espetáculo, o grupo de Seattle encerrou a noite com “Yellow Ledbetter”. Mesmo com todos os contratempos, incluindo algumas vezes em que Eddie Vedder desafinou, esqueceu letras e errou a introdução de “Leavin’ Here”, houve uma compensação com a escolha do repertório, assim como a proximidade do grupo para com o público. Em sua décima quarta apresentação no Brasil, sendo a quarta no Rio de Janeiro, se consagraram com os fãs daqui e deixaram um gostinho de “quero mais”.

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Giulia Cordeiro é carioca, jornalista e professora por formação, artista por amor. Amante da música e dos gatinhos, não sai de casa sem um caderno e caneta, e adora boas histórias (geralmente bem longas).

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