Os nossos políticos são chamados de mercenários. Isso é uma injustiça – com os mercenários, é claro. Eles são ladrões mesmo, com raríssimas exceções. E põe raridade nisso. Os mercenários eram soldados contratados em outros povos para lutar na defesa dos interesses alheios.

Na China, a existência de mercenários esteve ligada ao processo de formação do estado unitário, durante os séculos IV e III a.C.; tropas mercenárias foram oriundas das disputas entre os grandes feudos, formando o núcleo e a mentalidade dos exércitos que se formaram em seguida, na dinastia Han. No Egito Antigo eram contratados mercenários líbios para a guarda das fronteiras. A Grécia os possuía, nas tropas das cidades e mesmo soldados gregos eram contratados pelos persas.

Eu poderia seguir por muitas linhas ou páginas falando da participação de  mercenários na vida de muitas nações, mas eu quero abordar as nossas necessidades atuais: a falta de políticos honestos e competentes para legislar ou governar o pais. Não se vislumbra no horizonte verde amarelo alguém que não esteja contaminado pelo vírus da corrupção. Onde encontrar um cidadão com carisma e competência para ocupar o trono do Planalto Central? É ai que entram os mercenários, políticos honestos e competentes que estão por ai no mercado internacional.

Por mais absurda que possa parecer, esta não é uma ideia nova. O hebreu José comandou o Egito, a nação mais poderosa de sua época, desde a previsão da grande fome que assolou o mundo de então até à sua morte. Sem falar dos técnicos que defendem as cores de países que não o seu nos mais variados esportes. Noticias dão conta que pedidos de impeachment do presidente Temer tem sido protocolados. O pais, no entanto, precisa rigorosamente de um presidente para chamar de seu. É preciso ter calma para acharmos alguém que, legitimamente, possa nos representar. A propósito, Barack Obama, por quem não escondo minha admiração, estará disponível daqui a pouco menos de 30 dias. Creio não haver ninguém com mais carisma, competência e honestidade(até que se prove ao contrario) para gerir o nosso pais e tirá-lo da crise.

Se não for assim, não resta outra solução para o Brasil que não um novo dilúvio. Porém, como encontrar um político capaz de alcançar graça diante do Todo Poderoso e com uma família exemplar, que lhe seja sujeita, para repovoar Terra Brasilis, quando as águas baixarem e a arca finalmente pousar no plano piloto?

Entretanto, contar com mercenários sempre foi um risco para qualquer reino, pois, entre outras coisas, nunca houve garantia de lealdade, além do constante risco de tal força se voltar contra o poder reinante. Diante disso, precisamos refletir profundamente sobre a gravidade de nossa situação. Nossos valores estão declínio, o respeito pela nossa nação está comprometido, nossa capacidade de continuar como sociedade está em cheque.  Não vamos nos iludir e sair por ai, a lá Diógenes, com uma lanterna na mão, a procurar um politico honesto e competente para nos governar. Só nos resta ficar de olho. Quem sabe, na próxima eleição, a gente não consiga voltar em um?

Por Ivo Crifar


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