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Recap: Game of Thrones (Episodio 62 – “Nascida da Tormenta”)

“Pedra do Dragão” terminou com a chegada triunfante de Daenerys e sua comitiva no local que dá nome ao episódio – anteriormente, governado por Stannis Baratheon. No segundo capítulo, a sede dos Targaryen assumiu o humor de seu antigo dono: enquanto uma tempestade explode do lado de fora, a Mãe dos Dragões se reúne com seus principais conselheiros: Tyrion, Verme Cinzento (Jacob Anderson) e Varys (Conleth Hill). A discussão vai dos métodos de conquista de Dany para a fidelidade do último, que já serviu muitos reis e não teve medo de trair sua confiança.

O eunuco não vacila, e se coloca ao lado do povo, e não de governantes. A cena é o momento mais honesto de Varys desde o início da série, e revela muito não só sobre ele, mas sobre a própria Daenerys – como veremos mais adiante no episódio.

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Como anunciado na sinopse, a chegada de um convidado inesperado interrompe a discussão: Melissandre. Ainda firme em seu propósito de servir ao Senhor da Luz, ela deseja encontrar “O Príncipe que foi Prometido” – ou princesa, como Missandei pontua. A sacerdotisa vermelha não acredita que Daenerys seja essa figura, mas crê que a Mãe dos Dragões tem um papel a cumprir. Ela ,então, a encoraja a pedir auxílio a Jon Snow. Foi impossível não sorrir quando Tyrion relembra seu encontro com Jon e apoia a sugestão.

Na Citadela, Sam e o arquimestre Ebrose (Jim Broadbent) examinam Jorah. Como constatamos em “Pedra do Dragão”, o escamagris do cavaleiro avançou terrivelmente, e lhe resta pouco tempo de sanidade. O aprendiz insiste que existe a possibilidade de cura, mas não convence o professor. Contrariando novamente as ordens de superiores, Sam inicia um possível – e doloroso – tratamento para Jorah.

De volta a Pedra do Dragão, Daenerys se reúne com Yara Greyjoy (Gemma Whelan), Ellaria Sand (Indira Farma) e Olenna Tyrell (Diana Rigg). O trio quer invadir King’s Landing o mais rápido possível. Aconselhada por sua Mão, Daenerys não cede. Tyrion, então, propõe que os exércitos das três mulheres cerquem King’s Landing – sem atacá-la – enquanto os Imaculados de Daenerys invadem um dos locais mais estratégicos de Westeros: Castely Rock, sede dos Lannisters.

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Em King’s Landing, Cersei usa um discurso nacionalista para colocar os lordes vassalos dos Tyrell contra sua opositora. O discurso não funciona muito, apesar dos apelos e promessas de Jaime ao seu aliado mais importante, Randyll Tarly (pai de Sam). Mas Cersei tem outras cartas na manga. Mais adiante no capítulo, seu Mão Qyburn (Anton Lesser) apresenta a rainha uma arma capaz de ferir os dragões – e talvez até matá-los. Num momento extremamente simbólico, os dois testam a máquina no crânio de Baelor, lendário dragão de Aegon Targaryen, o Conquistador.

Em Winterfell, Jon recebe duas cartas: a primeira de Tyrion, convocando-o para ter com Daenerys, e a segunda de Sam, avisando sobre o Vidro de Dragão. Contrariando o desejo de seus vassalos e de Sansa, Jon decide ir até Pedra do Dragão com Sor Davos. No seu lugar, deixa a irmã como governante do Norte.

Antes de partir, Jon ainda tem tempo de fazer o que todos já queriam há muito tempo: botar Mindinho no seu lugar. Baelish aproveita um momento em que o bastardo está sozinho para tentar ganhar sua simpatia, mas Jon responde mandando-o ficar longe de Sansa (e quase arrancando sua cabeça fora, como Ned fez na primeira temporada).

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O episódio termina com os navios de Yara – a caminho de Dorne – sendo atacados por Euron. O embate é violento, e apesar de seus esforços, a capitã e Ellaria são capturadas, e as Serpentes de areia, assassinadas. Theon, diante da situação, dá para trás e foge, nadando para longe dos navios.

“Nascida da Tormenta” foi marcado por diversas referências e memórias – a carta de Tyrion para Jon, mencionando a primeira conversa dos dois, a menção de personagens já falecidos como Ned, Robb, o lorde comandante Jeor Mormont, o reencontro de Arya com Nymeria, entre outros momentos. Embora a série já tenha cometido alguns deslizes, é inquestionável que o passado importa em Westeros – como bem lembrou Ebrose em “Pedra do Dragão”.

Sendo assim, esta foi a hora de olhar para trás e avaliar as consequências dos próprios atos e colher o que foi plantado durante sete temporadas. Para alguns, o saldo foi positivo – Jorah, por exemplo, recebeu atenção de Sam por ser filho do falecido Comandante Mormont. Para outros, nem tanto – Jaime que o diga, depois da conversa com lorde Tarly.

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Esse retorno ao passado é fundamental para planejar o futuro, e isso fica expresso principalmente em Daenerys, Theon (Alfie Allen) e Arya.

A Mãe dos Dragões corre o risco de se deixar levar pela própria impulsividade e terminar como seu pai, o Rei Louco. Seu receio revela um avanço em sua jornada. Dany já cometeu erros antes, devido a sua sede por sangue e justiça, os resultados não foram bons.

Theon, por outro lado, regride tudo que já alcançou quando abandona Yara. É obvio que a cena do combate tinha elementos o suficiente para provocar uma crise de pânico em alguém tão traumatizado quanto ele. Entretanto, sua reação é um lembrete do quão egoísta o personagem foi e ainda é.

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Deixada por último de propósito, Arya é a figura mais importante de “Nascida da Tormenta”. A vida não foi fácil para ninguém em “Game of Thrones”, mas nenhum outro personagem ficou tão sozinho ou desamparado quanto a menina. Ao decidir não ser mais “ninguém”, ela faz um avanço bem importante em sua jornada, assumindo sua própria identidade. Mas que identidade seria essa?

Depois do encontro com os soldados, a garota vai parar na estalagem onde o velho companheiro Torta Quente trabalha. Sem se deixar levar pela possível comoção do encontro, a garota descobre pelo amigo que Jon é Rei do Norte, e na mesma hora muda sua rota. Durante o caminho, é cercada por uma matilha de lobos, comandada por ninguém menos que Nymeria, sua loba de estimação.

O reencontro permite que Arya olhe para si mesma. Assim como ela, Nymeria passou os últimos anos em fuga, e precisou encontrar seu lugar no mundo sozinha. Embora em menor nível que nos livros, os lobos das crianças Stark são metáforas de seus donos.

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Arya pede a loba que volte para Winterfell com ela, mas logo se dá conta de que não vai ser possível. A frase dita pela garota – “esta não é você” -, se refere diretamente a uma que a menina disse ao pai na primeira temporada. Quando Ned lhe diz que um dia será uma dama, a caçula responde “esta não sou eu”.

Arya pode estar a caminho de casa, mas não é mais a garotinha que deixou Winterfell tantos anos antes.

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Sua formação é em cinema, e os interesses incluem televisão e quadrinhos. Nas horas vagas, faz tirinhas.

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