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Literatura

Resenha: Criatividade – Liberando sua força interior, de Osho

Com certeza você já ouviu falar em bloqueio criativo. Pois é! Esse é um dos maiores temores daqueles que trabalham nas artes ou que precisam usar a criatividade em suas atividades diariamente.

No livro “Criatividade – Liberando sua força interior”, o autor indiano e líder espiritual, Bhagwan Shree Rajneesh, mais conhecido com OSHO, ressalta em seu prefácio que, historicamente, a pessoa criativa tem sido tudo, exceto forçada a rebelar-se contra a sociedade. Mas de uns tempos para cá as coisas mudaram. Atualmente, a capacidade de encarar os desafios com criatividade é uma qualidade que é exigida de todos. Do presidente de uma empresa ao técnico de futebol. As pessoas, que limitam seus recursos de lidar com a vida a apenas ao que aprenderam com os pais e professores, estão em total desvantagem tanto na vida profissional quanto na pessoal. Deixar para trás um comportamento de imitação, preso a ideias preconcebidas e adotar uma conduta criativa e flexível, é algo que requer profunda mudança de atitudes em relação a nós mesmos e às nossas aptidões. Criatividade é um livro para os que percebem a necessidade de acrescentar mais criatividade e flexibilidade à própria vida. Este é um manual que ensina a pensar fora dos padrões estabelecidos – e, ao mesmo tempo, nos anima a aprender a conviver com eles.

Muitas vezes a falta de alegria e prazer com o que se faz é devido ao fato de não entendermos como ser criativo, como ser espontâneo e um pouco louco às vezes.
O livro nos mostra um pouco disso. Explica porque somos assim e também dá dicas do que podemos fazer para mudar. Para a criatividade florescer é necessário liberdade de pensamento, ter a mente aberta, curiosa e evitar qualquer pré-julgamento, algo bem difícil, pois somos bem treinados na arte de julgar. A pessoa que pretende ser criativa não pode seguir o mesmo caminho dos outros, um percurso excessivamente trilhado e batido. Ela tem que descobrir seu próprio caminho, tem que pesquisar nas selvas da vida. Ela tem que caminhar só; tem que ser um não-conformista com os valores da psicologia das massas, da mentalidade coletiva. Esta é o tipo mais vil das mentalidades do mundo – mesmo a dos chamados idiotas são superiores à da idiotice coletiva.

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Sobre o autor:

OSHO foi considerado um dos mestres espirituais mais provocativos e também uma das cem mais influentes personalidades do século XX. Uma das dez pessoas, ao lado de Gandhi, Nehru e Buda, que mudaram o destino da Índia. Era conhecido na década de 1970 como Bhagwan Shree Rajneesh. Desde essa época, já chamava a atenção dos jovens ocidentais que se interessavam por meditação e técnicas de transformação pessoal. Mais de uma década depois de sua morte, em 1990, seus ensinamentos continuam se difundindo pelo mundo, influenciando buscadores de todas as idades e países, conquistando seguidores de todas as idades e em praticamente todas as partes do mundo.

Segundo seus biógrafos, iluminou-se aos 21 anos de idade e passou a disseminar sua filosofia libertária. Cada um deve assumir sua responsabilidade em descobrir seu próprio caminho a partir da consciência liberta dos condicionamentos e guiada pelo amor. Ele começou a dar palestras ainda na Índia e mais tarde nos Estados Unidos. Não se intitulava filósofo, mas sim um místico. Não pretendia impor a sua visão pessoal nem estimular conflitos. Enfatizou, pelo contrário, a importância de se mergulhar no mais profundo silêncio, pois somente através da meditação se poderia atingir a verdade e o amor, guiada pela consciência individual, sem intermediários como sacerdotes, políticos, intelectuais ou ele mesmo. Transmitia, pois, uma mensagem otimista que apontava para um futuro em que a humanidade deixaria o plano da inconsciência e, por consequência, a destruição, o medo e o desamor, já que cada um seria o buda de si próprio. Sua filosofia está registrada em mais de 600 títulos de livros, publicados em mais de 60 idiomas, que são transcrições de seus discursos e palestras.

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Jornalista (com diploma), escritora metida a cronista e decoradora. Não necessariamente nessa ordem. É uma artista múltipla! Tem a arte no DNA e por isso é amante do mundo das artes. De todas as formas: Cênicas, Visuais e Plásticas. Carioca, já foi rata de praia, mas hoje prefere o inverno. É gateira de carteirinha e apaixonada por pinguins. Os livros fazem parte da sua vida e estão sempre por perto. Talvez tenha nascido no século errado porque ama o Vintage e o retrô. Adora assistir filmes e séries, sempre acompanhada por um baldão de pipoca. Torce para encontrar com o gato da Alice, pra ele indicar a estrada dos tijolinhos amarelos, que vai direto para a Fantástica Fábrica de Chocolate!!

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