Criador do festival comenta a abertura das vendas de ingressos, explica critérios para montar o line-up e detona rapper canadense: “Desrespeitou o público”
Roberto Medina não hesita em dizer quem é o artista que está banido do Rock In Rio. A edição 2026 está com suas vendas de ingressos oficialmente abertas, com duas datas já esgotadas (os dias 6 e 12 de setembro), e em entrevista recente ao portal TOCA UOL, o idealizador do maior festival de música do planeta, comentou sobre diversos tópicos. Abordou a forte demanda que o evento sempre atrai, destrinchou os bastidores de como monta os seus line-ups e, sem papas na língua, além de revelar qual superestrela internacional está banida para sempre do festival.
Drake está permanentemente banido do Rock in Rio
Se você esperava ver o rapper canadense de volta aos palcos do festival, pode esquecer. Ao ser questionado se existia algum artista que ele havia decidido nunca mais trazer, Medina foi categórico e citou Drake.
“Drake. Acabou. Não vai mais. Ele desrespeitou o público. Veio pro Rock in Rio, não cantou nada direito e foi embora. Fez a mesma coisa em São Paulo. Eu respeito o público. Então não, ele não volta”, disparou o empresário.
A declaração reforça o histórico problemático do cantor em terras brasileiras, que inclui apresentações frias, proibição de transmissão de shows e cancelamentos de última hora em outros festivais do país. Para Medina, o respeito à plateia que paga o ingresso é inegociável.
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Muito além do algoritmo: Como é montado o line-up?
Em tempos onde os festivais parecem reféns absolutos dos números de redes sociais, Roberto Medina explicou que sua fórmula de curadoria vai muito além de olhar apenas os gráficos de streaming. Embora consulte os artistas mais tocados no Spotify e as paradas de sucesso, o segredo do sucesso do Rock in Rio está em dois pilares: transversalidade e história.
Segundo o criador do evento, o foco está em encontrar artistas que consigam furar a bolha e atingir várias faixas etárias ao mesmo tempo. Além disso, ele busca nomes que transcendem a música para se tornarem marcos culturais. “Tem também os que são história, não só artista. Tipo Sinatra, Elton John, Rolling Stones. O cara não vai só pra ver o show, vai porque é um momento histórico”, explicou.
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O fenômeno da “Experiência Rock in Rio”
Com as vendas iniciando hoje, a expectativa em torno dos ingressos esgotarem em tempo recorde é alta. Para Medina, esse comportamento imediatista do público se deve ao fato de que a marca do festival se tornou maior do que as próprias atrações do dia.
O público aprendeu a se planejar com antecedência porque entendeu que a Cidade do Rock entrega algo único. “As pessoas não compram só o show, elas compram a experiência. Por isso a demanda costuma ser forte logo na abertura”, concluiu.
O Rock in Rio acontece no Rio de Janeiro nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, e terá atrações como Foo Fighters, Elton John, Black Eyed Peas e Twenty One Pilots.


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