No Rock in Rio 2019, grandes artistas se apresentarão em todos os palcos. E não seria diferente no New Dance Order, que reunirá artistas de música eletrônica do mundo todo. Beowülf é um desses artistas, um dos grandes expoentes da música eletrônica brasileira no cenário mundial. A seguir, você confere a entrevista exclusiva de Beowülf para a Woo! Magazine:

Amanda Moura – Você apareceu de modo misterioso, com o nome Beowülf, personagem de um conto clássico. Como foi construída essa persona?

Beowülf – Sempre fui fã da historia do Beowülf, que era um caçador de monstros e dragões.  Também achava um nome forte, impactante e diferente.  Gosto do espírito do guerreiro destemido, e invoquei ele ao abandonar meu projeto antigo que já estava consolidado na cena eletrônica brasileira e me aventurar em algo novo, do zero.

Imagem: Divulgação/Beowülf

A. M. – Um grande momento da sua carreira foi despontar no palco do importante festival Ultra Brasil. Quais foram os desdobramentos dessa apresentação para a sua carreira?

B. – Estrear no Ultra foi algo que rendeu muito “buxixo” na cena.  Muita gente ficou curiosa para saber quem era esse cara que tinha acabado de aparecer “do nada” e já estava confirmado em um dos maiores eventos do mundo.  O fato de esconder minha identidade também influenciou bastante essa curiosidade.  Foi muito legal tocar lá, pude gravar o meu set e botar nas redes sociais, que acabou viralizando e alcançando muita gente que conheceu meu som devido a ele.

A. M. – Você faz parte de uma geração bem sucedida de artistas da música eletrônica. Como está sendo para você participar desse momento, elevando o nome do Brasil no cenário mundial?

B. – É muito legal viver esse momento da musica eletrônica no Brasil.  Nunca a sonoridade brasileira esteve tão forte, e tão presente no mundo todo.  Vários nomes nacionais conquistando feitos inéditos, movimentando multidões, e inspirando novos produtores.  É incrível ver os maiores DJs do mundo constantemente tocando meus lançamentos por aí, até hoje não me acostumei.

A. M. – Uma marca muito interessante do seu trabalho são as várias colaborações com artistas expoentes da música eletrônica como Cat Dealers, KVSH, Felguk e JØRD. Como foram essas experiências?

B. – Gosto muito de colaborar com outros artistas porque você sempre acaba aprendendo alguma coisa nova, independente se o outro produtor produz a mais ou menos tempo que você.  Unir duas identidades sonoras para criar algo novo é sempre único e curioso.  Muitos desses caras que eu colaborei já eram, ou se tornaram, amigos pessoais… Então isso é muito divertido.

A. M. – A música eletrônica é muito rica em estilos. Vemos no seu trabalho um passeio por alguns deles. Quais são suas principais influências musicais dentro da música eletrônica e fora dela?

B. – Sou metaleiro de infância (risos) toco bateria desde os 10 anos de idade, sempre fui viciado em Rock e suas vertentes. Além de outros estilos como Blues, Reggae, Jazz, Hip Hop e música clássica.  Com certeza eu trago muito dessas influencias para minhas músicas.  Dentro do eletrônico eu gosto de energia, então, curto muito dubstep, electro, trap e psy/prog.

A. M. – Por fim, como está sua expectativa para o show em um dos maiores festivais de música do mundo, o Rock in Rio?

B. – Tocar no Rock in Rio foi sempre um sonho, eu vou ao evento desde 2001 e tenho muitas historias nele.  Minha ansiedade está a mil!

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