Rapper foi o primeiro a se apresentar no espaço neste sábado (12) e recebeu Amaro Freitas e Dino D’Santiago em show preparado especialmente para o festival
O segundo sábado do Rock in Rio 2026 começou no Palco Sunset com um encontro entre diferentes vertentes da música negra. Criolo subiu ao palco por volta das 15h30 deste sábado, 12 de setembro, acompanhado pelo pianista Amaro Freitas e pelo cantor luso-cabo-verdiano Dino D’Santiago. Enquanto boa parte do público ainda chegava à Cidade do Rock, o trio conseguiu reunir uma boa plateia para abrir a programação do espaço.
A apresentação havia sido anunciada pelo festival como um espetáculo especial, com repertório desenvolvido especificamente para o evento. A combinação colocou lado a lado o rap e as diferentes referências musicais de Criolo, a experimentação instrumental de Amaro Freitas e as influências africanas e cabo-verdianas presentes no trabalho de Dino D’Santiago.
Mesmo ocupando o primeiro horário do Sunset, quando o movimento pelos espaços do festival ainda aumentava gradualmente, o show encontrou uma plateia receptiva. Conforme a apresentação avançou, quem estava diante do palco acompanhou a mistura proposta pelos músicos e respondeu bem aos momentos mais conhecidos do repertório de Criolo.
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Repertório atravessa diferentes fases de Criolo

A apresentação também abriu espaço para músicas que ajudam a explicar a trajetória do rapper. Faixas como “Mariô”, “Duas de Cinco”, “Esquiva da Esgrima”, “Freguês da Meia-Noite”, “Sucrilhos” e “Linha de Frente” fazem parte do repertório recente utilizado pelo artista em seus shows. “Não Existe Amor em SP”, uma de suas composições mais reconhecidas, segue como um dos momentos de maior identificação com o público.
O repertório ajuda a mostrar também como Criolo construiu uma carreira que ultrapassou os limites do rap. Ao longo dos anos, o músico incorporou samba, soul, afrobeat e elementos da música brasileira às suas apresentações, sem abandonar as letras marcadas por observações sociais e pelo cotidiano das grandes cidades.
Essa variedade ganhou ainda mais espaço com os convidados. Amaro Freitas, um dos nomes de destaque do jazz brasileiro contemporâneo, acrescentou o piano e sua linguagem rítmica ao encontro, enquanto Dino D’Santiago ampliou as conexões do espetáculo com sonoridades africanas.
Parceria ganhou álbum em 2026

A reunião no Rock in Rio não surgiu apenas para a apresentação deste sábado. Os três artistas lançaram, no início de 2026, o álbum “Criolo, Amaro & Dino”, projeto que aproximou definitivamente seus universos musicais. Antes de chegar à Cidade do Rock, a parceria também passou por apresentações em Portugal, incluindo o Primavera Sound Porto e o MEO Kalorama.
Para Criolo, o festival também representa um reencontro com um palco importante de sua trajetória. Em 2022, ele participou do Rock in Rio e apresentou “Não Existe Amor em SP”, além de integrar a programação dedicada ao rap naquela edição.
Quatro anos depois, retornou com uma proposta diferente e construída a partir do diálogo com outros dois artistas.
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Sunset começa o sábado apostando nos encontros

A escolha do trio para abrir o Palco Sunset combina com a característica que o espaço assumiu nesta edição: promover colaborações e apresentações desenvolvidas especialmente para o festival.
Depois de Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago, a programação deste sábado ainda reserva Gilsons com Daniela Mercury e Olodum, João Gomes acompanhado pela Orquestra Brasileira e, fechando a noite, Mumford & Sons.
Para quem chegou cedo à Cidade do Rock, a abertura entregou um show que passou pelo rap, pela música instrumental e por referências africanas. Com boa resposta do público e convidados que realmente fizeram parte da proposta, Criolo iniciou o sábado do Sunset valorizando justamente aquilo que o palco busca proporcionar: encontros que dificilmente seriam encontrados em apresentações convencionais.
Imagem Destacada: Divulgação/Rock in Rio (Crédito: @MorivaFilmes, @victorcarvalho)


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