Ídolo do futebol brasileiro construiu uma carreira como compositor e cantor, com parcerias de peso e dezenas de músicas registradas
O Ex-atleta e empresário, Ronaldinho Gaúcho marcou gerações no mundo esportivo. Conquistou a Copa do Mundo de 2002, no Japão e na Coreia do Sul, a Libertadores da América em 2013, e a Liga dos Campeões da UEFA pelo Barcelona. Ele foi eleito pela rádio inglesa TalkSport como o terceiro melhor jogador de futebol do século, ficando atrás somente de Messi e Cristiano Ronaldo.
Mas o sucesso dele não ficou limitado apenas ao esporte; ele também é o cara por trás de grandes sucessos na música brasileira, sendo reconhecido como um ótimo compositor, produtor e cantor.

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O início da relação com a música
Tudo começou em 2011, quando ainda jogava pelo Flamengo; sua primeira composição, lançada anos depois pelo grupo Trio Ternura, chamava-se “Vem Pra Mim”. Em 2012, quando defendia o Atlético Mineiro, Ronaldinho Gaúcho, junto de alguns amigos do clube, começou a rascunhar algumas letras.
Ao todo, ele compôs 30 músicas entre 2012 e 2014, mas foi no ano de 2015 que se entregou totalmente ao universo musical, sendo um dos intérpretes da canção “Vamos Beber (Joga o Copo pro Alto)”, ao lado da dupla João Lucas e Marcelo e de Dennis DJ. A faixa ficou marcada pela ousadia de ser uma das poucas obras da época a misturar o sertanejo universitário e o funk carioca. No auge das baladas, bailes funks e festas, a canção sempre marcava presença, consolidando, assim, o ritmo musical “fannejo” ou “funknejo”.
A primeira composição solo
Em 2017, aos 37 anos de idade, subiu às plataformas digitais a faixa “Sozinho”, sua primeira obra feita sem colaboradores de composição, um pagode de tom otimista que fala sobre perseverança e recomeços. Em uma publicação feita no dia 21 de março no Instagram, Gaúcho escreveu:
“Minha primeira música sem nenhum parceiro de composição!!! (…) Já aproveito para agradecer a todos que me felicitaram nesse dia. Muito obrigado, galera!!!”
“E eu não vou parar até me encontrar (…)
Sozinho por primeira vez
Sozinho a mente vai além do além
Sozinho, mas com força e fé pra continuar.”
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Parcerias, novos ritmos e expansão artística
Depois de “Sozinho”, Ronaldinho Gaúcho não deixou a música de escanteio. Ao contrário disso, fez vários golaços, ampliando seu catálogo de composições. Colaborou com artistas de diversos ritmos e estilos, firmando parcerias de sucesso com nomes como Xande de Pilares, Wesley Safadão e IZA. Todo esse processo culminou no lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, “Bruxaria 051”, com influências do rap, trap, funk e, é claro, pagode.
O resultado dessa dedicação também pode ser medido em números. Segundo dados do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), divulgados pelo jornal Correio, o ex-jogador reúne 92 obras musicais registradas e 32 gravações cadastradas em seu nome como intérprete.

Sua trajetória no mercado fonográfico está longe de terminar. Em seu trabalho mais recente, Ronaldinho Gaúcho voltou aos estúdios como um dos intérpretes da faixa “Tu Pode Falar Mal”, ao lado de Ludmilla e Wesley Safadão. A canção reforça que, mesmo após construir uma carreira vitoriosa no futebol, o ex-jogador continua investindo na música e ampliando sua presença no cenário artístico.
O passo mais ambicioso dessa caminhada veio com o lançamento do álbum “Camisa 10”. Segundo a Billboard Brasil, o projeto reúne mais de 40 artistas de 18 países, incluindo nomes de destaque nas paradas internacionais, como Pitbull, Sean Paul, Justin Quiles e Jonas Blue. O trabalho amplia ainda mais o alcance da carreira musical de Ronaldinho Gaúcho e consolida uma trajetória que ultrapassou as fronteiras brasileiras.
Alguns craques penduram as chuteiras. Ronaldinho Gaúcho escolheu fazer uma troca: os estádios pelos estúdios.
Imagem Destacada: Divulgação/Gerada por Inteligência Artificial


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