Da descoberta de uma grande farsa a jogos psicológicos e momentos decisivos, relembre cinco episódios marcantes de O Mentalista
“O Mentalista” conquistou o público ao apresentar Patrick Jane (Simon Baker), um consultor com uma capacidade impressionante de observar pessoas, identificar mentiras e solucionar crimes usando a psicologia e a manipulação.
Ao longo de sete temporadas, a série entregou investigações intrigantes, planos elaborados, jogos psicológicos e momentos que ajudaram a transformar Patrick Jane em um dos personagens mais marcantes das séries policiais.
Para quem está conhecendo a produção agora ou para quem já assistiu e quer revisitá-la, selecionamos cinco episódios que representam diferentes momentos e mostram algumas das características que fizeram a série “O Mentalista” conquistar tantos espectadores.
LEIA MAIS
O Mentalista | 12 Curiosidades Dos Bastidores Que Você Provavelmente Não Sabia
O Mentalista na Netflix: a Série que Continua Viciante Mesmo Após Tantos Anos
CSI: Miami | 12 Curiosidades que Talvez Você Não Saiba
1. “Flame Red” — 1ª temporada, episódio 9
Este episódio é um ótimo exemplo da capacidade de Patrick Jane de perceber aquilo que passa despercebido pelos demais investigadores. A equipe do CBI é enviada para a cidade de Marquesa para investigar a morte de Rich Garcia, encontrado queimado dentro de seu veículo. O caso ganha novos contornos quando o chefe de polícia Trey Piller, que tinha ligação com a vítima, também se torna alvo de uma tentativa de assassinato envolvendo um incêndio.
Durante a investigação, Jane conhece Tommy Olds, um rapaz que apresenta uma personalidade bastante infantilizada e aparenta ter uma deficiência intelectual. Ele fala e se comporta de maneira ingênua, como se tivesse dificuldades para compreender situações mais complexas. Jane, porém, começa a perceber que aquele comportamento pode ser uma encenação e passa a observar cuidadosamente os pequenos detalhes ao seu redor.
Entre eles está um exemplar de “Moby-Dick”, clássico escrito pelo americano Herman Melville e publicado em 1851. A obra acompanha Ishmael, um marinheiro que embarca no navio Pequod, comandado pelo capitão Ahab, que está obcecado em encontrar a enorme baleia branca “Moby Dick”. Jane conhece o livro e decide usá-lo para testar Tommy. Durante a conversa, ele menciona o capitão Ahab e faz propositalmente uma afirmação errada sobre o nome do navio. Tommy não consegue deixar o erro passar e imediatamente o corrige: o navio se chama “Pequod”.
A reação de Tommy confirma a suspeita de Jane. Afinal, alguém que vinha se apresentando de maneira tão infantilizada e demonstrando supostas dificuldades intelectuais dificilmente teria uma reação tão espontânea ao ouvir um erro específico sobre uma obra literária complexa. Jane consegue, assim, fazer com que o próprio Tommy entregue uma informação que tentava esconder.
A partir desse momento, a postura do rapaz muda completamente. Sua expressão, seu jeito de falar, sua postura e até sua aparência parecem se transformar, deixando para trás o comportamento infantilizado que vinha apresentando. A cena chama atenção justamente pela rapidez com que Tommy abandona o personagem e revela uma personalidade completamente diferente.
O momento também ganhou uma nova repercussão recentemente, quando um trecho da cena viralizou nas redes sociais. O corte despertou a curiosidade de um novo público e fez com que muitas pessoas conhecessem “O Mentalista” justamente por meio dessa sequência.
“Flame Red” é uma ótima escolha para entender o método de Patrick Jane: em vez de depender apenas de evidências óbvias, ele observa comportamentos, encontra pequenas contradições e cria situações para que a própria pessoa revele aquilo que está tentando esconder.
2. “Red John’s Footsteps” — 1ª temporada, episódio 23
O último episódio da primeira temporada de “O Mentalista” é um dos capítulos que melhor mostra como a perseguição a Red John pode colocar Patrick Jane e toda a equipe em situações extremas.
A história começa com a investigação da morte de Emma Plaskett, uma jovem encontrada morta em um parque estadual. Sua irmã gêmea, Maya, também está desaparecida, fazendo com que Jane e a equipe do CBI iniciem uma busca para descobrir o que aconteceu. As pistas levam o investigador a perceber que o caso pode ter uma ligação muito mais perigosa com Red John.
Durante a investigação, Jane chega até Dumar Tanner, conhecido como xerife Hardy. Ele é um dos seguidores de Red John e participa da armadilha preparada para Jane. “O mentalista” consegue enfrentar a situação e salvar Maya, mas o perigo ainda não havia terminado.
Quando Hardy é capturado, todos acreditam que ele está completamente imobilizado. No entanto, enquanto está sendo levado em uma maca, ele consegue se levantar e tenta atirar em Teresa Lisbon (Robin Tunney). Para impedir que a agente seja morta, Jane reage rapidamente e atira em Hardy, que acaba morrendo.
O momento é especialmente importante porque mostra que a investigação de Red John não representa apenas um risco para Jane. Lisbon e os demais integrantes da equipe também ficam expostos às consequências dessa perseguição.
Os acontecimentos também têm consequências para Lisbon e ajudam a preparar “Red Badge” (2ª temporada, episódio 3), quando a agente precisa passar por uma avaliação psicológica após o episódio traumático.
Por isso, os dois capítulos se complementam: enquanto “Red John’s Footsteps” mostra a situação que coloca Lisbon em perigo, “Red Badge” apresenta parte das consequências emocionais do ocorrido.
É mais um exemplo de como “O Mentalista” consegue fazer com que os acontecimentos de um episódio tenham impacto nos capítulos seguintes.
3. “Strawberries and Cream – Part 2” — 3ª temporada, episódio 24
Para entender este episódio, é preciso voltar alguns capítulos na história. Depois de ser incriminada por Red John, Madeleine Hightower, então chefe do “CBI“, foge para proteger os filhos e, em segredo, conta com a ajuda de Patrick Jane. Os dois elaboram um plano para descobrir quem é o infiltrado de Red John dentro da agência.
A estratégia chega ao ponto decisivo quando Jane e a equipe descobrem que Craig O’Laughlin, agente do FBI e noivo de Grace Van Pelt , é o informante de Red John. O’Laughlin chega ao esconderijo onde Hightower está protegida e acaba morto durante o confronto com Lisbon, Van Pelt e Hightower.
Ao mesmo tempo, Jane coloca em prática outro plano. Em um shopping, ele entra em contato com Timothy Carter, homem que acredita ser Red John. Depois de Carter revelar informações que somente alguém ligado ao assassinato de sua família poderia saber, Jane o mata diante de todos e permanece calmamente no local, tomando seu chá enquanto espera a polícia chegar.
O episódio encerra uma das tramas mais tensas da terceira temporada e coloca Jane diante de uma das decisões mais extremas de sua busca por Red John.
Mas havia um problema: Timothy Carter não era Red John
A história ganha uma nova reviravolta depois da morte de Timothy Carter. Antes de enfrentar o julgamento, Jane ainda está preso e precisa conseguir dinheiro para pagar sua fiança. Para isso, participa de uma partida de pôquer dentro da cadeia e, usando sua habilidade para ler os adversários, consegue ganhar US$ 1 milhão, valor necessário para deixar a prisão.
Já em liberdade, Jane vai a julgamento pelo assassinato de Carter. Para provar sua inocência, ele sustenta diante do júri que o homem que matou era, na verdade, Red John. Jane também aponta as inconsistências envolvendo a identidade de Carter e consegue convencer os jurados de que agiu acreditando estar diante do assassino de sua família. Com a estratégia, ele acaba sendo considerado inocente.
Mas havia uma verdade que somente Jane conhecia: Timothy Carter não era Red John. Embora fosse um homem perigoso, escondesse segredos e utilizasse uma identidade falsa, ele não era o assassino que Jane procurava. Depois do julgamento, Jane revela a Lisbon que enganou o júri de propósito. O verdadeiro Red John continuava vivo.
4. “Blinking Red Light” — 4ª temporada, episódio 7
Neste episódio, o CBI investiga o Assassino de San Joaquin, responsável por uma série de assassinatos. Patrick Jane começa a desconfiar de James Panzer, um blogueiro que acompanha obsessivamente o caso e se apresenta como especialista no criminoso. Na verdade, Panzer é o próprio assassino.
Jane percebe que Panzer é vaidoso e gosta da atenção que recebe por falar sobre os crimes. Por isso, decide usar o próprio ego do assassino contra ele. A estratégia também remete ao passado de Jane, que havia provocado Red John publicamente na televisão e acabou pagando um preço terrível por isso.
Durante uma participação no programa da jornalista Karen Cross, Jane coloca seu plano em prática. Ele provoca Panzer até que o assassino passe a exaltar os próprios crimes e a falar mal de Red John, afirmando que o assassino seria inferior ao chamado Assassino de San Joaquin.
Pouco depois, Panzer é encontrado morto com a marca característica de Red John. O momento confirma uma das maiores suspeitas de Jane: Red John estava vivo e continuava agindo nas sombras.
“Blinking Red Light” é um episódio marcante porque mostra Jane utilizando o próprio Red John para eliminar um assassino que ele não conseguia prender por falta de provas concretas.

COMPRE AQUI
Amazon Echo Show 8 (Geração mais recente) – Com novo design, tela vibrante HD de 8,7
Hollyland Lark M2 Microfone de Lapela sem Fio(2TX+3RX), Transmissão Sem Fio de 1000ft
Soundbar TCL com Subwoofer sem fio Bluetooth 2.1 Canais HDMI ARC S55H
5. “Red Dawn” — 5ª temporada, episódio 5
Este é um episódio especial de “O Mentalista”, já que volta oito anos no tempo para mostrar como Patrick Jane conheceu Teresa Lisbon e começou a trabalhar com o CBI. A história também revela como ele passou de um homem obcecado em encontrar Red John a consultor da unidade.
Jane procura o CBI inicialmente para conseguir acesso aos arquivos sobre Red John. Desde o primeiro contato com Lisbon, porém, fica claro que ele não é exatamente a pessoa mais correta ou convencional. Para conseguir o que quer, usa manipulação, provoca um dos agentes e acaba criando uma situação que faz o CBI permitir que ele participe de uma investigação.
Mesmo com seus métodos pouco ortodoxos, Jane demonstra rapidamente que suas habilidades podem ser úteis para a unidade. Depois de ajudá-los a solucionar um caso e expor um policial corrupto, o diretor Virgil Minelli percebe seu potencial e decide contratá-lo como consultor.
“Red Dawn” é uma ótima escolha porque mostra o início da parceria entre Jane e Lisbon e como nasceu a presença do mentalista no CBI, além de apresentar um personagem que, desde o começo, prefere seguir suas próprias regras para solucionar um caso.

Uma série que continua conquistando o público
Desde o início, fica claro que Patrick Jane entrou para o CBI com um único objetivo: encontrar Red John e se vingar pela morte de sua esposa e de sua filha. Porém, ao longo da série, sua relação com a equipe muda completamente. Aos poucos, Jane cria laços, faz amigos e passa a enxergar aquelas pessoas como uma espécie de família.
Isso torna sua busca por vingança cada vez mais difícil. Jane passa a enfrentar um conflito interno entre cumprir aquilo que se tornou sua principal missão e lidar com as consequências que isso poderia trazer, inclusive a possibilidade de perder definitivamente as pessoas com quem aprendeu a conviver.
É justamente essa mistura de investigação, humor, drama e conflitos pessoais que faz “O Mentalista” continuar chamando a atenção mesmo tantos anos depois de sua estreia. Com cenas que voltam a viralizar nas redes sociais e despertam a curiosidade de uma nova geração, a série vem conquistando novamente um espaço no coração do público.
Imagem destacada: Divulgação/CBS


Sem comentários! Seja o primeiro.