Da escolha de Simon Baker para interpretar Patrick Jane ao segredo por trás da voz de Red John, veja histórias que marcaram a produção da série
Durante sete temporadas, “O Mentalista“ conquistou o público ao misturar investigação policial, humor e o talento de Patrick Jane (Simon Baker) para observar detalhes que passavam despercebidos pelos outros personagens.
Interpretado por Simon Baker, o protagonista ajudava o CBI a solucionar casos enquanto perseguia seu maior inimigo: Red John, o assassino responsável pela morte de sua esposa e de sua filha.
Mas a história que aparecia na tela também escondia algumas curiosidades interessantes nos bastidores.
Confira 12 delas.
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1. Patrick Jane foi pensado com Cary Grant em mente
Quando Bruno Heller criou Patrick Jane, não imaginou simplesmente um detetive convencional.
O criador descreveu o personagem como uma mistura de “Sherlock Holmes” com um vidente de rua: alguém extremamente observador, capaz de entender o comportamento das pessoas, mas que também utiliza truques e manipulações.
Heller chegou a imaginar alguém com o estilo de Cary Grant para o papel, buscando uma combinação de elegância, charme e certa malícia.
A escolha acabou levando a Simon Baker, que transformou essas características em uma das marcas registradas da série.

2. Simon Baker também dirigiu episódios
Simon Baker não ficou apenas diante das câmeras.
O intérprete de Patrick Jane também assumiu a direção de episódios de O Mentalista. Entre eles estão “Red Moon”, “Blinking Red Light”, “Red Sails in the Sunset”, “My Blue Heaven” e “The Silver Briefcase”.
Ou seja, Baker dirigiu cinco episódios ao longo da produção da série.
A experiência permitiu que o ator participasse de outra etapa da construção da história, especialmente em episódios importantes para o desenvolvimento de Jane.
3. A voz de Red John tem uma história curiosa
Uma das características mais assustadoras de Red John era sua voz.
E existe um detalhe curioso: Simon Baker participou da construção dessa voz.
Segundo informações reunidas sobre a produção, Baker acabou fazendo a voz de “Red John” em diferentes momentos da série. A ideia surgiu quando ainda não havia uma definição sobre quem interpretaria fisicamente o personagem nas aparições em que ele permanecia oculto.
Isso cria uma curiosidade ainda maior para quem reassiste à série depois de conhecer a identidade do assassino.

4. A série usava o vermelho como uma grande pista
Se você prestar atenção aos títulos dos episódios, vai perceber uma repetição curiosa.
Até a resolução da história de Red John, os títulos faziam referência ao vermelho, seja diretamente ou por meio de objetos, expressões e tons associados à cor.
“Cabelo Ruivo e Fita Prateada” (“Red Hair and Silver Tape”), “O Quadro” (“Paint It Red”), “O Troco” (“Bloodshot”), “Casanova Escarlate” (“Crimson Casanova”) e “Red John” são alguns exemplos.
A ideia estava diretamente relacionada ao principal mistério da série: Red John. Depois que a história do personagem foi encerrada, esse padrão deixou de ser utilizado da mesma maneira.
É um daqueles detalhes que ganham outro significado quando o espectador reassiste à produção.

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5. O chá de Patrick Jane também tem uma curiosidade
Patrick Jane quase sempre aparece com sua inseparável xícara de chá.
Não era qualquer chá.
O personagem costuma beber lapsang souchong, um tipo de chá preto originário da China.
Existe ainda uma coincidência curiosa: em chinês mandarim, o chá preto é chamado de “hong cha”, expressão que pode ser traduzida literalmente como “chá vermelho”.
Mais uma pequena referência à cor que dominava a série.

6. O CBI não ficava realmente em Sacramento
Embora a história se passe na Califórnia e o CBI seja apresentado como uma instituição de Sacramento, grande parte das filmagens aconteceu na região de Los Angeles.
O prédio usado para representar a sede do California Bureau of Investigation é o histórico Pico House, no centro de Los Angeles.
A produção também utilizou os estúdios da Warner Bros. em Burbank e fez algumas gravações em Sacramento para determinadas cenas.
Isso significa que muitos dos lugares que parecem estar em Sacramento foram, na realidade, gravados a centenas de quilômetros dali.
7. A equipe chegou a filmar em Sacramento
Apesar de boa parte da produção utilizar Los Angeles, “O Mentalista” realmente fez gravações em Sacramento.
Em entrevista durante a produção da série, Simon Baker explicou que a equipe ia até a cidade por alguns dias para filmar diferentes cenas e aproveitar vários locais.
Robin Tunney também comentou sobre essas viagens e sobre a experiência de filmar com a equipe na cidade.
A estratégia permitia que a série mantivesse a identidade visual de Sacramento sem precisar deslocar toda a produção para lá durante as filmagens regulares.

8. Amanda Righetti precisou esconder a gravidez durante a série
Uma curiosidade de bastidor que acabou influenciando a maneira como Grace Van Pelt aparecia na tela aconteceu durante a quinta temporada.
Amanda Righetti estava grávida e, como a gravidez não fazia parte da história da personagem, a produção precisou adaptar algumas cenas.
Em boa parte daquele período, Van Pelt aparece atrás de computadores, em posições que dificultavam a visualização da barriga ou em cenas com enquadramentos que ajudavam a disfarçar a gravidez.
É um exemplo de como acontecimentos da vida real dos atores podem acabar influenciando discretamente uma produção televisiva.

9. O elenco também tinha familiares aparecendo na série
Alguns familiares dos próprios atores fizeram participações em “O Mentalista”.
A então esposa de Owain Yeoman, Lucy Davis, apareceu em um episódio da série.
A família de Simon Baker também participou: sua então esposa, Rebecca Rigg, interpretou “Felicia Scott”, enquanto seus filhos Claude e Stella Baker também tiveram participações.
São aparições pequenas, mas que ganham um significado diferente quando descobrimos quem estava por trás dos personagens.

10. Bruno Heller não definiu Red John desde o começo
Uma das maiores curiosidades dos bastidores de “O Mentalista” envolve justamente o maior mistério da série: a identidade de Red John.
Depois de mais de cinco temporadas acompanhando Patrick Jane em sua busca pelo assassino, o público descobriu que Thomas McAllister, o xerife de Napa interpretado por Xander Berkeley, era “Red John“.
Mas a escolha do personagem não estava definida desde o início da produção.
Em entrevista à TV Guide após a revelação, o criador e produtor executivo Bruno Heller contou que havia escolhido McAllister como “Red John” cerca de um ano antes da revelação, depois de considerar cuidadosamente outras possibilidades.
“Xander é um ator maravilhosamente sutil, capaz de ir fundo — fundo o suficiente para ser nosso Red John.” — Bruno Heller, à TV Guide.
Heller explicou ainda que McAllister fazia sentido para o papel porque tinha “o trabalho de fachada perfeito” como xerife de Napa. Sua posição lhe dava autoridade, liberdade e uma rotina que permitia que seus movimentos não fossem facilmente questionados.
A escolha também ajuda a entender por que tantos personagens foram apresentados ao longo da série como possíveis suspeitos. Antes da revelação, o próprio Heller alimentou a dúvida ao tratar os candidatos de forma equilibrada, inclusive McAllister, que chegou a ser descrito como um “azarão” entre os suspeitos.
Para quem acompanhou O Mentalista tentando descobrir a identidade de Red John, o detalhe torna a reviravolta ainda mais curiosa: o personagem já havia aparecido na série antes de ser escolhido para ocupar o posto de seu maior vilão.

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11. Simon Baker e Robin Tunney construíram uma forte amizade nos bastidores
A química entre Patrick Jane e Teresa Lisbon não ficou restrita às telas. Durante os anos de produção de “O Mentalista”, Simon Baker e Robin Tunney construíram uma amizade bastante próxima, algo que a própria atriz revelou em entrevistas.
Em conversa com o Le Parisien, em 2012, Tunney contou que os dois passavam cerca de 15 horas por dia juntos, de segunda a sexta-feira, durante as gravações. A convivência acabou ultrapassando os limites do set.
“Ele se tornou um amigo, como um membro da minha família. Adoro a esposa e os filhos dele. Ele faz parte da minha vida.”
A proximidade também ajudava na construção da relação entre Jane e Lisbon. Em entrevista reproduzida pela Marie Claire, Tunney explicou que as provocações e o carinho entre os personagens tinham muito de como os dois se relacionavam na vida real:
“As provocações, o carinho, conforme a relação evoluiu, são simplesmente o jeito que somos na vida real e o quanto nos sentimos à vontade um com o outro. Há muito pouca atuação envolvida. Temos muita sorte.”
A declaração ajuda a entender por que a dinâmica entre Jane e Lisbon parecia tão espontânea. A amizade construída entre os atores contribuiu para que os pequenos momentos de provocação e cumplicidade entre os personagens soassem naturais ao longo da série.
E existe um detalhe que torna a declaração ainda mais interessante: a entrevista de 2012 aconteceu antes de Jane e Lisbon finalmente assumirem um relacionamento amoroso na série. Ou seja, Tunney já falava sobre a intimidade e a naturalidade entre os dois atores enquanto os personagens ainda não haviam chegado ao romance.

12. O carro de Patrick Jane foi escolhido por Simon Baker
O visual de Patrick Jane ganhou uma marca registrada que combinava perfeitamente com sua personalidade: um Citroën DS 20 de 1972.
A escolha do automóvel teve participação direta de Simon Baker. O ator contou que, depois dos primeiros episódios, os produtores perguntaram que tipo de carro ele imaginava para o personagem. Baker então sugeriu um modelo que considerava adequado para Jane, em vez de optar por um veículo mais comum para um protagonista de uma série policial.
O Citroën DS acabou se tornando parte da identidade visual de Patrick Jane. O carro combinava com o personagem: antigo, elegante, incomum e diferente dos veículos normalmente associados aos investigadores da televisão.
A escolha também ajudou a reforçar a personalidade de Jane. Assim como suas roupas, seu inseparável chá e seus métodos pouco convencionais para solucionar crimes, o automóvel fazia parte daquele estilo peculiar que diferenciava o protagonista dos demais personagens.
É um daqueles detalhes de produção que parecem pequenos, mas ajudam a construir a identidade de uma série.

Uma série cheia de detalhes
Talvez seja exatamente essa combinação de investigação, personagens carismáticos e pequenos detalhes que tenha ajudado “O Mentalista” a permanecer na memória do público.
Ao longo de 151 episódios, a produção criou uma identidade própria , do chá de Patrick Jane aos títulos associados à cor vermelha, passando pelos truques do protagonista e pelo grande mistério envolvendo Red John.
E, para quem pretende rever a série, vale a pena prestar atenção a esses detalhes.
Às vezes, uma segunda maratona revela coisas que passaram despercebidas na primeira.
Imagem Destacada: Divulgação/CBS


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