Essa é a prova que a Pixar tem mais vidas do que um gato preto de animação, mas levanta a questão: quando o desapego é real?
Se você achou que “Toy Story 4” além de desnecessário para a franquia e que em seu possível encerramento seria fechado com um belo laço de nostalgia, a Pixar Animation Studios olhou para os números de bilheteria e disse: “Segura meu laço!”.
Dirigido pelo veterano Andrew Stanton e co-dirigido por McKenna Harris, o quinto capítulo da saga dos brinquedos vivos coloca nossos velhos conhecidos cara a cara com o maior vilão da infância moderna: O vício em telas, desta forma o longa brilha numa animação deslumbrante.
O retorno dos brinquedos: quando o plástico, o pano e a madeira encontram a tela

Lá se vão décadas desde que a Pixar nos fez chorar pela primeira vez com um quarto de brinquedos. Agora, em “Toy Story 5”, a clássica saga dá um salto para o século XXI. A premissa central tira o fôlego (ou quase isso). Bonnie ganhou um tablet inteligente, chamado Lilypad, e os brinquedos tradicionais que lutem para não serem esquecidos no fundo da caixa. Dirigido pelo veterano Andrew Stanton (de “Wall-E” e “Procurando Nemo”) em conjunto com McKenna Harris, o filme transforma essa transição geracional em uma aventura de proporções épicas.
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O estúdio e a revolução visual

A Pixar mais uma vez prova por que é a régua de ouro no mundo da animação. O visual deste quinto filme é um deleite estético.
O estilo de animação 3D atingiu um nível de fotorrealismo quase assustador. A poeira flutuando no quarto, as texturas de plástico arranhado de Buzz Lightyear e o tecido gasto do caubói Woody, a dinâmica com os veículos, mostram que o estúdio continua impecável na técnica.
No entanto, o verdadeiro espetáculo visual fica por conta do contraste estético entre o mundo analógico dos brinquedos antigos e o design dos dispositivos tecnológicos. A transição entre o mundo orgânico dos bonecos e a estética fria, minimalista e brilhante das telas sensíveis ao toque é primorosa, criando um contraste visual maravilhoso.
Vozes originais e a invasão de estrelas

No elenco de vozes originais em inglês, o retorno da química lendária de Tom Hanks (Woody) e Tim Allen (Buzz) ancora o filme emocionalmente. Joan Cusack rouba a cena como uma Jessie desesperada ao perceber que está perdendo a atenção de Bonnie para o algoritmo. Nos novos papéis, Conan O’Brien entrega um Smarty Pants (Amigo Rolinho) hilário e ácido. Temos também a antagonista o tablet Lilypad originalmente interpretada pela excelente Greta Lee. Há também o toque de cultura pop contemporânea, incluindo uma ponta divertidíssima do cantor Bad Bunny como o carismático Pizza com Óculos Escuros.
A trilha sonora e suas novas nuances

A grande surpresa na trilha sonora é a colaboração de Taylor Swift, que compôs e produziu com Jack Antonoff a faixa original “I Knew It, I Knew You”, trazendo uma pegada country perfeita para o arco de Jessie. Claro, tudo isso envelopado pela trilha instrumental orquestral do mestre Randy Newman, mantendo o DNA clássico da franquia.
A dublagem brasileira e os star talents

A versão brasileira do filme brilha intensamente graças a uma direção de dublagem de Sérgio Cantú, cirúrgica e cheia de ritmo. O maior acerto aqui foi o respeito aos dubladores clássicos, garantindo a continuidade emocional que o público brasileiro tem desde 1995. A voz marcante de Marco Ribeiro mantém o cinismo carinhoso do Woody e Guilherme Briggs entrega um Buzz Lightyear impecável, oscilando perfeitamente entre o herói espacial dramático e o brinquedo confuso. E um destaque especial para o Garfinho que, com suas piadas, compõem o alívio cômico brilhantemente interpretado por Duda Espinoza.
Para os novos personagens tecnológicos e brinquedos modernos, a distribuidora apostou em star talents do cenário pop e da internet brasileira.
Entre os talentos escalados, a apresentadora e atriz Maisa Silva dubla a “vilã” tecnológica Lilypad, enquanto o comediante Rafael Infante dá vida ao novo personagem Amigo Rolinho. Felizmente, a direção segurou as rédeas e evitou aquela enxurrada de piadas datadas e gírias de TikToker que costumam estragar dublagens de celebridades. Os convidados especiais conseguiram se integrar organicamente à narrativa, gerando ótimos momentos de comédia sem quebrar a imersão do espectador.
“Toy Story 5” prova que a franquia tem fôlego para muito mais do que um encerramento melancólico. É uma jornada divertida, colorida e, acima de tudo, necessária para os dias de hoje.
APROVEITE JÁ
JBL, Caixa de Som, Boombox 4, Bluetooth
Luz de vídeo ULANZI VL120 RGB, Luzes de vídeo de bolso LED On-Camera
Hollyland Lark M2 Microfone de Lapela sem Fio(2TX+3RX)
Considerações finais
“Toy Story 5” pode até não ser estritamente necessário para a história do cinema, mas se consolida como uma animação incrivelmente divertida, visualmente impecável e com o coração no lugar certo. O filme diverte os filhos nativos digitais e serve como uma bela sessão de terapia disfarçada para os pais milenares nostálgicos.
Imagem Destacada: Divulgação/Walt Disney Studios



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